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Com
o revival dos anos 80, muitas são as séries animadas que estão voltando
com força total - seja nos quadrinhos, seja em novas animações,
como Thundercats, He-Man, Transformers, Comandos
em Ação e Tartarugas Ninjas. Umas dessas séries animadas
das antigas (ainda lembrada com muito carinho pelos fãs) está chegando
em quadrinhos no Brasil através da Panini Comics. Trata-se de Robotech.
Exibida
por aqui no fim dos anos 80 e início da década de 90 pela Rede Globo,
Robotech era na realidade a junção de três animes japoneses:
Super Dimensional Fortress Macross, Super Dimensional
Cavalry Southern Cross e Genesis Climber Mospeada, que
em princípio não possuíam nenhuma relação entre si a não ser o fato
de serem animes mecha (de robôs gigantes) que envolviam batalhas
espaciais. A responsável por essa bagunça foi a produtora americana
Harmony Gold, que comprou os direitos da bem sucedida série japonesa
Macross para exibi-la nos States. Na época, havia uma regra
idiota de que uma animação deveria ter no mínimo 65 episódios por
temporada para ir ao ar, e como Macross só tinha 36, resolveram
costura-la com as demais séries fazendo algumas edições, adaptando
nomes e alterando a ordem de alguns fatos.
E
apesar dessa manobra Frankstein, a série fez muito sucesso nos Estados
Unidos, especialmente seu primeiro arco de histórias que diz respeito
exatamente ao Macross original - dos três animes, este foi
o que praticamente sofreu o menor número de cortes. Precisamente
este arco de histórias foi o exibido pela Globo (e um pedaço da
segunda parte, calcada em Southern Cross). Posteriormente,
a Record e a Gazeta/CNT exibiram a versão original de Macross
(também chamada de Guerra das Galáxias) sem os cortes, mantendo
o nome das personagens e as músicas originais em japonês. A série
original Macross deu origem a diversas outras séries no Japão,
que infelizmente nunca chegaram a serem exibidas por aqui.
Em
Macross, no ano de 1999 uma enorme nave alienígena cai na
Terra. Prenúncio de uma provável invasão. Com esse receio, os cientistas
do planeta começam a investigar a nave e se apropriar de sua tecnologia,
o que resultará nos caças Valkyrie, capazes de se transformar em
robôs, e no cargueiro espacial SDF-1 Macross, que possui a mesma
capacidade. Dez anos depois, a Terra está sob o ataque da raça alienígena
Zentraedi (Zentraady, no original), que veio ao nosso planeta em
busca da nave perdida. Muito maiores que os habitantes da terra,
os Zentraedis parecem não desenvolver o uso das emoções, nem relações
afetivas, especialmente as amorosas, o que os deixa chocados diante
dos humanos.
Por
um acidente, durante um ataque o SDF-1 Macross e uma cidade próxima
são transportados para os confins do sistema solar. Agora, eles
tentam se adaptar aos conflitos entre as populações civil e militar
da nave, ao mesmo tempo em que tentam voltar para casa e derrotar
os alienígenas em seu caminho.
Contudo,
o foco principal da história não é exatamente as batalhas espaciais,
mas sim as relações estabelecidas entre as personagens, em especial
no triângulo amoroso vivido pelo piloto Rick Hunter/Hikaru Hishizo,
a cantora Lynn Minmei e a primeira oficial da nave, Lisa Hayes/Misa
Hayase. Tanto Rick quanto Lisa se tornam soldados por influências
de membros de suas famílias. Ela inspirada por seu pai, um famoso
comandante, e ele por seu irmão mais velho Roy Fokker, um dos melhores
pilotos da frota, que infelizmente morre quase que no começo da
série.
Outras
personagens importantes são o Capitão Henry Gloval, que comanda
a SDF-1 Macross, o piloto Maximillian Genius e sua esposa Millia.
Millia era na realidade uma Zentraedi, que foi reduzida ao tamanho
humano para espionar a nave, acaba se apaixonando por Max e se casando
com ele.
No
fim de tudo, apesar de todas as guerras e batalhas, o que faz com
que a guerra acabe é o poder do amor, mais claramente uma canção
de Minmei que, ouvida pelos Zentraedi, desperta neles sentimentos
e emoções que os alienígenas acreditavam não mais existir.
A revista
lançada pela Panini é inspirada justamente nesta parte da história.
Produzida totalmente nos Estados Unidos por americanos, Robotech
conta o que aconteceu depois e antes da série televisiva. A história
começa em 2015, com o agora Capitão Hunter num primeiro momento
enfrentando rebeldes Zentraedi. Posteriormente, a história muda
de rumo e somos levados de volta a 1999, aos tempos em que Rick
e seu irmão Roy Fokker viviam no circo voador da família, e logo
depois ao momento em que ocorrerá o evento Macross (a queda da nave).
Neste
primeiro número, para quem é fã da série animada mal deu para matar
saudades das personagens. Tudo, personagens, as situações e os eventos
importantes, estão sendo apresentados praticamente na base do conta-gotas.
Para quem nunca assistiu ou ouviu falar sobre o anime fica difícil
entender qual será o rumo da história.
Ainda
assim dá para se envolver com a história em certos momentos, especialmente
naqueles que mostram o relacionamento entre os irmãos Rick e Roy,
uma mistura de cumplicidade, admiração e amizade. Quem era fã do
anime também acaba por aproveitar muito mais alguns pequenos detalhes
da revista - como, por exemplo, o fato de que o almirante Hayes
era inimigo do Capitão Gloval, levando-se em consideração que posteriormente
estarão do mesmo lado e a filha de Hayes, Lisa, será o braço direito
de Gloval no SDF-1 Macross.
Talvez
o que realmente tenha faltado é a Panini fazer uma introdução do
que foi Robotech, apresentando a animação e os personagens
à nova geração e relembrando certos fatos aos antigos fãs. Afinal,
tem quase uns dez anos que o desenho foi exibido no Brasil pela
última vez.
Quanto
aos desenhos, a qualidade é variável, do bom ao mediano, típica
do pseudo-mangá norte-americano. Mas, levando-se em conta o preço
da revista (R$ 1,99) e a qualidade da história original, vale a
pena adquiri-la, nem que seja para matar saudades (os velhos fãs)
ou para conhecer (os possíveis novos fãs).
Para
quem quiser conhecer a história "real", eu recomendo vasculhar a
locadora mais próxima, pois alguns episódios foram lançados em vídeo.
É claro que o ideal seria a série ser exibida novamente na TV. Se
Cavaleiros do Zodíaco voltou (apesar de ser um marco na história
dos animes no Brasil, não é tão bom assim), por que não uma série
tão bacana quanto Robotech/Macross?
Dicas
de Sites
http://www.paninicomics.com.br
http://www.robotech.com/
http://www.qualityware.com.br/
home/adriano/robotech_macross.htm
http://www.planetaesbornia.com.br/
http://www.animepro.com.br/a_news/agosto_2002/
n_robotech_dc.html
http://www.sit.wisc.edu/~nmedbery/real_video
http://www.nauticom.net/www/cheffox/Robotech
http://www.fjtc.hpg.com.br/
http://www.hostseguro.com/~mxyzpltk/
resenha.php?id=4&PHPSESSID=b00
aeaddc6d420b591dbc24aff10e186
http://www.qualityware.com.br/home/adriano/
links_anime.htm
http://www.hqmaniacs.com/lanc_details.asp?lrv_ID=560
http://robotech.simplenet.com/
http://www.sobresites.com/anime/macross.htm

Além
de escrever para o Abacaxi, estou com um blog sobre quadrinhos chamado
O Som de Suas Asas. Quem quiser passar lá para dar uma conferida,
fique à vontade! Endereço: www.osomdesuasasas.blogger.com.br.
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