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O Zwan
subiu no telhado. Foi pro saco o sorriso do Billy Corgan. Sukrilius
estava certo.
Parece
que houve uma debandada geral no Soulfly. Roy Mayorga, Marcello
D. Rapp e Mike Doling puxaram o carro e deixaram Max Cavalera sozinho.
O Backyard
Babies já está com disco novo pronto, se chamará Stockholm Syndrome
e será lançado dia 05 de novembro.
Foi
interessante o show do Motosierra semana passada no Black Jack.
Caí de pára-quedas no show e ao perguntar quem ia tocar no pico,
o cara da casa me disse que seria Motosierra, Forgotten Boys, Atitude
e Hellacopters (!!!). Perguntei para o cara se ele havia fumado
crack ou coisa parecida, e descobri que ele pensava que o Hellacopters
era uma banda daqui de São Paulo(!!!!). Enfim: seguindo o ditado
"já que você está no inferno, abrace o capeta", resolvi entrar.
Os
shows estavam demorando pra cacete para começar. Ao perguntar para
um dos donos da casa o porquê da demora, o cara me respondeu que
"estavam esperando os caras do Hellacopters chegar". Adivinhe. Eles
NÃO chegaram. Depois me contaram que houve boatos em listas de discussão
de que eles dariam canja nesse show. Provavelmente, quem armou aquela
entrevista com a dupla dinâmica do PCC anda fazendo escola. Vamos
ao que interessa que são os shows.
A banda
Atitude foi legal. Apesar de eu ter achado o nome feio, eles executam
um punk rock pra lá de competente e com uma bela performance de
palco. Quem curte Misfits vai gostar. Cheguei à conclusão de que
o Forgotten Boys é uma das bandas mais superestimadas do Brasil
(não chegam a ser uma Maria Rita). O baterista é ótimo, mas ele
já era fueda na época do Pin Ups, e juro que não consegui ver nada
demais no som deles. Aliás, o Finatti, da Dynamite, disse que os
caras arrastam uma legião de mulheres onde tocam, mas acho que a
mulherada estava junto com o pessoal do Hellacopters naquela fria
terça-feira.
O Motosierra
me surpreendeu. A banda é pesada, com uma pegada que lembra o Motorhead
em algumas músicas e com uma presença de palco muito boa. O engraçado
é que o vocalista parece o Supla encarnado no Beto Lee.
Quem
acompanha essa coluna conhece bem minha opinião sobre essa
volta do glam. Mas acho que se é para assistir banda glam, pelo
menos vá assistir quem entende do riscado. Então eu indico para
vocês a banda Bastardz,
eles têm idade de quem viveu aquela época, tocam direito, parecem
umas drags e tudo mais. O show é muito engraçado e, sim, eles levam
a maior mulherada em seus shows.
Esqueci
de dizer que na volta da festa do ABACAXI ATÔMICO fiz uma escala
em Campinas, no festival
Auto Rock. Foi muito legal, a estrutura do festival estava ótima,
com som e bandas boas. Não consegui acompanhar todos os shows, pois
me encontrava em um estado lastimável. Do que me lembro: a banda
The
Lux fez um show muito legal, lembrou umas bandas com vocal feminino
que pipocavam aqui em São Paulo em meados de 97, o
Shame parecia que não acabava nunca e estava com o público na
mão, e o
Magüerbes matou a pau.
Wes
Borland, ex guitarrista do Limp Bizkit, soltou uma declaração no
mínimo curiosa. Wes disse que baixar música na internet é roubo,
vai acabar com a música, e que as gravadoras deixarão de contratar
bons artistas para contratar outros que dão retorno fácil, e exemplificou:
"Justin Timberlakes serão contratados ao invés de Radioheads". Tudo
bem, a reclamação pode até ser válida mas, vinda de um cara cuja
banda teve uma tour bancada pelo Napster com o intuito de defender
o programa, é no mínimo idiota. Está me cheirando que ninguém quer
contratar o
Eat the Day (sua banda atual) e ele resolveu chorar as pitangas.
Tenho
uma boa e uma má notícia para quem curte quadrinhos. A boa é que
John Constantine será adaptado para o cinema, e o personagem título
será interpretado pelo Keanu Reeves. A má é que Gavin Rossdale,
do Bush, terá um papel no filme. Fora que ainda corre o risco da
adaptação ficar tão escrota quanto a do Demolidor.
O baterista
do Sparta (e ex-At the Drive In) Tony Hajjar está com um novo projeto
chamado Nakia. Segundo Hajjar, o grupo é "o equivalente musical
para o Valium", que seria "uma interpretação etérea, misturando
ritmos lentos com música ambiente e drum and bass". Ou seja: deve
ser uma merda. Se você quiser arriscar, pode comprar o disco (que
tem edição limitada de mil cópias) no site www.smartpunk.com.
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