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Beagá, 07 de abril de 2003 d.C.
 
E tudo acaba em pizza
Por Lulu Carabina
 

Aquela que a gente tanto gosta, que alimenta nossas tardes, noites, encontro com amigos e até nos salva quando a geladeira está vazia, não é tão italiana quanto pensamos. A avó da pizza já existia no oriente.

Quando os mouros conquistaram a Europa, sua influência chegou até a culinária, principalmente a espanhola e a italiana. Até a época da Renascença, havia uma grande diferença entre a massa usada em Gênova e a romana, nos ingredientes e na forma de fazer. A pizza era nada mais que uma massa redonda, seca, mas flexível como uma panqueca. Sobre a massa era colocado o recheio. Então, a pizza era dobrada inteira e comida como um sanduíche. Até hoje existe uma certa influência dessa forma de preparo nas longínquas terras mexicanas, onde o Burrito é uma comida muito popular.

No início, os ingredientes da pizza eram essencialmente secos, como as anchovas secas, cebolas, pimentões, outros vegetais e os queijos, que muitas vezes não eram derretidos. Somente após as grandes navegações o complemento perfeito da nossa amiga foi encontrado: o tomate. Logo depois de ser descoberto no continente americano, o fruto já era uma coqueluche, presente à mesa de todo nobre europeu.

Na Itália, alguém resolveu espremer e cozinhar o tomate e acabou inventando o molho. Isso elevou a pizza a um novo patamar. Inúmeras foram as possibilidades de novas misturas e novos ingredientes. A pizza, hoje difundida no mundo, adapta-se aos mais diversos paladares. Podemos observar desde coberturas doces como chocolate e banana, até sabores mais exóticos como lula, salada de maionese, frutas, cogumelos e outras misturas bisonhas.

Até a massa tem variações. A americana é mais consistente e tem (bem) mais farinha. É feita para ser comida com a mão. Exemplo: Pizza Hut. A pizza estilo italiano é mais macia e com mais recheio (viva!). É a massa mais comum e encontrada em qualquer pizzaria, com as variações "pingando óleo" (Pizza Já) e massa saborosa e descente (Pizzarella).Tem também a pizza "cream-cracker", que são pizzas secas e finas, encontradas no Artesanato da Pizza, escolhida como a "Melhor pizza de BH" pela Veja. Podemos perceber que a revista, cuja sede é em São Paulo, tem um gosto meio... diferente, para ser eufemista.

Agora que você já sabe disso, escolha o sabor da sua preferência, ou compre uma no supermercado. A partir de três reais, você encontra uma pizza, mesmo que seja de muzzarella.

Essa coluna contou com a incomparável ajuda do Alf, consultor de culinária e noivo.

É isso aí!

 
Lulu Carabina é jornalista (e adora provocar o editor), estudante de Relações Públicas, pode ser vista subindo em muros e paredões de rocha e costuma matar orcs feios e sujos nos fins de semana. Se você quer praticar RPG com ela, mande um e-mail para lulucarabina@abacaxiatomico.com.br.

 

 

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