Continuando
o texto da semana passada sobre a sitcom Seinfeld, desta
vez destaco aqueles episódios que, na minha opinião,
são os melhores da série. Uma tarefa dessas é
árdua, difícil, tentei primeiramente fechar em dez,
mas não consegui. Depois de cortar vários de uma primeira
lista, escolhi vinte e seis preferidos num universo de 180 episódios:

•
O
Garçom (um garçom hispânico é demitido
graças aos comentários feitos pelos protagonistas);
•
A
Caneta (quando um vizinho do pai de Jerry lhe dá de presente
a “caneta dos astronautas”);
•
O
Estacionamento (os quatro amigos vão a um shopping e esquecem
onde deixaram o carro);
•
A
Fita (uma mensagem na secretária eletrônica de Jerry
com a voz sensual de uma mulher deixa os três homens apaixonados);
•
A
Plástica (George pensa em terminar seu namoro porque a moça
é nariguda; a clássica disputa de xadrez entre o cérebro
e o pênis de Seinfeld acontece nesse episódio);

•
O
Outro Lado (tem uma das cenas mais hilárias do seriado quando
o namorado de Elaine, de 66 anos, passa mal no apartamento de Jerry);
•
O
Metrô (tudo o que você pode – ou não –
esperar que aconteça num metrô: lotado, parado entre
estações, falta de lugares para sentar e muita diversão);
•
A
Viagem (o episódio é em duas partes, começo
da quarta temporada da série: Kramer decide ser ator, viaja
para Los Angeles e é confundido com um serial killer –
prestem atenção na participação de Fred
Savage, o Kevin Arnold de Anos Incríveis);
•
O
Menino da Bolha (além de George brigar com o menino da bolha
para ganhar trapaceando num jogo infantil, Kramer bota fogo com
charutos cubanos no chalé do pai de Susan, namorada de George);
•
A
Aposta (um dos episódios mais extravagantes: os quatro amigos
apostam qual deles ficará sem se masturbar por mais tempo
– detalhe: a namorada de Seinfeld é virgem);
•
O
Implante (Jerry pensa que sua atual paquera usa silicone - Teri
Hatcher, a Lois Lane de As Aventuras de Superman; George,
por sua vez, tenta conseguir uma viagem pela metade do preço
às custas da morte do tio de sua namorada - Megan Mullally,
a Karen de Will & Grace;
•
A
Vaga de Deficientes (estacionar nessa vaga no shopping foi uma idéia
de Kramer, imaginem se isso dará certo...);

•
O
Barbeiro (Jerry tenta mudar de barbeiro, já que o atual lhe
deixa com um corte simplesmente hilário!);
•
A
Conversão (descobre-se aqui porque Kramer tem um poder irresistível
entre as mulheres: Kavorka!);
•
A
Simulação (Elaine pede papel higiênico à
mulher que está no outro banheiro no cinema, mas ela nega
- e depois Elaine descobre quem é essa mulher);
•
O
Biólogo Marinho (episódio da baleia que é quase
asfixiada);
•
O
Oposto (a troca de situação de vida de Elaine, que
perde o emprego, e George, que começa a se dar bem);
•
A
Ginasta (Jerry namora uma ginasta e Kramer sofre com cálculos
renais - uma das melhores cenas acontece no final do episódio,
no circo);
•
O
Jerry Fusili (o boneco de macarrão fusili de Jerry e uma
placa de carro enviada a Kramer por engano);
•
O
noivado (George e Jerry decidem mudar suas vidas e George fica noivo
de Susan).
O diálogo entre os dois no Monk’s:
(Jerry desanimado)
George: O que foi?
Jerry: O que estamos fazendo? Pelo amor de Deus! O que estamos fazendo?
George: Por quê?
Jerry: Com nossas vidas! Que tipo de vida é essa? Somos crianças?
Não, homens!
George: Não somos homens...
Jerry: Inventamos desculpas idiotas para brigar com as mulheres.
George: Eu sei! É o que eu faço!
Jerry: Estaremos sentados aqui aos sessenta, como idiotas?
George: Deveríamos jantar com nossos filhos quando tivermos
60 anos...
Jerry: Somos patéticos, sabia?
George: Como se eu não soubesse...
Jerry: Por que eu não posso ser normal?
George: Eu também! Quero ser normal!
Jerry: Seria legal gostar de alguém.
George: Sim! Gostar!
•
A
Sopa Nazista (um restaurante é o frisson do momento, tem
sopas deliciosas, mas o dono escolhe quem terá o prazer de
degustá-las);
•
Os
Convites (de como George consegue se livrar de se casar);
•
A
Galinha Assada (Kramer não consegue dormir com as luzes do
restaurante de Kenny Rogers refletindo em sua janela);
•
Serenidade
Agora! (é a frase repetida por Frank Costanza, pai de George,
para não se estressar);
•
O
Show de Merv Griffin (Kramer encontra o cenário desse programa
de TV e o faz reviver em seu apartamento, e Jerry namora uma colecionadora
de brinquedos que não o deixa brincar com eles);
•
A
Traição (o episódio se desenvolve todo de trás
para frente).
Site
oficial do seriado: www.seinfeld.com.

Está
marcada nos Estados Unidos a data de lançamento do DVD de
Seinfeld: novembro. Será lançada uma caixa
especial com oito DVDs, totalizando 40 episódios (das três
primeiras temporadas do programa), mais 24 horas de material inédito.
O preço estimado nos Estados Unidos é de US$ 199,95,
o que dá cerca de R$ 600.

Já
que falei em politicamente incorreto, vejamos outra série:
a personagem Karen Walker, de Will & Grace, é
a personagem símbolo americano médio/rico: arrogante,
louca por dinheiro e bebida, mesquinha, perversa, adora rir da desgraça
dos outros, seu passatempo é ver as pessoas sofrerem, principalmente
se forem pobres, além de tratar sua empregada de El Salvador
como um ‘lixo do terceiro mundo’.
Algumas
frases de Karen dirigidas a Rosário (a empregada): “Quer
voltar a morar com os macaquinhos lá no México?”
(ela não sabe diferenciar um país de outro, algum
americano sabe?) Ou: “você era professora no SEU país,
aqui você lava meus sutiãs”; “Ficou rezando
para o coquinho que é o padroeiro do seu país para
que eu viesse aqui te tirar da cadeia?”. Outras de mesmo naipe
são ditas por ela e as risadas de fundo mostram o quanto
o telespectador de lá compartilha desse “pensamento
bushiniano”, ou antes: “A América para os americanos
(do norte)!”
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