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Beagá, 26 de julho de 2004 d.C.
 

A Marca de Tarantino
Gostei tanto de Kill Bill que resolvi contar para vocês um pouco sobre esse genial diretor

Por Lulu Carabina
 

Paixão pela tela grande, narrativa inusitada, diálogos caudalosos, monólogos elaborados, ousadia, citações e referências a marcos notáveis do cinema, tudo isso virou a marca registrada de um dos nomes mais consagrados da sétima arte na atualidade: Quentin Jerome Tarantino. Em sua curta, mas impressionante, carreira como cineasta, os filmes de Quentin Tarantino ficaram marcados por falar do submundo, mesclando sempre doses de humor e violência.

Do signo de Áries, natural de Knoxville, Tennessee, Estados Unidos, Tarantino nasceu em 27 de março de 1963. Iniciou sua carreira fazendo pontas em vários filmes e também fazendo o Curso de Direção do Sundance Institute. Chegou a atuar em diversas séries da TV americana.

Antes estrear como de diretor, Quentin escreveu alguns roteiros que marcaram a história do cinema. É o caso de Amor à Queima-roupa (True Romance), dirigido por Tony Scott em 1993, e Assassinos por Natureza (Natural Born Killers), levado à tela grande por Oliver Stone em 1994.

Tarantino usou a grana que conseguiu então para iniciar a pré-produção de Cães de Aluguel (Reservoir Dogs), baseado num obscuro filme policial de Hong Kong - Cidade em Chamas. Neste longa, seis profissionais do crime executam ousado assalto a uma joalheria. O golpe é frustrado por uma aparição relâmpago da polícia e cada qual foge como pode. Mas eles têm um encontro marcado em armazém abandonado, onde tentarão descobrir qual deles traiu o grupo.

Cães de Aluguel recebeu o apoio financeiro da LIVE Entertainment depois que Harvey Keitel concordou em atuar no filme, interpretando o experiente Sr. White. Isso foi o suficiente para que o cineasta se destacasse no Festival Sundance, especializado no cinema independente. O boca-a-boca após sua primeira exibição resultou em críticas muito favoráveis, tornando a produção um verdadeiro cult.

Logo em seguida, dirigiu Pulp Fiction - Tempo de Violência (1994), que ressuscitou a carreira de John Travolta, deu novo impulso para Samuel L. Jackson e Uma Thurman e ainda rendeu a Tarantino sua primeira indicação ao Oscar, como melhor diretor.

Pulp Fiction expõe de maneira brilhante o estilo de seu diretor em abordar o submundo do crime com doses maciças de violência, deboche elegante, ostentação orgulhosa de suas influências cinematográficas, trilha sonora garimpada e muito bom-humor. O filme entrelaça três narrativas, arquitetadas de maneira circular e fragmentada que só se conectam inteiramente no final.

Tarantino foi também produtor executivo do filme Parceiros do Crime (1994), do então estreante Roger Avary, seu parceiro no roteiro de Pulp Fiction. Atuou em alguns filmes de destaque, como A Balada do Pistoleiro (1995) e Um Drink no Inferno (1996) e ainda dirigiu um dos episódios da comédia Grand Hotel (1995) - os outros episódios ficaram a cargo de Alexandre Rockwell, Robert Rodriguez e Allison Anders.

Já em 1997, Tarantino voltou a dirigir, levando às telas Jackie Brown, filme que adaptou o livro de Elmore Leonard. Na película, Jackie Brown é uma atraente comissária de bordo, já em fim de carreira, que precisa complementar seus parcos rendimentos como funcionária de uma empresa aérea menor e para isso alia-se a Ordell Robbie, um perigoso traficante de armas. A protagonista foi a atriz Pam Grier, famosa nos anos 70 por atuar em vários filmes da chamada safra Blaxploitation, fonte de inspiração constante de Tarantino. O elenco também contou com Samuel L. Jackson, Bridget Fonda, Michael Keaton, Robert de Niro e Chris Tucker. Como não poderia deixar de ser, o diretor fez uma breve ponta como a voz ressonante da secretária eletrônica. Também em 1997, Tarantino apareceu em Full Tilt Boogie, um documentário sobre a realização de Um Drink no Inferno.

No ano seguinte, seu envolvimento em filmes limitou-se apenas a um papel em God Said, Ha!, de Julia Sweeney. Em 1999 produziu Um Drink no Inferno 2 - Texas Blood Money. Desde então, Quentin reduziu muito suas atividades, embora tenha participado com destaque de dois episódios da telessérie Alias em 2001. Nos dois últimos anos, porém, dedicou-se inteiramente à sua quarta película, Kill Bill, cuja primeira parte estreou no final de 2003 nos Estados Unidos.

Verdadeira homenagem aos filmes de vingança dos anos 70, Kill Bill traz Uma Thurman como a ex-assassina conhecida como a “Noiva”. Cinco anos depois que seus antigos camaradas transformaram seu casamento num banho de sangue, ela desperta do coma e jura vingança contra o bando e seu antigo chefe e amante Bill, interpretado por David Carradine. No elenco, também estão presentes Lucy Liu, Daryl Hannah, David Carradine, Michael Madsen e Vivica A. Fox.

Tarantinices

Ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Original em 1995, juntamente com Roger Avary, por seu trabalho em Pulp Fiction - Tempo de Violência (1994).

Recebeu uma indicação ao Oscar, na categoria de Melhor Diretor, por seu trabalho em Pulp Fiction - Tempo de Violência (1994).

Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Roteiro, juntamente com Roger Avary, e foi ainda indicado na categoria de Melhor Diretor, por seu trabalho em Pulp Fiction - Tempo de Violência (1994).

Ganhou a Palma de Ouro de Melhor Filme, no Festival de Cannes, em 1994, por Pulp Fiction - Tempo de Violência (1994).

Ganhou os prêmios de Melhor Diretor e Melhor Roteiro, juntamente com Roger Avary, no Independent Spirit Awards, por Pulp Fiction - Tempo de Violência (1994).

Recebeu uma indicação de Melhor Diretor no Independent Spirit Award, por Cães de Aluguel (1992)

É casado com a atriz Mira Sorvino, ganhadora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por Pod.

 

Os rumores de ter trabalhado nos filmes A Hora dos Mortos-Vivos e Rei Lear foram apenas uma forma de Tarantino aumentar seu currículo indevidamente, mas o erro acabou indo parar em vários livros especializados de cinema.

Já foi gerente de uma vídeo-locadora. Inclusive, o próprio Quentin Tarantino credita grande parte de sua criatividade ao fato de ter tido acesso a diversos filmes em seu trabalho, que lhe serviram de inspiração.

Geralmente costuma atuar como ator em seus filmes, através de pequenas pontas.

Para ler mais sobre Kill Bill, confira a crítica de nosso querido editor.

Vida longa a uma das poucas mentes criativas do cinema americano! É isso aí!

 
Lulu Carabina é jornalista (adora provocar o editor), estudante de Relações Públicas, pode ser vista subindo em muros e paredões de rocha e costuma matar orcs feios e sujos nos fins de semana. Se você quer praticar RPG com ela, mande um e-mail para lulucarabina@abacaxiatomico.com.br.

 

 

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