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Como
todos os fãs de seriados de tv já devem estar sabendo, essa é a
última temporada de Buffy-A Caça-Vampiros, e como na televisão
mal um seriado acabou já se busca outro que possa substitui-lo (de
preferência, com o mesmo ou maior sucesso que seu antecessor), a
rede de TV que produz a série nos Estados Unidos, UPN, está procurando
alguém que possa superar os feitos de Sarah Michelle Geller.
Talvez
inspirada pelo sucesso de Alias, famosa série de espionagem
estrelada por Jennifer Garner (a Elektra do filme do Demolidor),
parece que a provável candidata seria uma série baseada nas HQs:
Danger Girl. Entretanto, diferente da seriedade e dramaticidade
de Alias, a série de quadrinhos se mostra muito mais bem-humorada.
Outros
fatores podem ter influenciado essa escolha da UPN: o já chamado
efeito Smallville (série que conta a adolescência do Super-Homem),
que traz em si a idéia de que um seriado baseado em HQs pode se
tornar um sucesso, e os filmes das Panteras (Charlie's
Angels), baseados na antiga série de TV, a qual por sua vez
parece também ter inspirado Danger Girl.
Danger
Girl mistura todos os clichês imagináveis e não imagináveis
de histórias de espionagens sem, por causa disso ou exatamente por
causa disso, deixar de ser divertidíssima. Se você quer ler uma
revista em quadrinhos apenas com a intenção de relaxar, "desligar
o cérebro", sem se preocupar em reflexões morais ou dramas e tramas
complexos, Danger Girl é uma excelente pedida.
Criada
por J. Scott Campbell, desenhista conhecido aqui no Brasil por seu
trabalho na revista Gen13 (publicada pela Editora Globo)
ou por suas capas para a revista do Homem-Aranha (atualmente publicada
pela Panini), a série, juntamente com Battle Chasers, de
Joe Madureira, e Crimson, de Humberto Ramos (já publicado
no Brasil), inaugurou o selo Cliffhanger, da WildStorm Productions,
pertencente ao consagrado desenhista Jim Lee (X-Men, Batman:
Hush).
Danger
Girl narra as aventuras de agentes secretas da agência Danger
Girl, que tentam impedir que um desses típicos impérios secretos
e malignos com um "quê" nazista consiga reunir antigos artefatos
místicos capazes de lhe darem o poder de dominar o mundo. Como já
disse, algo no estilo da antiga série de TV As Panteras (Charlie's
Angels), mas em escala global e, é claro, com uns toques de
007 e Indiana Jones no meio.
Os
personagens principais da série são:
Abbey
Chase: uma americana especialista em antiguidades, quase uma
Indiana Jones de saias, foi a última a se juntar ao grupo. Aliás,
a história da revista começa exatamente com o ingresso de Abbey.
Audaciosa, boa de luta e no uso de armas de fogo, seus conhecimentos
em antiguidades vão ser essenciais na busca dos artefatos místicos.
Sydney
Savage: originária da Austrália, é a mais esquentadinha do grupo,
mas nem por isso menos eficiente. Tem um visual que lembra bastante
o da Uma Thurman no filme Os Vingadores, este por sua vez
baseado em uma série inglesa homônima, também sobre espionagens
e coisas afins. Sua arma favorita é um chicote - selvagem, não?
:o) -, e parece ter tido um envolvimento com o "galã" da série,
Johnny Barracuda.
Silicon
Valerie: especialista em Comunicações Eletrônicas e computadores,
Val pode ser considerada o cérebro do grupo e dificilmente sai em
trabalho de campo. É a mais jovem de todas, ainda adolescente, e
mesmo sendo tão inteligente se comporta como uma menina de sua idade,
sendo inclusive fã dos Hanson e do Leonardo Di Caprio (vá entender
como alguém tão inteligente pode ser fã desse povo...). Parece ter
uma quedinha pelo Johnny Barracuda.
Natalia
Kassle: a agente russa e especialista no uso de armas brancas
(facas e afins) parece ser a mais misteriosa e provocante membro
da Danger Girl.
Johnny
Barracuda: não pertence exatamente à agência mas, hora ou outra
trabalhando com elas, Johnny Barracuda é o "galã" da série. Com
um ego do tamanho do mundo, arrogante, porém charmoso e sedutor,
Johnny é um excelente agente secreto, e lembra muuuito, tanto no
visual, quanto no jeito sedutor e irônico de ser, o agente secreto
mais famoso do mundo: James Bond (especialmente nos filmes estrelados
por Sean Connery). Tem uma queda por Abbey, que parece ser recíproca,
embora ela tente disfarçar.
Deuce:
Se Johnny é a versão jovem de Sean Connery, com certeza Deuce é
a versão madura, principalmente se comparado com filmes mais recentes
do ator. Ex-agente do MI6, parece estar aposentado, e se dedica
atualmente apenas a comandar e coordenar o time de agentes da Danger
Girl. É especialista em táticas, com vasta experiência.
Fora
esses personagens, temos ainda o Secret Agent Zero, um mestre dos
disfarces, cujas identidade e intenções para com o time são desconhecidas,
sem falar em uma galeria de vilões, cada um mais estranho que o
outro, não ficando nada a dever aos vilões de James Bond. E não
dá para negar, Campbell com certeza deve ser fã de 007. Além disso,
devido à importância desse agente na história do gênero espionagem,
ele acaba sendo referência para qualquer coisa que se queira fazer
nesse estilo.
Talvez
o problema maior da série seja a periodicidade, já que ela começou
a ser publicada nos Estados Unidos desde 99 e demorou muito mais
de um ano para fechar o primeiro arco de histórias (no número 7
da revista). Publicação extremamente esporádica, o que pode dar
uma baita dor de cabeça aos roteiristas da tevê se eles decidirem
ser extremamente fiéis aos quadrinhos.
Além
das histórias da série principal, existem algumas publicações especiais.
Dentre elas, uma das melhores produzidas foi a minissérie Danger
Girl: Kamikaze, escrita e desenhada por Tommy Yune, em que as
espiãs da Danger Girl precisam ir até a Ásia, mais especificamente
para Hong Kong, enfrentar uma misteriosa organização conhecida apenas
como Kama Syndicate. Nessa minissérie, aparecem um novo vilão chamado
ShoGunner e uma nova operativa na equipe, a misteriosa Mei.
A Abril,
quando ainda estava no ramo de quadrinhos, prometeu publicar Danger
Girl por aqui, até chegou a vincular alguns anúncios em suas
revistas, mas no fim deixou todo mundo a ver navios.
De
qualquer forma, fica uma questão: será que Danger Girl funcionará
na telinha? Bem, para cada sucesso baseado em quadrinhos como Smallville
existe um fracasso como Birds of Prey (estrelado pelas heroínas
Caçadora, Oráculo e Canário Negro, da DC Comics, e que não era tão
ruim assim) ou The Tick. Se a UPN resolver apostar suas fichas
na criação de Campbell, só nos restará torcer para que o seriado
chegue ao Brasil e conferir se vale a pena ou não acompanhar as
aventuras de Abbey Chase e cia. semanalmente pela tv.
*Matéria
publicada originalmente em janeiro de 2001, revista agora e republicada.

Dicas
de sites:
http://www.geocities.com/Hollywood/Park/2658/
Site de fã sobre Danger Girl.
http://www.dangergirl.com
Site com galeria de imagens, message boards e resumos das revistas.
Também contém links para vários outros sites relacionados, não apenas
com Danger Girl, mas com as outras publicações da Cliffhanger
e outros relacionados com quadrinhos.
http://www.wildstorm.com/
Site oficial da Wildstorm, com informações sobre a editora e sobre
as revistas que estão sendo publicadas atualmente. Pode ser acessado
indiretamente pelo site da DC Comics.

http://www.imagescentral.com/browse/dc/wildstorm/
cliffhanger/dangergirl/
http://knightweb.virtualave.net/comics/danger/
images.html
http://www.imagescentral.org/browse/dc/wildstorm/
cliffhanger/dangergirl/
Sites com galerias de imagens.
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