| John
Cleese, Graham Chapman, Michael Palin, Terry Jones, Eric Idle e
Terry Gilliam. Estes são os integrantes do Monty
Python, grupo humorístico que começou a ser
formado na época em que estavam na faculdade. Cleese e Chapman
eram colegas na Universidade de Cambridge; o primeiro estudou direito
e o segundo, medicina. Já Palin, estudante de História,
e Jones encontraram-se em Oxford.
Terry
Gilliam foi o único estrangeiro a fazer parte do grupo. Este
americano conheceu John Cleese em Nova Iorque, numa turnê
humorística do inglês. No início do Monty Python,
Cleese soube que Gilliam estava de mudança para a Inglaterra
e logo o contratou para criar os desenhos e vinhetas do programa.
Pouco
tempo depois de se conhecerem, o grupo começou a produzir
textos cômicos, que de tão bons levaram aos primeiros
programas de tevê pré-Python, tais como o lendário
The Frost Report, entre 1966 e 1967, para o qual escreveram
esquetes humorísticas. O comediante Eric Idle, aliás,
conheceu alguns de seus futuros companheiros naquela fase.
Após
o cancelamento de The Frost Report, ainda produziram alguns
programas memoráveis nos anos seguintes: At Last The
1948 Show, Late Night Line-Up, Complete and Utter
History of Britain, How to Irritate People, The
Magic Christian e outros.
Em
1969, o grupo decidiu por lançar um novo show criado exclusivamente
por eles e para o qual os próprios escreveriam ao bel prazer
e atuariam nos diversos papéis que surgissem. A idéia
agradou ao produtor Barry Took, que os ajudou a concretizar o sonho.
Na primavera daquele mesmo ano foi ao ar, pela primeira vez, o programa
Baron Von Took´s Flying Circus, título dado
em agradecimento ao apoio do produtor, recheado de sketches humorísticas
produzidas por eles. Foi um tremendo sucesso e logo ganhou um horário
fixo na grade de programação da BBC, tendo o nome
alterado para Monty Python´s Flying Circus.
Nonsense,
besteirol e muita inteligência
O sexteto
inovou o humor, com esquetes ao mesmo tempo textuais e críticas.
Ridicularizações às diversas instituições
inglesas (e ocidentais) como a Igreja, os executivos engravatados,
a polícia, o exército e até mesmo a realeza
Britânica andaram lado a lado com o nonsense comandado por
puro besteirol.
O
primeiro longa-metragem da trupe foi Monty Python's And Now
For Something Completely Different. O filme é, na verdade,
uma grande refilmagem de alguns esquetes já vistos no seriado.
Os quadros do grupo, hoje antológicos, foram muito bem aceitos
durante a primeira e a segunda temporadas. Durante a terceira, em
1973, John Cleese, um dos cabeças do grupo, decide-se por
abandonar a trupe para partir para trabalhos solos.
O
restante decide-se por continuar, e a quarta temporada é
produzida, mas a ausência de Cleese é visível.
Então, após 45 episódios, um especial e um
longa-metragem, o grupo se separou em dezembro de 1974.
Agora
nas telonas
Não
demorou muito e a turma se reuniu novamente para a realização
do segundo longa-metragem, Monty Python and the Holy Grail
(Monty Python e o Cálice Sagrado), que foi lançado
em 1975. O filme fez sucesso ao zoar com a maior das lendas britânicas,
a do Rei Arthur e Os Cavaleiros da Távola Redonda.
Passados
alguns anos, em 1979, o grupo se reúne novamente para
o lançamento do terceiro filme: Monty Python´s
Life of Brian (A Vida de Brian). Uma sátira
à história de Jesus Cristo, o longa-metragem está
cheio de referências bíblicas, que acontecem de maneira
inusitada. A Vida de Brian é um filme genuinamente
ateu e recebeu severas críticas na época, especialmente
de fanáticos religiosos que não entenderam a brincadeira.
Em
1982, o grupo se reuniu de novo e fez uma apresentação
ao vivo no Hollywood Bowl. Nessa apresentação, o Monty
Python realizou algumas esquetes ao vivo e apresentou outras previamente
gravadas. Monty Python: Live at the Hollywood Bowl foi
lançado em vídeo.
No
ano seguinte, 1983, o Monty Python reuniu-se mais uma vez para a
realização do quarto longa-metragem do grupo. Trata-se
de Monty Python's The Meaning of Life (O Sentido da
Vida), uma coleção de situações
onde o grupo questiona “o motivo de nossa existência
na Terra. De onde viemos? Aonde iremos? Qual o motivo da vida?”.
As piadas iniciam-se no momento do nascimento, passam pelo ingresso
na escola, pela maturidade, pela morte e vão ao post
mortem.
Infelizmente,
no dia 4 de outubro de 1989 aconteceu a morte prematura de Graham
Chapman, aos 48 anos de idade. O comediante faleceu por causa de
um câncer que lhe tomou a garganta e parte da coluna. Depois
desta perda irreparável, cada um dos integrantes do Monty
Python foi para o seu canto, encerrando definitivamente a trajetória
de um dos mais importantes grupos humorísticos de todos os
tempos. Esses caras influenciaram gerações de comediantes
em todo o mundo e seus filmes e programas para a TV são capazes
de nos fazer rir até hoje.

O Monty Python, através de seu humor ferino
e nonsense, deixou a própria marca na história do
cinema e da tevê. O trabalho deles é a maior prova
de que se pode fazer humor de alto nível sem que haja a necessidade
de se recorrer à baixaria.
Curiosidades
curiosas
•
O
nome do grupo surgiu de uma idéia de Eric Idle e de John
Cleese. Cleese sugeriu o nome “Python”
(espécie de cobra Australiana), talvez pela sonoridade, ao
que Idle sugeriu “Monty” (um nome próprio),
pois se lembrou de um sujeito gordo e desengonçado que, sempre
ao chegar a um determinado pub, perguntava ao barman se “Monty
havia estado ali”. Todos gostaram do nome e eis que o programa
foi rebatizado.
•
Houve
uma mulher “real” no Monty Python. Trata-se de Carol
Cleveland, considerada como o sétimo integrante do grupo,
uma inglesa linda e loira que fazia o contraponto nos episódios
para a TV.
•
Monty
Python pode ser considerado o maior grupo humorístico da
história, nem que seja pelo tamanho de seus integrantes.
John Cleese, por exemplo, mede 1 metro e 95 centímetros.
Os
filmes do Monty Python foram relançados em cópias
novas e restauradas numa caixa de DVDs em comemoração
aos 35 anos do grupo. Procure nas melhores locadoras. Sua inteligência
agradece.

É
isso aí!
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