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Beagá, 15 de agosto de 2005 d.C.
 
A febre Reality Show
Por Menina Enciclopédia
 

Quando todo mundo pensava “depois de um tempo isso cansa”, a praga ainda está dando frutos, os piores possíveis - claro, afinal é uma praga, dã! Tivemos várias Casas dos Artistas, Big Brothers e eles conseguiram modificar seus formatos para manter a audiência. Claro que em se tratando de Casa dos Artistas, as regras era mudadas a toda a semana, ao bel-prazer de Silvio Santos.

Mas outros programas mudaram sua premiação, de dinheiro para ganhar um emprego ou ser um craque da bola, e daí acabaram mudando seu formato. Depois de terem feito “reality-gincanas” que não fizeram muito sucesso, a Band e a Record parece que encontraram fórmulas para garantir boa aceitação perante o público: Joga 10 e O Aprendiz, respectivamente.

No Joga 10, a Band recebeu o projeto da própria Nike, que é a patrocinadora idealizadora do programa. A atração consiste em tornar famoso um garoto como craque de futebol. Depois de vencer uma concorrida disputa, ele terá vaga num clube patrocinado pela empresa de material esportivo.

O “afunilamento” para se chegar aos garotos que iriam participar da competição aconteceu no mesmo estilo do Pop Star, que criou o Rouge e o Broz (programa bom esse, né?): provas com olheiros que tentavam descobrir os melhores jovens vindos do Brasil inteiro buscando realizar o sonho de jogar num grande clube de futebol. E depois de escolhidos os participantes, o eterno técnico Zagallo e os ex-jogadores Dunga e Bebeto decidiam como juízes quem ia embora. Como qualquer boa atração televisiva, o programa ganhava audiência através da ilusão de milhares de pessoas – neste caso, de adolescentes que queriam ser jogadores de futebol, famosos e ricos (não necessariamente nessa ordem).

O Aprendiz eu já comentei aqui: é aquela lutar por um emprego com Roberto Justus, que trata os participantes com toda a sua arrogância. Talvez ele faça tipo e as pessoas acreditem, o que o torna uma espécie de Odete Roithman dos reality shows.

E no contexto dessas “inovações”, o SBT aparece com o Grande Perdedor. A regra é simples: quem perder mais peso ganha a disputa. Mas não é bem assim, é uma questão de mexer os pauzinhos, ter empatia com o público, como em todos os programas de TV que se prezem - e mais acentuadamente os programas comandados pelo dono do Baú.

Mudando de assunto: Débora Bloch está roubando a cena na novela das 19 horas na Globo. Sua personagem Madô é uma rica falida que faz um programa de TV no melhor estilo “eu entendo você, minha querida telespectadora”, imita perfeitamente os programas femininos da tarde, além do tom sensacionalista deles. Perfeito! Dá pra rir com o seu “respira no saco” - bem apropriado quando a pessoa tem que engolir sapos ou passar vontade por algo que não pode comprar...

 
Menina Enciclopédia é correspondente do ABACAXI ATÔMICO em São Paulo. E-mail: meninaenciclopedia@abacaxiatomico.com.br.

 

 

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