q
Página principal de O Balaio
Adicione o ABACAXI ATÔMICO aos seus Favoritos. Faça do ABACAXI ATÔMICO a sua página inicial. Cadastre-se!
Mande o seu recado!
Beagá, 30 de agosto de 2004 d.C.
 
Os pentelhos olímpicos
Por Menina Enciclopédia
 

Muita coisa aconteceu na TV durante essas duas semanas que se passaram, graças às Olimpíadas. Meus amigos do Esporte Esportivo têm muito mais cacife para analisar as coisas, mesmo assim vou comentar a partir da minha visão de mera telespectadora. Comecemos pela cerimônia de abertura:

O espetáculo teve momentos interessantes, principalmente a parte que contava a história da Grécia através de vários carros alegóricos. Mas no geral, festa de abertura e encerramento são um saco, é chato, chato, chato... Ainda mais ficar vendo aqueles atletas todos com celulares e câmeras de foto e vídeo nas mãos, dando tchauzinho para as câmeras e olhando pelas lentes ou nem dando tchauzinho, só com o telefone na orelha mesmo... Parecia um bando de deslumbrados, filmando e tirando fotos de gente que nunca viu na vida e nunca mais vai ver, falando ao telefone “mãe, você tá me vendo na TV? Eu tô bonito?”. Foi a festa do telefone celular!

Se era uma falta de respeito ao evento aquele pessoal egocêntrico que mais parecia turistas que chegavam ao Paraguai, pior fez a Globo, que ligou para os telefones dos atletas para conversar com eles enquanto a festa acontecia.

Na Band eles deram mais destaque às equipes que desfilavam e contavam a história desses paises nas outras Olimpíadas, enquanto a Globo preferia exibir os brasileiros por suas câmeras exclusivas. Comentários sobre atletas e equipes do Brasil: aquele blábláblá de sempre, TODOS são favoritos, todos são os melhores em suas modalidades, todos vão arrasar os adversários... O povão até acredita e depois se decepciona, porque era Primeiro de Abril. É, eu acreditei nessa em Atlanta, 2000, achava que as brasileiras do basquete eram as melhores do mundo e não conseguia entender como aquelas norte-americanas jogavam daquele jeito. De onde elas haviam saído??? É porque ninguém (leia-se Globo) havia mostrado os jogos delas nem comentado o quanto as estadunidenses eram as melhores. E isso se repete todo ano em diversas categorias - se você entra na onda das emissoras, se dá mal! Peguem o exemplo das brasileiras do futebol. Ouvir uma das jogadoras falar para o repórter que elas iriam “comer as americanas” foi estupidez, afinal foram elas mesmas que viraram hambúrguer... Como o pessoal do futebol diz: “quem não faz, toma!”, mesmo que tenha sido roubado.

José Luiz Datena ganhou fácil nos quesitos “abobrinhas” (transmitindo o jogo de vôlei masculino Brasil e Itália, ele disparou: "O jogador Vermiglio! Será que o nome dele vem de vermelho?" Alguém deveria ter avisado ao sujeito que, em italiano, "vermelho" se escreve "rosso"...) e “quem irrita mais um telespectador”. Acostumado a transmissões de notícias policiais, seu repertório era sempre “bala” (com sentido de munição). “Ela ainda tem um arsenal contra...”, entre outras expressões ditas nesse sentido. Só faltou chamar as italianas (Brasil x Itália, vôlei feminino) de meliantes, dada a sua indignação com a vitória das européias no primeiro set. Dizia coisas como “pode deixar, quem vai comer a pizza, no final, somos nós!”, tudo dito com muita raiva, ele queria vingança, queria sangue!

A cada ponto no vôlei ele gritava com fúria, não sei como agüentou até o final das Olimpíadas. Cada ponto era como se fosse um gol, mas não acontecem cerca de 200 gols numa partida de futebol (contando gols do adversário), então isso deixava qualquer fã do esporte irritado e preferindo o Galvão Bueno. Coitada da Ana Moser, que era sempre a comentarista ao lado do Datena...

Outra coisa irritante é eles passarem comerciais em qualquer tempo técnico, seja qual esporte for. Odeio isso, parece que além do técnico adversário quebrar a concentração dos jogadores com esse pedido de tempo, também nós perdemos a concentração para ter que ver a “Anã Arósio” ou a venda de câmeras digitais num site qualquer.

No mais, a repórter da Globo Delissè Teixeira queria porque queria arrancar a explicação de Daiane dos Santos por ela não ter ganho nenhuma medalha, não tendo feito uma boa apresentação na final da ginástica. Daiane estava visivelmente abatida com o acontecido, com cara de quem queria chorar, e a repórter insistindo, perguntando como uma criança: “mas por que não?”. Simancol faz bem, minha filha!

Ainda sobre a Globo e as Olimpíadas: em três cinemas da cidade de São Paulo (Top Cine 1 e 2, Cine Morumbi Shopping 1, 2, 3 e 4 e Espaço Unibanco 1, 2 e 3), a emissora exibe uma espécie de clipe (antes da sessão de cinema) com imagens em alta definição da abertura do evento. Eles querem com isso mostrar o futuro da TV, a era digital, e que a emissora já está se preparando para isso. As imagens são realmente impressionantes graças à qualidade digital.

 
Menina Enciclopédia é correspondente do ABACAXI ATÔMICO em São Paulo. E-mail: meninaenciclopedia@abacaxiatomico.com.br.

 

 

©Todos os direitos reservados
Melhor visualizado com Internet Explorer em 800X600

 
ÚLTIMAS MATÉRIAS
Quanto vale o show, Lombardi? Quer pagar quanto, Sílvio?
Notinhas
Os melhores episódios de Seinfeld
Seinfeld, a comédio sobre tudo”
“Mescolanza”
Confira textos mais antigos...