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Salve
abacaxinautas, de volta ao batente aqui no site e lá vou eu desinformar
todos vocês. Esta coluna é muito especial, já que é a primeira de
2004 e será a única coluna virtual sobre música que NÃO terá listas
de melhores do ano. Não é demais?
O negócio é
simples, eu nunca lembro os lançamentos do ano que passou. Sei que
é fácil e que basta uns cliques para os sites que contém essa informação.
O problema é que com os discos que me prenderam a atenção, não dá
para fazer nem um top 5.
E parece que
este ano a tendência é piorar, já que o que chamam de “novo rock”
já foi feito melhor uns 30 anos atrás, e todo mundo que toca rock
mais pesado quer fazer o que o Slayer já fez (melhor) há 15 anos.
Olha que eu sou o abacaxeiro mais otimista deste site, se estou
dizendo isso, acreditem, a coisa está feia.
E engraçado,
reparou que tanto no cinema quanto na música está valendo mais a
pena assistir e ouvir os clássicos do que o que aparece tido como
novidade?
Tem coisa mais
imbecil do que o auê sobre a exibição daquele seio caído da Janet
Jackson no intervalo do Superbowl? Beira o surrealismo os rumos
que essa história está tomando.
E a festa dos
450 anos de São Paulo? O curto show do Xis foi bom pra cacete, quase
um show de rock. Agora parece que a cidade está de ressaca, dá para
ver nos telejornais vespertinos.
Uma boa notícia.
A UDR-mania está tomando conta do país. Começou aqui, nesta coluna,
já passou pelo programa de rádio do João Gordo (que tocou músicas
do grupo e deixou o CD deles em BG), que também cantarolou o hit
do grupo “Bonde da Orgia de Travecos” em seu programa de culinária,
e foi parar até na coluna do
Lúcio Ribeiro. Eles (e a música de Belo Horizonte) merecem,
tomara que fiquem maiores que o Skank e o Jota Quest juntos.
Falando nisso,
sábado, dia 14 de fevereiro, a UDR tocará em São Paulo, no Kool
Metal Fest. Se você perder é porque é muito burro.
Outra boa notícia.
Vem disco novo do John Frusciante por ai. Se for tão bom quanto
To Record Only Water for Ten Days, eu ficaria muito agradecido.
To Record Only Water... é a prova de que as drogas deveriam
ser legalizadas para rock stars (pelo menos). Se o cara morrer,
azar, se sobreviver ainda dá para gravar discos tão bons quanto
esse.
Pena, perdi
um email que recebi durante a mudança de servidor pela qual o site
passou. Deu a impressão que a menina era parente de alguém do clube
da esquina, já que foi o email mais revoltado que o site deve ter
recebido. O pior é que ela me crucificou por coisas que eu nem escrevi
(foi o El Jako).
Pena que perdi
emails de um monte de fãs de Evanescence que me descobriram. Foi
engraçado pra caramba, dava um Recados da Galera especial.
Teve gente chamando a banda de “Gothic Rock”. Se para fazer Gothic
Rock basta uma branquela de preto no vocal, estou vendo que vou
ganhar um monte de dinheiro com isso.
Pude sacar uma
levíssima melhoria na exclusão digital. Lendo uma pichação em um
ponto de ônibus aqui perto de casa, uma crew de cyber-manos (para
quem não sabe, são os fãs de música eletrônica da periferia, hostilizados
tanto pelos clubbers-fashion-classe-média-pra-cima quanto pelo pessoal
do rap, skatistas etc) deixava seu número de ICQ para se comunicar
com pessoas do mesmo gosto. Achei ducarái. Dois
recados para os abacaxinautas: atualizem seus antivírus, pois o
que está vindo de emails com vírus para minha caixa postal não é
brincadeira. Ou será que é de propósito? E não, não quero ir à sua
festa VIP nem aumentar o tamanho do meu pênis.
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