Eu gosto de assistir séries,
já assisti muita coisa ruim e fui até o fim porque
queria ver o final. "Masoquista", você pode me achar,
mas eu sou é muito teimosa mesmo!
Porém, chega uma hora em que você é
obrigado a ter bom senso. Assistir a séries pode ser divertido,
desde que elas não "forcem a barra". É exatamente
o que acontece em algumas séries. Aí, desista!
Citei
Alias em primeiro lugar porque é uma série
que ganhou notoriedade e fãs pelo mundo e uma das que assisto
ultimamente e que me deixou estarrecida, me senti uma palhaça
com a cena que tentaram fazer, nós, telespectadores, engolirmos:
Sidney Bristow (Jennifer Garner, atriz bem fraquinha
que mais faz caras e bocas do que atua) é perseguida pelo
FBI (bem, não vou contar a história inteira do porquê
disso...). A perseguição automobilística chega
ao cais do porto (bem óbvio, não?) e para se livrar
de seus perseguidores ela resolve jogar seu carro ao mar. Ela fica
dentro do automóvel, bem calma enquanto ele afunda. Até
que Sidney resolve sair, abre o vidro do carro e sai pela janela
- tudo feito com total calma, como se não fosse nada você
estar dentro de um carro que afunda no mar - a agente tenta se manter
debaixo d'água para não ser pega pelos "federais"
e tem uma brilhante idéia: procura respirar através
do ar que encontra no pneu do carro. Explico melhor, ela consegue
retirar a calota do carro (pensem na pressão da água),
retira o pino que segura o ar no pneu e começa a sugá-lo
para manter sua respiração até que os caras
pensem que ela se afogou e vão embora.
Brilhante, não? Algum físico aí
pode me explicar o quão humanamente possível é
isso? Que eu saiba, não é oxigênio o que colocam
na câmara de ar do pneu... Não é porque ela
é agente da CIA que ela pode ser Deus.
Isso
me lembrou outras séries tão enganosas quanto, a mais
famosa é Profissão Perigo, não conhece?
E se eu te disser que o personagem principal se chama McGyver? "AH!
O queridinho das irmãs da Marge Simpson!". O próprio!
Anos e anos tentando nos convencer de que com um canivete suíço
se pode fazer milagres! Ao menos, o cara era gente boa.
Mas não é só isso que é
ruim nessas séries, o problema é o enredo que vai
virando um rocambole: Sidney pensa que sua mãe está
morta, depois descobre que está viva. A sra. Bristow foi
professora. Não, foi agente da KGB. O pai de Alias matou
seu noivo, não, foi Sloane (chefe dela na SD6), não,
foi sua mãe, não, foi um terrorista iraniano - ou
qualquer coisa do gênero!
Esses
enredos acabam mais chatos que novela mexicana...
Pense:
qual a amizade que dura entre vários amigos depois de todos
terem dormido com todos? Em séries americanas isso é
sempre possível! (E olha que eles são bem conservadores!
Imagine se não fossem!) Lembram, por exemplo, de Barrados
no Baile? Péssimo exemplo, certo! Mas todo mundo namorou
todo mundo e ninguém ficou de mal! Como diria o cantor Falcão:
"rico leva chifre e não tem ciúme"...
Alguém
aí assistiu The Pretender? O cara podia fazer tudo:
ser médico, bombeiro, piloto automobilístico. Era
um prodígio mantido, praticamente, em cativeiro desde criança
por uma instituição chamada "O Centro".
Aí o cara foge, o centro o persegue e o enredo vira encheção
de lingüiça... Até se chegar num clone de Jarod
(o prodígio) e depois, ao que se sabe, a virar uma série
de filmes em que se caça o "sobrenatural". Tudo
a ver!
Sobrenaturais
são esses enredos que, para continuar ganhando audiência,
contam histórias que nem criança de quatro anos acredita.
E olha que as crianças já estão suficientemente
espertas a ponto de não darem uma "super" audiência
à tal intitulada "rainha dos baixinhos". Farei
o mesmo com essas séries!
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