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Beagá, 22 de setembro de 2003 d.C.
 
Por Indiegesto
 

O Zwan subiu no telhado. Foi pro saco o sorriso do Billy Corgan. Sukrilius estava certo.

Parece que houve uma debandada geral no Soulfly. Roy Mayorga, Marcello D. Rapp e Mike Doling puxaram o carro e deixaram Max Cavalera sozinho.

O Backyard Babies já está com disco novo pronto, se chamará Stockholm Syndrome e será lançado dia 05 de novembro.

Foi interessante o show do Motosierra semana passada no Black Jack. Caí de pára-quedas no show e ao perguntar quem ia tocar no pico, o cara da casa me disse que seria Motosierra, Forgotten Boys, Atitude e Hellacopters (!!!). Perguntei para o cara se ele havia fumado crack ou coisa parecida, e descobri que ele pensava que o Hellacopters era uma banda daqui de São Paulo(!!!!). Enfim: seguindo o ditado "já que você está no inferno, abrace o capeta", resolvi entrar.

Os shows estavam demorando pra cacete para começar. Ao perguntar para um dos donos da casa o porquê da demora, o cara me respondeu que "estavam esperando os caras do Hellacopters chegar". Adivinhe. Eles NÃO chegaram. Depois me contaram que houve boatos em listas de discussão de que eles dariam canja nesse show. Provavelmente, quem armou aquela entrevista com a dupla dinâmica do PCC anda fazendo escola. Vamos ao que interessa que são os shows.

A banda Atitude foi legal. Apesar de eu ter achado o nome feio, eles executam um punk rock pra lá de competente e com uma bela performance de palco. Quem curte Misfits vai gostar. Cheguei à conclusão de que o Forgotten Boys é uma das bandas mais superestimadas do Brasil (não chegam a ser uma Maria Rita). O baterista é ótimo, mas ele já era fueda na época do Pin Ups, e juro que não consegui ver nada demais no som deles. Aliás, o Finatti, da Dynamite, disse que os caras arrastam uma legião de mulheres onde tocam, mas acho que a mulherada estava junto com o pessoal do Hellacopters naquela fria terça-feira.

O Motosierra me surpreendeu. A banda é pesada, com uma pegada que lembra o Motorhead em algumas músicas e com uma presença de palco muito boa. O engraçado é que o vocalista parece o Supla encarnado no Beto Lee.

Quem acompanha essa coluna conhece bem minha opinião sobre essa volta do glam. Mas acho que se é para assistir banda glam, pelo menos vá assistir quem entende do riscado. Então eu indico para vocês a banda Bastardz, eles têm idade de quem viveu aquela época, tocam direito, parecem umas drags e tudo mais. O show é muito engraçado e, sim, eles levam a maior mulherada em seus shows.

Esqueci de dizer que na volta da festa do ABACAXI ATÔMICO fiz uma escala em Campinas, no festival Auto Rock. Foi muito legal, a estrutura do festival estava ótima, com som e bandas boas. Não consegui acompanhar todos os shows, pois me encontrava em um estado lastimável. Do que me lembro: a banda The Lux fez um show muito legal, lembrou umas bandas com vocal feminino que pipocavam aqui em São Paulo em meados de 97, o Shame parecia que não acabava nunca e estava com o público na mão, e o Magüerbes matou a pau.

Wes Borland, ex guitarrista do Limp Bizkit, soltou uma declaração no mínimo curiosa. Wes disse que baixar música na internet é roubo, vai acabar com a música, e que as gravadoras deixarão de contratar bons artistas para contratar outros que dão retorno fácil, e exemplificou: "Justin Timberlakes serão contratados ao invés de Radioheads". Tudo bem, a reclamação pode até ser válida mas, vinda de um cara cuja banda teve uma tour bancada pelo Napster com o intuito de defender o programa, é no mínimo idiota. Está me cheirando que ninguém quer contratar o Eat the Day (sua banda atual) e ele resolveu chorar as pitangas.

Tenho uma boa e uma má notícia para quem curte quadrinhos. A boa é que John Constantine será adaptado para o cinema, e o personagem título será interpretado pelo Keanu Reeves. A má é que Gavin Rossdale, do Bush, terá um papel no filme. Fora que ainda corre o risco da adaptação ficar tão escrota quanto a do Demolidor.

O baterista do Sparta (e ex-At the Drive In) Tony Hajjar está com um novo projeto chamado Nakia. Segundo Hajjar, o grupo é "o equivalente musical para o Valium", que seria "uma interpretação etérea, misturando ritmos lentos com música ambiente e drum and bass". Ou seja: deve ser uma merda. Se você quiser arriscar, pode comprar o disco (que tem edição limitada de mil cópias) no site www.smartpunk.com.

 
Indiegesto é correspondente do ABACAXI ATÔMICO na terra da Dona Marta. E-mail: indiegesto@abacaxiatomico.com.br.

 

 

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