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A Pitty
deu o maior piti quando conheceu o ABACAXI ATÔMICO, no começo de
outubro. A moça teve uma conversa amistosa comigo, a respeito de
uma nota em que desci a lenha numa matéria
do Folhateen. Resolvi publicar o bate-papo na íntegra, sem correções,
para não pesar a fama de Maluf do colunismo internético que ela
me atribui.
Divirta-se.

O dono
da verdade merece saber que...
O, meu filho, procura se informar antes de falar mesmo que seja
pra falar mal. A Deck nao e uma subsidiaria da Sony, seu desinformado.
Quem ta enganando os outros e vc, com esse textinho de merda se
achando cheio de razao e sem nenhum embasamento.
Pitty
Indiegesto
responde:
Pois é... devo uma errata. A Deck Disk era um braço da finada Abril
Music que sentou na grana por causa do falamansa e do Hudson e Hedson,
mas que hj em dia é apenas DISTRIBUIDA pela Sony, ou seja. A Pitty
é independente, e toca a cada 5 minutos na MTV e nas rádios pelo
talento.
Mancada
minha.
Aceite
minhas desculpas.
Que
distribuida pela Sony, o que! Ta doidao??
Vou fazer o favor de te informar algumas coisas que sua visao cética
nao consegue enxergar.
Um
dos grandes problemas q ainda temos hoje e justamente distribuicao.
Continuamos levando discos debaixo do braco pra vender nos shows
mais barato e de lojinha em lojinha pra garantir que tenha nos lugares.
Independente, nao independente, isso e papo de underground recalcado,
o que importa e fazer um trampo que vc se orgulhe , com dignidade,
e se tiver muita gente ouvindo, otimo. Esse foi o motivo que me
fez assinar com a Deck.
O fato
da gente ter tido um espaco na MTV se deve muito a bagagem de todo
mundo la ja conhecer minha antiga banda ha muito tempo e saber da
batalha. E, se vc nao sabe, existem muitas pessoas que gostam e
enchem o saco das radios pra musica continuar tocando. Nao tem jaba
que segure isso. Voce pode nao gostar do som, e isso e um direito
seu, mas questionar a nossa integridade sem ter nenhum conhecimento
a respeito e com uma visao preconceituosa e, no minimo, desonesto.
Pitty
Indiegesto
responde:
Pitty, você não deve ter lido todas as minhas colunas.
Não
te critico por querer levar sua música para o maior número de pessoas,
tampouco por assinar com uma gravadora "independente", nem meter
o pau no seu som (que particularmente, não gosto), meti. E não questiono
sua integridade. Isso é paranóia sua, nem entrou em questão na meu
"textinho de merda". Se você acompanhasse minha coluna semanal,
veria que eu falo merda tanto de banda mainstream quanto de banda
underground e das presepadas envolvidas nos dois meios.
Aliás, o critiquei na coluna foi o texto da Folha que falava como
se você fosse o Street Bulldogs que estourou assim, de repente.
Minha única crítica a você é a imagem "ainda sou underground com
banquinha de merchandise" que você passa (ou passam por você). Só
isso. Você não pode negar que há uma estrutura por trás de você
(Na moral, Deck, etc), que acaba te metendo na "maquina" que é o
mainstream, certo? Vai me dizer que a estrutura da Deck é tão independente
quanto uma Highlight?
Mais uma vez frisando: não vou te achar vendida por ter assinado
com X ou Y, se você fosse independente, tocando em boteco fuleiro,
continuaria gostando do som. Não duvido que o pessoal da Deck não
bote fé no seu
trabalho, afinal, o Rafael lançou o Inkoma, etc e tal.
Mas daí a querer fazer que eu acredite que suas músicas entraram
no circuito viciado de rádio/TV da maneira que está rolando apenas
pelo fato dos caras botarem uma fé na sua bagagem, é o cúmulo.
PS1: Revolução Mental era bacana
PS2: Você não disse dia desses que não tocava cover? E o No One
Knows do QOTSA?
De resto, continue lendo o Abacaxi Atômico.
Grande Abraço.
Li
o que achei necessario, e por achar que nao acrescenta nada , ja
que se limita a meter o pau em qq coisa sem um ponto de vista coerente,
sem alicerce, nem me deu vontade de continuar.
Questiona
a minha integridade no momento em que levanta duvidas a respeito
do jeito que conseguimos fazer esse barulho que estamos fazendo.
Insinuando ser por meios levianos e nessa paranoia de "esquema".
Nao existe marketing de "undreground c barraquinha", isso e uma
necessidade ja que a nossa gravadora tem, ainda, horizontes limitados
qt a distribuicao. Independente nao e uma plaquinha que se pendura
no pescoco por ter tocado nos botecos ou por fazer parte de um selo
invisivel. E vc, mesmo dentro de uma gravadora, ter seu Cd debaixo
do baixo, autonomia sobre o que quer fazer,decidir as direcoes que
se quer seguir, e continuar fazendo vc mesmo.Isso eu fazia no Inkoma
e continuo fazendo agora.
E qual
o problema de se ter uma estrutura melhor?? Isso e o que toda banda
deseja. E nem sempre cada um tem a estrutura que merece, mas o mundo
nao e justo, mesmo.
Qt
ao cover, n me lembro de ter dito isso, ou em que contexto foi,
o que e mais importante. A gente toca o que da vontade de tocar.
* curiosidade
- da onde vc conhece o Inkoma?
Indiegesto
responde:
Então sugiro que você leia direito o abacaxi atômico e mude sua
opinião, já que seu ponto de vista é sobre o site não é coerente
tampouco tem alicerce.
Carregar
CD embaixo do braço com ou sem gravadora, não é ser independente,
é OBRIGAÇÃO de quem tem banda e está dando um trampo.
Mais
uma vez você não entendeu que meu texto meteu o pau na matéria do
Folhateen, e provavelmente de sua assessoria de imprensa, que pauta
as matérias na imagem de " tamos aí, o pessoal abraçou a gente pela
humildade,
correria etc".
E
mais uma vez, terei que frisar que não critico o fato de artista
X ou Y ter estrutura melhor, e sim a maneira de como exploram o
artista (nesse caso você) de que ele está na mesma situação que
o cara que toca no boteco, e "caiu nas graças" da grande mídia.
Isso eu acho leviano, e isso que tentei passar naquele texto.
Qto
ao Inkoma, vc não deve saber, mas já ajudei vcs indiretamente há
muito tempo em São Paulo. Por isso, não leve pelo lado pessoal.

Observações:
No trecho
em que digo "Mais uma vez frisando: não vou te achar vendida
por ter assinado com X ou Y, se você fosse independente, tocando
em boteco fuleiro, continuaria gostando do som", esqueci de
colocar o "não" antes do "gostando".
A Pitty
fala pra cacete sobre a correria dela no underground pré-sucesso
e, quando cito sua banda antiga, ela pergunta: "da onde vc conhece
o Inkoma?".
O "Rafael"
que eu citei é o Rafael Ramos, que descobriu o Mamonas Assassinas,
era do Baba Cósmica, apresentou um programa na MTV com a Adriane
Galisteu e agora trabalha como produtor. O cara tinha um selo chamado
Tamborete, que lançou uma pá de bandas, entre elas o Inkoma. Já
falei sobre ele há um tempão aqui na coluna, bem antes da reformulação
visual do site. Não vou cobrar os textos antigos pro Cajabis, pois
isso é trabalho pro Sukrilius.
"Underground
recalcado" foi a melhor ofensa que escutei esse ano.
Quanto
à Deck Discos, ela reclamou, reclamou, mas não explicou qual é a
da gravadora. Mas quem tem o grupo Revelação, Falamansa, e Hudson
e Edson no cast, é ruim de ser gravadora independente.
Por
via das dúvidas, daqui em diante, firmo o compromisso de me dirigir
à Pitty somente com a alcunha de: "Pitty, rainha do underground".
Quem sabe assim ela sossega.

Agora,
de volta à nossa programação normal:
Parece
que o Green Day está aprontando uma pegadinha. O selo do vocalista
Billy Joe lançou uma banda chamada The Network. A banda é um trio,
todos tocam mascarados, usam pseudônimos e soam exatamente como
o Green Day. O disco do The Network só é vendido pela internet,
no site http://www.adelinerecords.net.
Tem
gente que não se contenta em chegar ao fundo do poço, insiste em
cavar mais. O Paul Dianno, eterno ex-vocal do Iron Maiden, está
em turnê com uma banda... cover de Iron Maiden!!! A banda chama-se
Children of the Damned e o site dos losers é
esse aqui.
O
Radiohead vai lançar o single de "2+2=5" em um formato inusitado.
Serão dois CDs e um DVD, o primeiro CD contém a música de trabalho,
mais "Myxomatosis (Christian Vogel remix)" e a versão demo de "There
There". O segundo CD traz a música de trabalho mais "Scatterbrain
(Four Tet remix)" e a primeira mixagem de "I Will". Já o DVD trará
os vídeos de "2+2=5" e de "Sit Down, Stand Up". Perguntar não ofende:
não cabia tudo em um só CD?
The
Terror State, disco mais recente da banda punk Anti-Flag, está
banido de algumas redes de lojas dos Estados Unidos. As redes alegam
que a capa é "agressiva" demais. Quem produziu The Terror State
foi Tom Morello, do Audioslave. Para ver a capa e o rebuliço todo
sobre essa palhaçada,
clique aqui.
E o
Bono andou dizendo que as guitarras do disco novo do U2 estão agressivas,
e que o The Edge andava tão puto que influenciou nas músicas novas.
É bom que seja verdade, pois senão quem vai ficar puto sou eu, o
Cajabis, o Sukrilius, o El Jako...
E não
é que finalmente o Roorback, do Sepultura, saiu em edição
nacional?
Respondam
rápido:
Por
que todo mundo esta achando tão legal a Britney Spears estar fazendo
o que a Madonna já fez há mais de dez anos?
Por
que todo mundo que achava hard rock, hair metal (seja lá como isso
se chama) um lixo branco há mais de dez anos, está achando o The
Darkness a coisa mais legal do mundo?
Que
fim levou o Clinic? E o Interpol? E o Andrew WK? E The Moldy Peaches?
E o Vines? E o Hives?
Esse
final de semana promete ser o final de semana mais selvagem do ano
em São Paulo. Sábado, dia 18, no Tribe Hous, rola a segunda edição
do Kool Metal Fest, festival de som pesado que terá as bandas Are
you God? (segundo informações, fará um show tão ou mais louco que
o show do vocalista virtual), Itsari, Constrito, Ground Floor, Pagedown
e Leroy. No domingo, dia 19, na Outs (R. Augusta, 486), o bicho
pega com o Presto?, Paranóia Oeste, Hutt e Fim do Silêncio. Quem
acompanha a minha coluna (a Pitty, rainha do underground, não) sabe
que a maioria das bandas que tocarão foram altamente recomendadas
por mim. Se você curte som pesado e não tem 90 paus para ver o Metallica,
é o programa ideal. Estarei por lá, se você quiser me pagar uma
cerveja fico muito agradecido.
Sumi
semana passada 90% por falta de tempo mais 10% por preguiça. Espero
não repetir a mancada.
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