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Definitivamente,
2003 será um ano que ficará marcado na vida de Ozzy Osbourne. Depois
de um acidente com um quadriciclo motorizado em sua fazenda na Inglaterra,
o velho roqueiro quase morreu e correu sérios riscos de perder a
voz. Mas é como dizem: vaso ruim não quebra fácil e ele está se
recuperando bem. Além disso, ele chegou pela primeira vez ao topo
das paradas britânicas com uma música que interpreta junto com sua
filha.
De
qualquer maneira, a vida de John Michael Osbourne nunca foi fácil
mesmo...
The
Osbourne

Ele
nasceu em 3 de dezembro de 1948, em Birminghan, Inglaterra. Ozzy
teve uma infância difícil, seus pais eram muito pobres. Ele tinha
cinco irmãos e começou a trabalhar cedo. Teve vários empregos, em
um matadouro, num crematório e inclusive como afinador de buzinas
numa montadora de carros. Aos 17 anos começou a furtar, tendo sido
pego em flagrante e ficado preso duas vezes, a primeira vez por
dois meses e a segunda, três meses. Durante um dos períodos de prisão
tatuou seus dedos (com as letras OZZY) e seus joelhos (com carinhas
sorridentes) usando uma agulha e pó de grafite. Mais tarde foi preso
novamente, dessa vez por agredir um policial.
Sua
primeira banda tinha o nome de Approach, mas não durou muito. Depois
de passar por outra banda, conheceu Terry "Gezzer" Butler, que o
procurou através de um anúncio para formar o Rare Breed. Logo vieram
Bill Ward e Tony Iommi, que na época tocavam no Mythology. O nome
da banda mudou para Polka Tulk Blues Band e depois para Earth, cujo
repertório era baseado em blues. Ao descobrir que o nome Earth já
pertencia a uma outra banda, os músicos adotaram o nome Black Sabbath
de uma das composições de Ozzy, que nessa época tinha 20 anos.
Ozzy
foi líder e fundador do Black Sabbath, referência musical de dez
entre dez artistas do gênero, e destacou-se internacionalmente com
a banda através de canções imortais do heavy metal como "Changes",
"Paranoid" e "War Pigs".
As
letras e melodias sombrias de Ozzy e sua performance elétrica marcaram
a banda nos seus primeiros oito álbuns, fase mais clássica e que
fez com que o Black Sabbath fosse considerado até hoje o maior expoente
entre os pioneiros do heavy metal. Em 1979 Ozzy abandonou o Black
Sabbath para seguir carreira solo, em virtude de desentendimentos
com os outros integrantes - na verdade, Ozzy foi praticamente despedido
por Tonny Iommi em virtude dos problemas constantes com drogas e
álcool.
Após
sua saída, Ozzy Osbourne manteve sua carreira em alta, convocando
Randy Rhoads (ex-guitarrista do Quiet Riot) para juntar-se a ele.
Logo vieram os álbuns Blizzard of Ozz e Diary of A Madman.
Infelizmente, em 1982 Randy Rhoads faleceu em um desastre aéreo
deixando uma lacuna difícil de ser preenchida. Speak Of The Devil
(ou Talk Of The Devil, como saiu o título no Reino Unido)
veio ainda nesse ano e trazia canções ao vivo do Black Sabbath.
Mais tarde, Ozzy lançaria Tribute, também ao vivo, dedicado
ao falecido guitarrista.
O guitarrista
Jake E. Lee juntou-se à banda e Ozzy continuou lançando álbuns como
Bark at The Moon, de 1983, e The Ultimate Sin, de
1986. Nessa época, Ozzy já apresentava problemas com bebidas alcoólicas.
Olhe
onde você coloca a boca
A carreira
do Ozzy é permeada por histórias curiosas e até engraçadas. À imagem
satânica reforçada por maquiagem e efeitos de palco se somava à
grande repercussão por parte da imprensa sensacionalista da famosa
mordida na cabeça de um morcego. O caso realmente ocorreu, em um
show ao vivo, mas Ozzy pensava se tratar apenas de um morcego de
plástico jogado ao palco por um fã. Só percebeu que se tratava de
um animal de verdade tarde demais - o que o levou a ter de tomar
injeções anti-rábicas, ter choques anafiláticos e cancelar dezenas
de shows por problemas de saúde gerados pela vacina.
Em
uma outra oportunidade, arrancou com os dentes as cabeças de duas
pombas brancas que executivos da gravadora insistiam que ele soltasse
após uma assinatura de contrato. Obviamente, não havia muita intenção
em diminuir a repercussão de tais fatos, visto que era marketing
eficiente e barato.
Outra
famosa é a acusação de incitação ao suicídio com a música "Suicide
Solution". Algumas famílias acusavam a música de ter gerado
o suicídio de alguns garotos e um certo "Institute for Bio-Acoustics
Research", contratado por entidades evangélicas, achou na gravação
supostas mensagens subliminares de incitação ao suicídio. Ozzy foi
absolvido de todas as acusações. Curiosamente, a música nem mesmo
era relacionada a suicídio e o título não se referia ao suicídio
como uma solução (fuga). Na realidade tratava-se de uma letra sobre
alcoolismo e "solução" significava "mistura". "Mistura Suicida"
era uma referência ao álcool.
Rock
and roll!!!
No
final da década de 80, foi cogitada uma reunião histórica entre
Ozzy e Black Sabbath, após um show conjunto em Donington, Inglaterra
(apresentação que valeu a saída do vocalista Dio). Problemas entre
os empresários de Ozzy e Sabbath, porém, impediram uma reunião definitiva.
Na
década de 90, após lançar alguns dos álbuns mais medíocres de sua
carreira, Ozzy conseguiu pela primeira vez em décadas abandonar
definitivamente o álcool, substituído por regimes alimentares rígidos
e exercícios. Anunciou o fim de suas atividades após o lançamento
de No More Tears (seguido da turnê No More Tours).
Mas ele não conseguiu passar muito mais do que alguns anos longe
dos palcos e estúdios, voltando em 1993 com Live & Loud,
seguido de Ozzmosis (1995), The Ozzfest (1996) e
The Ozzman Cometh (1998).
Nos
anos seguintes, Ozzy lançou pelo seu selo Ozz Records álbuns que
registram os melhores momentos dos Ozzfests, festival no qual sempre
toca com o Sabbath: The Ozzfest, Ozzfest - Second Stage
Live e Ozzfest -The Second Millenium. Finalmente, em
2001 o vocalista lança seu primeiro trabalho solo em seis anos:
Down to Earth, com Zakk Wylde (guitarra), Robert Trujillo
(baixo) e Mike Bordin (bateria), iniciando mais uma turnê.
Logo
a seguir, Ozzy entrou na onda dos reality shows e teve sua vida
pessoal e de sua família invadidas pela MTV. A produção do seriado
The Osbournes rendeu a ele fama em programas de TV, jornais
e revistas que sequer falavam de sua carreira ou sua música. A notícia
era sempre a excentricidade dele e de sua família. Os fãs se dividiram:
enquanto alguns achavam que o programa só servia para mostrar uma
imagem ruim do músico, outros gostaram da oportunidade de conhecer
a intimidade do ídolo.
No
ano seguinte, Live at Budokan chega às lojas, e em 2003 a
coletânea dupla The Essential Ozzy Osbourne é lançada. O
baixista Robert Trujillo abandona Ozzy para entrar no Metallica
e é substituído por Jason Newsted, ex-Metallica, numa (incrível)
troca de bandas.
Curiosidades
curiosas
Uma
vez Ozzy foi tentar roubar uma televisão, mas o aparelho era muito
pesado e ao pular a janela a televisão caiu em cima dele, que ficou
deitado debaixo do aparelho até que a policia chegou e o prendeu
em flagrante.
Ao
ser internado pela primeira vez na clínica de desintoxicação Betty
Ford Center (sem saber que se tratava de uma clínica de desintoxicação),
a primeira pergunta que fez ao chegar ao local foi "onde fica
o bar?"
Na
clássica foto da capa de Speak Of The Devil a substância
na boca de Ozzy é geléia de morango, não sangue.

Durante
seu primeiro casamento, Ozzy e sua esposa Thelma revezavam-se em
alimentar todas as noites uma criação de galinhas. Certa vez, Ozzy
estava bebendo com os amigos e após diversos pedidos insistentes
da mulher para que fosse alimentar as galinhas, ele pegou uma espingarda
e matou as aves.
Ozzy
é supersticioso e nunca veste roupas de cor verde.
O
gosto de Ozzy por tatuagens vem de família. Seu avô possuía uma
tatuagem com o desenho de uma cobra que ia da nuca ao calcanhar.
Ozzy
matou todos os seus 17 gatos com uma faca e uma Shotgun. Sua esposa
Sharon foi em casa pensando ser mentira dele e o encontrou com um
terno branco, com uma Shotgun e uma faca ensangüentada na mão.
O
Lemmy, do Motörhead, ajudou Ozzy a escrever a letra de quatro músicas
em "No More Tears".
O
pequeno menino na capa de Diary Of A Madman é filho de Ozzy
do seu primeiro casamento.


Ozzy
já tentou se matar várias vezes. A primeira foi aos 14 anos.
Por
tudo isso, gostando ou não do cara e da estranha família dele, não
é possível negar a importância de Ozzy na história do rock and roll.
É isso
aí!
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