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Todo
final de ano é a mesma coisa: especiais de Natal, retrospectiva
do ano, Roberto Carlos (o maior monopólio da TV no final de ano.
Fala sério: sua mãe, suas tias deixam você mudar de canal??), shows
da virada, queima de fogos etc.
O que
mais se vê são filmes natalinos: Papai Noel, filmes que tentam mostrar
o "espírito do Natal" com histórias para "a criança que
existe dentro de você", nos quais sempre se verá uma moral da história:
seja bonzinho e ganhará um presente do "Santa" e veja o quanto o
mundo é lindo nos céus da América, Deus salve a América! Filmes
de comédia sem graça (só americano para rir de caras como Chavy
Chase, John Candy, Billy Cristal, entre outros que se acham - se
achavam no caso do Candy - muito engraçados); e alguns "blockbusters"
costumeiros para ganhar a audiência.
E dá
um tédio ver TV!
Passe
canal por canal e só vai ter Gugu e seus asseclas dando presentinhos
pros pobres, visitando orfanatos, asilos, favelas. Netinho e suas
princesas - agora na versão Natal. Todo mundo quer ser bonzinho.
Ah, e por quê, hein? Por que todo mundo gosta do Papai Noel e da
sua bondade?
Que
nada!
O Natal
não existe, o Natal não é esse velhinho de roupas de frio em pleno
verão brasileiro - o verdadeiro sentido do Natal não aparecerá em
nenhuma tv - existe, sim, um bando de espertos buscando ainda mais
a audiência numa época em que as pessoas se sentem mais vulneráveis
ao amor, à solidariedade. Parece que o telespectador só descobre
essas coisas no final do ano e se "redime" de tudo que
fez ao ver a "bondade" desses "grandes apresentadores",
como se os tais "benfeitores" da TV pudessem fazer o que
o telespectador não fez por preguiça, descaso, egoísmo etc, e se
rende a idolatrá-los: "Olha, como o Gugu é bom! Levou brinquedo
para as crianças!", "Gente, o Netinho comprou coisas lindas para
aquela menina!", "O Ratinho fez uma campanha linda, né?", "A Márcia
é excepcional!"
A hipocrisia
aumenta e o faturamento das TVs também.
Por
isso as locadoras ficam cheias... Eu que o diga!
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