A novíssima onda na TV aberta
agora é imitar o Manhattan Conection, apresentado
na TV paga pelo canal da Globo GNT. Pra quem não sabe, é
um programa que jornalistas/articulistas que vivem em Nova Iorque
comentam sobre o que aconteceu durante a semana nos Estados Unidos
e no mundo; e como esses fatos repercutiram em pleno coração
da Big Apple.
Enquanto a MTV faz uma cópia à sua altura desde o
ano passado, agora foi o SBT que entrou no esquema. Acho que meus
companheiros de site já disseram tudo sobre esses programas,
só comento mais um pouco para deixá-los, leitores,
a par de tudo mesmo. A seguir, o que outros colunistas do Abacaxi
acharam:
“VJ's em falta de noção (do nosso
drops, na capa do site)
Ontem vi um trecho do VJs em ação, o Manhattan
Conection versão Vila Madalena. É bem mais tolerável
de assistir quando a Marina Person não está, pois
dá para ouvir o que os demais VJs têm a dizer, já
que a apresentadora não deixa ninguém falar.
É ai que mora o perigo, já que o que os outros
têm a dizer pode ser um belo de um absurdo. No meio de uma
discussão em relação à banda Placebo,
alguém perguntou o significado do nome da banda. Eis que
o Rafa lança a pérola de que Placebo significava PLACENTA!!!
Na seqüência, choveu emails para avisar o real significado
de Placebo, mas Rafa não se deu por vencido e foi pesquisar
o nome na internet até que teve que assumir a burrada que
disse.
Outro absurdo foi um comentário à respeito de
uma entrevista com o Rap n' Hood, em que alguém estava fomentando
uma polêmica ao dizer que ele fez a mistura de rap com samba
antes do D2. Aí o Rafa (sempre ele) lança que o disco
novo do Rap n/ Hood foi feito somente com samples de música
brasileira, ao contrário do D2 que usava samples de funk
gringos e tal.
O que o Rafa esqueceu (ou melhor "Placebou" de novo)
é que Eu Tiro é Onda, primeiro disco solo do D2 de
1998, foi usado somente samples de música brasileira. E o
mc/partideiro ENCHEU O SACO de tanto frisar isso.
Tudo bem, ninguém é obrigado a saber tudo sobre
música pra ser VJ, mas é estranho ter tanto desconhecimento
no caso do D2 que é verdadeira cria da casa.”
Indiegesto
O programa da MTV é totalmente insosso como toda a sua programação
atual - parece que eu vou morrer reclamando (ok, eles deram uma
“refrescada” com o Sob o Som, que realmente
tem bons sons, só que o programa passa às 00:30...
legal, né?). Marina fala sempre pelos cotovelos, como levantou
Indigesto em seu texto. Ela e seu ar de sabedoria arrogante não
se acha, tem certeza que é a mais culta da turma e por isso
se vê no direito de não deixar ninguém dar sua
opinião... Claro que é melhor ouvi-la do que nosso
amigo Rafa, mas os cortes que ela dá irritam qualquer um!
Principalmente quando corta pessoas com idéias mais “maduras”,
como o Cazé e o Edgar.
Realmente, o único que soube falar com maturidade sobre
a morte do Papa João Paulo II foi o VJ Edgar, ele foi quem
teve idéias mais acertadas ao dizer palavras bem próximas
ao nosso editor Cajabis Cannabis e o colunista Henry Chinasky: se
a Igreja se modernizar deixa de ser uma instituição
secular e passa a se moldar ao gosto do freguês e isso não
é fé...
Durante o conversê eles ficam lá, com conversinhas
paralelas, comendo - melhor que assim comem e ficam de boca fechada
- e bebericando enquanto outros comentam os assuntos da semana com
a profundidade de uma poça d’água na calçada
(desde que não muito esburacada, né?). Sarah tenta
ser a expert e falar como ama tal artista, se faz de séria
na conversa e morre na praia, Léo Madeira dá seus
furos, Rafa fala besteira sem parar, Didi fica preocupada se está
bem no vídeo e fala o que der na telha para aparecer um pouco
mais. A conversar fiada com um pouco de coesão e coerência
só rola mesmo entre Marina Person e seu ego, Edgar e Cazé.
Às vezes, aparecem Marco Bianchi ou Paulo Bonfá com
seus respectivos cérebros para conversarem por lá.
No mais, é só um desfile de VJs fingindo ser amigos
fora do ar.

“Hebe Camargo, Adriane Galisteu, Jorge Cajuru e mais
um cidadão que não conheço discutem sobre o
novo papa em um mesa-redonda no SBT.
Galisteu, com uma bela mini-saia, está preocupada com
o afastamento dos jovens da Igreja. Hebe acha que o conclave foi
muito rápido e por isso um desrespeito a João Paulo
II.
Fantástico.”
Henry Chinasky
Aqui, o Henry comenta sobre o Fora do Ar que o SBT, como
era de se esperar, fazia antes da estréia uma propaganda
muito da sensacionalista - já repararam que é sempre
assim, como se algo muito importante fosse acontecer dentro de um
canal tão previsível?
O outro cara que o Chinasky não sabe quem é denomina-se
Cacá Rosset, diretor de teatro que adora se fazer de polêmico,
é o papel que ele mais gosta de interpretar na TV.
O programa tem como base as notícias da semana, as quais
eles “discutem” com visões fúteis de um
lado, puxando a sardinha de amigos de outro ou tentando polemizar
besteiras: como os quadros “quem deve ficar fora do ar”
e “quem merece voltar ao ar”. Na sessão “voltar
ao ar” é sempre um velho amigo, conhecido dos apresentadores,
o qual eles enchem a boca para falar e rasgam a seda; “fora
do ar” é sempre o óbvio, políticos e
pessoas que ficaram com figura de malvados durante a semana.
Tudo é tão fútil que um dos comentários
foi sobre as “frutas exóticas” que os apresentadores
ficaram lá a degustar e dizer se gostavam ou não.
Realmente, para exibir isso, era melhor o SBT ficar fora do ar... |