Quando todo mundo pensava “depois
de um tempo isso cansa”, a praga ainda está dando
frutos, os piores possíveis - claro, afinal é uma
praga, dã! Tivemos várias Casas dos Artistas, Big
Brothers e eles conseguiram modificar seus formatos para manter
a audiência. Claro que em se tratando de Casa dos Artistas,
as regras era mudadas a toda a semana, ao bel-prazer de Silvio
Santos.
Mas outros programas mudaram sua premiação, de dinheiro
para ganhar um emprego ou ser um craque da bola, e daí acabaram
mudando seu formato. Depois de terem feito “reality-gincanas” que
não fizeram muito sucesso, a Band e a Record parece que
encontraram fórmulas para garantir boa aceitação
perante o público: Joga 10 e O Aprendiz, respectivamente.
No Joga 10, a Band recebeu o projeto da própria Nike, que é a
patrocinadora idealizadora do programa. A atração
consiste em tornar famoso um garoto como craque de futebol. Depois
de vencer uma concorrida disputa, ele terá vaga num clube
patrocinado pela empresa de material esportivo.
O “afunilamento” para se chegar aos garotos que iriam
participar da competição aconteceu no mesmo estilo
do Pop Star, que criou o Rouge e o Broz (programa
bom esse, né?): provas com olheiros que tentavam descobrir
os melhores jovens vindos do Brasil inteiro buscando realizar o
sonho de jogar num grande clube de futebol. E depois de escolhidos
os participantes, o eterno técnico Zagallo e os ex-jogadores
Dunga e Bebeto decidiam como juízes quem ia embora. Como
qualquer boa atração televisiva, o programa ganhava
audiência
através da ilusão de milhares de pessoas – neste
caso, de adolescentes que queriam ser jogadores de futebol, famosos
e ricos (não necessariamente nessa ordem).
O Aprendiz eu já comentei aqui: é aquela lutar por
um emprego com Roberto Justus, que trata os participantes com toda
a sua arrogância. Talvez ele faça tipo e as pessoas
acreditem, o que o torna uma espécie de Odete Roithman dos
reality shows.
E no contexto dessas “inovações”, o
SBT aparece com o Grande Perdedor. A regra é simples: quem
perder mais peso ganha a disputa. Mas não é bem assim, é uma
questão de mexer os pauzinhos, ter empatia com o público,
como em todos os programas de TV que se prezem - e mais acentuadamente
os programas comandados pelo dono do Baú.
 Mudando de assunto: Débora Bloch está roubando a
cena na novela das 19 horas na Globo. Sua personagem Madô é uma
rica falida que faz um programa de TV no melhor estilo “eu
entendo você, minha querida telespectadora”, imita
perfeitamente os programas femininos da tarde, além do tom
sensacionalista deles. Perfeito! Dá pra rir com o seu “respira
no saco” - bem apropriado quando a pessoa tem que engolir
sapos ou passar vontade por algo que não pode comprar...
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