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Salve
abacaxinautas, cá estou de volta após uma semana de baladas em BH.
Essa coluna será dedicada às minhas observações sobre a cidade.
O pessoal
de BH vive me dizendo que a cidade é uma roça etc e tal. Mas a quantidade
de "mudernos" na cidade deve ser maior do que em São Paulo. Franjas
a dar com o pau.
Outro
mito é que o povo acha que São Paulo é o paraíso para as bandas
de rock, com milhares de lugares para tocar. Mas o Matriz em BH
é melhor do que 89% das casas de show roqueiras underground de São
Paulo. A estrutura da casa é ótima. São Paulo pode ter muitos lugares,
mas o que tem de podreira não está escrito. Sem contar que até muitas
casas hypadas daqui têm uma estrutura hiper amadora em relação ao
Matriz.
Não
poderia deixar de citar a quantidade de mulher bonita em Belo Horizonte.
Tempo atrás, o Cajabis estava se vangloriando de nunca ter ficado
com barangas. Também, só procurando muito para achar baranga em
BH.
Estranhei
quando fui a um bilhar com o El Jako (que ficou responsável pela
minha hospedagem na cidade) e o lugar estava apinhado de mulher.
Mais tarde fiquei sabendo que o tal do Dado Dolabela estava jogando
por lá. Por minha causa é que não deveria ser.
Muito
bom o show da banda Hífen, muito, mas muito superior à gravação
do CD que caiu na minha mão meses atrás.
Pela
quantidade de camisetas que eu vi, fica a impressão de que há mais
fãs de Slipknot do que de Jota Quest em BH. Foi incrível o que eu
vi de camisetas da banda pela cidade afora. Nem em Iowa deve ter
tanto fã de Slipknot!
Fui
n`A Obra mas não me lembro de nada, de tão ruim era meu estado quando
cheguei lá. Culpa do preço camarada das bebidas em BH. Não me lembro
absolutamente de nada.
Vi
uma banda no Matriz cuja cantora era ótima. A banda era OK, mas
ela mandava muito bem. Pena que não me lembro do nome da banda.
Mas
eu não poderia de deixar de comentar sobre o programa de rádio do
ABACAXI ATÔMICO, que contou com a presença de B Negão, que falou
de tudo: disco solo, Planet Hemp, Racionais, Luciano Huck querendo
capitalizar com rap, gravadoras, troca de música na rede, pirataria
e... Lídio Toledo (!).
Pude
conferir in loco a maneira de nosso companheiro Orêia Seca enviar
seus textos para nosso editor. E não é que o cara é dinossauro mesmo?
Também
esticamos para o show de B Negão no Lapa Multshow, que foi bom pra
caramba. Destaque para a banda, afiadíssima, e dos covers de Moleque
de Rua e Funk Fuckers. O show foi tão bom que o El Jako teve um
momento Ronaldo Fenômeno e destruiu seu joelho agitando.
Na
seqüência, esticamos para UP, que é tipo uma versão pocket d`A Loca,
famosa casa GLS daqui de Sampa, só que a gente não sabia. Fazer
o quê...
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