Andei assistindo alguns programas
e séries de TV e a impressão que tenho é que
nos fazem de bobos! É tanta cópia de antigos formatos,
histórias e personagens que chega a ser cansativo.
Comecemos com as novelas:
Malhação
conta como novela? É tão bobo e idiota que nem dá
pra comparar com qualquer coisa feita anteriormente. Consegue ser
pior que todas as outras: jovens apaixonados separados por rivais,
intriguinhas familiares, pais e mães bons samaritanos que
acabam por apoiar todas as burrices dos filhos, professores de uma
escola que mal sabem se expressar naturalmente (professores que
são modelos e atrizes-robôs, eu diria), as mocinhas
são sempre as loiras (de olhos claros, preferencialmente),
o mocinho é o garotão da vez que não sairá
do Domingão do Faustão ou do Caldeirão.
Sai ano, entra ano e está lá o tal do Cabeção
- até a família do cara já saiu da história,
e ele lá... Sabe-se o porquê...
Novela
das seis, Como uma Onda: uma mocinha que se casa com o
vilão e ama o português bonitão. Aline Moraes
é a bola da vez nas novelas até descobrirem uma outra
jovem modelo e atriz que ganhe a predileção do público
e que seja, de preferência, mais nova que ela - como o que
aconteceu com Maria Fernanda Cândido, que está na trama,
mas ninguém se lembra dela (graças a Deus!) e nem
daquela votação ridícula que a elegeu a mulher
mais bonita do século passado. Bem, votação
como melhor atriz de qualquer coisa ela nunca ganharia mesmo. Ah!
Engano meu: ela já ganhou um prêmio no cinema como
atriz, né? A sem sal e sem açúcar da Gwyneth
Paltrow também ganhou o Oscar num filme ainda mais sem graça
que ela própria. Premiação, muitas vezes, não
quer dizer absolutamente nada! Ainda mais o Oscar.
Draminha das 19 horas: homem perde a memória
e vai para a Rússia sem se lembrar de seu amor da juventude,
do qual foi separado, e sem saber que se tornou pai. Isso é
tão batido em novela! Mocinha se apaixona e engravida do
rapaz, mas sua família, poderosa, não o quer e daí
ou somem com ela (mandam pro convento ou pra um país bem
longe), ou tentam dar um fim nele, ou enfim obrigam a pobre mocinha
a se casar com outro homem, que seria o bom, mas que se revela um
dos vilões da trama - claro, ele não quer deixar que
os dois pombinhos se reencontrem e voltem a ser felizes... Oh, que
dureza!
Depois
do Jornal Nacional tem a história da mulher forte,
sofrida e que alcançou dinheiro e sucesso profissional -
é só lembrar de Rainha da Sucata ou Vale
Tudo, por exemplo. E, é claro, tem ainda alguma desgraça
acontecendo na vida dela que precisa ser resolvida. E se não
tiver na história a vilã que vive a inferniza-la,
não é novela...
Suzana
Vieira e aquele sotaque de novela baiana já deu o que tinha
que dar, não acham? Com tantas atrizes nordestinas que poderiam
fazer um sotaque natural... E o Dado Dolabela? Dirige o carro e
conversa com o filhinho que está no banco de trás
- enquanto tenta rouba-lo da mãe - como pode? Ele não
bate aquele carro desse jeito?? Fora a canastrice... pra que tantas
caras e bocas? Elas não vão enganar o público
e fazer com que achem que ele é ator (muito menos cantor!).
A Carolina Dieckman e o chorinho dela é outra coisa irritante.
Todo mundo que não consegue chorar em novela fica lá,
espremendo os olhos o mais que pode, com tanta força, pra
ver se dói de verdade e aí quem sabe as lágrimas
apareçam. Dá sim vontade de chorar - mas de medo da
careta dela.
E quanto
às séries? Já falei uma vez aqui de Alias
e é redundante falar que é inspirada nas séries
com agentes que já pipocaram pela TV, ou mesmo que aquele
cara baixinho que inventa os aparelhos mais sofisticados de espionagem
na série é uma cópia do inventor dos filmes
de James Bond.
Fico
irritada cada vez que a atriz Debra Messing faz caras e bocas (quando
se faz de surpreendida) em Will and Grace, imitando os
trejeitos de Lucille Ball, de I Love Lucy, e ainda por
cima Debra também é ruiva - ou as duas se fizeram
de ruiva...
E o
que dizer da sensação dos adolescentes na TV paga:
The O. C., uma novelona mexicana das mais bocós,
sem sal (só faltou a Gwyneth lá!) e com umas peruas
ricas mal amadas e sem laquê, porque até lá
a moda é a prancha... mas a maquiagem é by Televisa
com certeza! Um rapazinho bombado (aquele cara é totalmente
disforme! Tem um tórax malhado e um pescocinho e uma cabeça
de criança!), sem nenhum carisma para ser o “mocinho
que errou uma vez na vida e quer o perdão”, além
da mocinha, que não deve saber o que é comida há
vários anos.
Histórias manjadas, atores e aspirantes a
atores sem carisma e que ou imitam antigos astros ou não
sabem atuar mesmo é o que se vê na televisão
hoje em dia, e muita gente ainda acha legal. Ah, lembrei-me agora
do Mion e do Antônio Fagundes, acho que eles fazem bronzeamento
artificial no mesmo lugar - um local que se deixa passar do ponto...
do ponto do senso do ridículo...

E o
Carnaval, hein? É aquela coisa de sempre na TV (já
escrevi sobre isso ano passado), mas o mais impressionante neste
ano foi ver a Astrid na Band de zumbi. Sim, zumbi! E essa não
era a fantasia dela!
A mulher
deve ter apresentado todos os trio elétricos de Salvador
ininterruptamente, porque era impressionante a sua cara de sono!
A apresentadora tinha os olhos inchados e parecia não saber
mais o que fazia ali, de tanto cansaço... Toda hora que você
passava pela Band, estava ela lá, com suas olheiras, falando
no microfone e apresentando um trio elétrico ou alguma “estrela”...
Não sei como ela ainda se mantinha em pé, a impressão
é que a qualquer momento ela iria dar um suspiro, desabafar
algo como “deixem eu dormir, por favor! só uns cinco
minutinhos!” e desmaiar em frente às câmeras.
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