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Beagá, 16 de maio de 2005 d.C.
 
Muito barulho por nada...
Por Menina Enciclopédia
 

A novíssima onda na TV aberta agora é imitar o Manhattan Conection, apresentado na TV paga pelo canal da Globo GNT. Pra quem não sabe, é um programa que jornalistas/articulistas que vivem em Nova Iorque comentam sobre o que aconteceu durante a semana nos Estados Unidos e no mundo; e como esses fatos repercutiram em pleno coração da Big Apple.

Enquanto a MTV faz uma cópia à sua altura desde o ano passado, agora foi o SBT que entrou no esquema. Acho que meus companheiros de site já disseram tudo sobre esses programas, só comento mais um pouco para deixá-los, leitores, a par de tudo mesmo. A seguir, o que outros colunistas do Abacaxi acharam:

“VJ's em falta de noção (do nosso drops, na capa do site)

Ontem vi um trecho do VJs em ação, o Manhattan Conection versão Vila Madalena. É bem mais tolerável de assistir quando a Marina Person não está, pois dá para ouvir o que os demais VJs têm a dizer, já que a apresentadora não deixa ninguém falar.

É ai que mora o perigo, já que o que os outros têm a dizer pode ser um belo de um absurdo. No meio de uma discussão em relação à banda Placebo, alguém perguntou o significado do nome da banda. Eis que o Rafa lança a pérola de que Placebo significava PLACENTA!!!

Na seqüência, choveu emails para avisar o real significado de Placebo, mas Rafa não se deu por vencido e foi pesquisar o nome na internet até que teve que assumir a burrada que disse.

Outro absurdo foi um comentário à respeito de uma entrevista com o Rap n' Hood, em que alguém estava fomentando uma polêmica ao dizer que ele fez a mistura de rap com samba antes do D2. Aí o Rafa (sempre ele) lança que o disco novo do Rap n/ Hood foi feito somente com samples de música brasileira, ao contrário do D2 que usava samples de funk gringos e tal.

O que o Rafa esqueceu (ou melhor "Placebou" de novo) é que Eu Tiro é Onda, primeiro disco solo do D2 de 1998, foi usado somente samples de música brasileira. E o mc/partideiro ENCHEU O SACO de tanto frisar isso.

Tudo bem, ninguém é obrigado a saber tudo sobre música pra ser VJ, mas é estranho ter tanto desconhecimento no caso do D2 que é verdadeira cria da casa.”

Indiegesto

O programa da MTV é totalmente insosso como toda a sua programação atual - parece que eu vou morrer reclamando (ok, eles deram uma “refrescada” com o Sob o Som, que realmente tem bons sons, só que o programa passa às 00:30... legal, né?). Marina fala sempre pelos cotovelos, como levantou Indigesto em seu texto. Ela e seu ar de sabedoria arrogante não se acha, tem certeza que é a mais culta da turma e por isso se vê no direito de não deixar ninguém dar sua opinião... Claro que é melhor ouvi-la do que nosso amigo Rafa, mas os cortes que ela dá irritam qualquer um! Principalmente quando corta pessoas com idéias mais “maduras”, como o Cazé e o Edgar.

Realmente, o único que soube falar com maturidade sobre a morte do Papa João Paulo II foi o VJ Edgar, ele foi quem teve idéias mais acertadas ao dizer palavras bem próximas ao nosso editor Cajabis Cannabis e o colunista Henry Chinasky: se a Igreja se modernizar deixa de ser uma instituição secular e passa a se moldar ao gosto do freguês e isso não é fé...

Durante o conversê eles ficam lá, com conversinhas paralelas, comendo - melhor que assim comem e ficam de boca fechada - e bebericando enquanto outros comentam os assuntos da semana com a profundidade de uma poça d’água na calçada (desde que não muito esburacada, né?). Sarah tenta ser a expert e falar como ama tal artista, se faz de séria na conversa e morre na praia, Léo Madeira dá seus furos, Rafa fala besteira sem parar, Didi fica preocupada se está bem no vídeo e fala o que der na telha para aparecer um pouco mais. A conversar fiada com um pouco de coesão e coerência só rola mesmo entre Marina Person e seu ego, Edgar e Cazé. Às vezes, aparecem Marco Bianchi ou Paulo Bonfá com seus respectivos cérebros para conversarem por lá. No mais, é só um desfile de VJs fingindo ser amigos fora do ar.

“Hebe Camargo, Adriane Galisteu, Jorge Cajuru e mais um cidadão que não conheço discutem sobre o novo papa em um mesa-redonda no SBT.

Galisteu, com uma bela mini-saia, está preocupada com o afastamento dos jovens da Igreja. Hebe acha que o conclave foi muito rápido e por isso um desrespeito a João Paulo II.

Fantástico.”

Henry Chinasky

Aqui, o Henry comenta sobre o Fora do Ar que o SBT, como era de se esperar, fazia antes da estréia uma propaganda muito da sensacionalista - já repararam que é sempre assim, como se algo muito importante fosse acontecer dentro de um canal tão previsível?

O outro cara que o Chinasky não sabe quem é denomina-se Cacá Rosset, diretor de teatro que adora se fazer de polêmico, é o papel que ele mais gosta de interpretar na TV.

O programa tem como base as notícias da semana, as quais eles “discutem” com visões fúteis de um lado, puxando a sardinha de amigos de outro ou tentando polemizar besteiras: como os quadros “quem deve ficar fora do ar” e “quem merece voltar ao ar”. Na sessão “voltar ao ar” é sempre um velho amigo, conhecido dos apresentadores, o qual eles enchem a boca para falar e rasgam a seda; “fora do ar” é sempre o óbvio, políticos e pessoas que ficaram com figura de malvados durante a semana.

Tudo é tão fútil que um dos comentários foi sobre as “frutas exóticas” que os apresentadores ficaram lá a degustar e dizer se gostavam ou não. Realmente, para exibir isso, era melhor o SBT ficar fora do ar...

 
Menina Enciclopédia é correspondente do ABACAXI ATÔMICO em São Paulo. E-mail: meninaenciclopedia@abacaxiatomico.com.br.

 

 

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