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Beagá, 03 de abril de 2006 d.C.
 
Strokes, Green Day... E Iosf (?)
Por Sukrilius
 

Todos os críticos musicais possuem uma teoria de que uma banda, depois de um êxito no seu debut, tem a sua prova de fogo no segundo álbum. A primeira vez que li isso foi na antiga Bizz, quando um jornalista (não me recordo o nome) falou do segundo disco do Supergrass, dizendo que eles "passaram na prova do segundo disco", aliás com êxito, diga-se de passagem.

O Strokes, depois do maravilhoso Is This It passou com ressalvas na prova do segundo disco, com o Room of Fire. Mas minha mãe já dizia isso, se você tá na escola e passa raspando, no ano seguinte, não tem jeito, você não passa.

E o Strokes não passou. First Impressions of Earth é reprovado. Até que "as primeiras impressões" (hahah, essa foi péssima) não são ruins, o disco começa muito bem, mas é cansativo, é enorme, a banda explora outras sonoridades e se dá mal, ou por falta de qualidade mesmo ou simplesmente por falta de criatividade, o que não deixa de ter relação com a primeira justificativa.

A banda tenta mudar, evita repetir fórmulas, mas acaba perdendo o gás, só se dá bem quando o faz o que mais sabe, o rock básico e com energia. É um disco que "engana comprador de loja", caso alguém ainda não escute mp3 e se realmente compre discos. Se você for em um supermercado e começar as escutar as primeiras faixas, vai achar o disco fabuloso e vai comprar. O problema é o "tal lado b" do disco, a segunda metade.

"You Only Live Once" é excelente, ótima canção. "Juicebox" com essa cozinha (baixo e batera) que lembra surf music, até que entra a "sujeira habitual", é demais.

"Heart in a Cage" ainda convence, com ressalvas. "Razor Blade" é linda, boa pra dançar com a namorada, mesmo não sendo lenta. "The Other Side" é deliciosamente preguiçosa, pra escutar deitado na cama, é um "quase-reggae" do Strokes.

Daí pra frente, basicamente, é só tristeza. "Vision of Division" passa batido, "Ask Me Anything" só serviria pra comercial de carro, "Electricityescape" é chata, "Killing Lies" é bocejante... Chega, nem vou até o fim.

Será que a banda mais hypada do mundo está na descendente? Ou eles se salvam no próximo disco ou o hype não dará conta de suportá-los. Aliás, é impressionante como 90% das bandas hypadas pelos "críticos musicais", pela NME, tablóides etc, são ruins. É estarrecedor. Mas este é outro papo.

Green Day
Bullet In a Bible (CD e DVD)

Não há muito o que dizer sobre Bullet in a Bible registro ao vivo da turnê do ótimo American Idiot, último disco de estúdio do Green Day. O DVD é sensacional, o documentário vale a pena ser conferido e o show é grandioso, excelente. O repertório, basicamente, é o do mais recente álbum: "American Idiot", "Jesus of Suburbia" (com seus maravilhosos 9 minutos e 22 segundos), "Holiday", "Are We the Waiting?", "St. Jimmy", "Wake Me Up When September Ends" e "Boulevard of Broken Dreams".

No meio, restou um espaço pras antigas, representadas por "Longview" (clássica, do "Dookie"), "Hitchin' a Ride" (do "Nimrod"), "Brain Stew" (do excelente e injustiçado "Insomniac"), "Basketcase" (hã? Hhahaha), "King for a Day" (do "Nimrod"), "Minority" (do "Warning") e fecha com a versão elétrica de "Good Riddance", da mesma forma que fecharam o show no Mineirinho, aqui em Belo Horizonte, em 1998. Mas lá eles não destruíram o palco, infelizmente.

Mesmo faltando várias canções como "She", "When I Come Around", "Geek Stinck Breath", "Walking Contradiction", "Warning" e "Stuck With Me", o registro vale muito a pena. Aprovado.

Grandaddy
Excerpts From The Diary Of Tedd Zilla

Despedida mais do que honrosa. Grandaddy anuncia o seu fim, mas antes lança este EP, o derradeiro. Sem turnê, sem nada. Lançou e ponto final. É uma pena, mas temos que relevar as bandas que sabem acabar "por cima". Ok, eles poderiam lançar mais dois, três ou cinco discos legais, mas é um fato inquestionável de que eles acabaram muito bem. E o vocalista Jason Lytle deve seguir com outros projetos, vamos aguardar.

Neste EP, o space pop da banda continua firme e forte, mas com um flerte mais rock'n'roll. Os destaques são "Pull the Curtains" que é sensacional, abre o disco de forma soberba. "At My Post" é grandiosa, viajante, algo que eles sempre souberam fazer muito bem. "A Valley Song" é uma singela balada. "Florida" é imperdível, a menos que você goste da Flórida, hahaha. "Goodbye" é uma bela despedida. Enfim, Grandaddy termina muito bem.

Richard Ashcrof
Keys To The World

Richard Ashcroft, pra quem não sabe, liderou a banda The Verve, uma das influentes do rock inglês da década de 90. A banda encerrou suas atividades no auge e seu vocalista aventurou-se em carreira solo, lançando o bom Alone With Everybody e o ainda melhor "Human Conditions".

Keys to the World é o terceiro álbum e reserva bons momentos, apesar de não empolgar tanto, quanto os anteriores. "Why Not Nothing" é a mais rock de toda sua carreira solo, lembra Oasis, o vocal rasgado até lembra Sex Pistols, mas o naipe de metais por trás logo deixa claro que a praia aqui é outra.

"Music is Power" tem belos arranjos de orquestra (algo comum nos discos dele e do Verve) e um balanço interessante, é meio brega, mas cativante. Dá pra dançar com os braços, entende? Haha. "Break the Night With Colour" é uma balada linda, com quase todos os seus clichês. "Sweet Brother Malcolm" é piegas, mas é aprovada pelos belos arranjos. Alguma músicas são mais enjoadas, arrastadas, diria até, err, românticas. Mas no meio de muito açúcar, ainda tem salvação, como a linda "Simple Song" e seus arranjos primorosos, ou ainda "World Keeps Turning". Não é o melhor disco dele, mas catando aqui e ali, dá pra fazer uma magnífica coletânea.

Recado ao John Gracinha: sempre leio seus textos e geralmente não conheço 20% do que você indica. É bom, porque enriquece isso aqui, você explora as suas preferências (ops) e eu as minhas.

E rotular como "estranho" meu top 30 é um baita elogio, pra quem sempre levou bordoada, desde 2002.

Voltando ao tal hype, minha vez. A banda é daqui de BH, chama-se Iosf. Hardcore melódico em português. Influências são Reffer, Dead Fish, Hot Water Music, Lagwagon, NOFX, Comeback Kid... Banda muito boa, talvez a mais promissora de Minas, lançaram no ano passado a primeira demo Lembranças Esquecidas, com 4 faixas excelentes. O mais interessante é que os integrantes são todos "de menor", já tocam juntos há 3 anos e fazem um som melhor do que muita banda de marmanjo. É minha aposta, neste ano devem gravar material novo, os moleques vão longe. Podem anotar.

www.myspace.com/iosf
www.purevolume.com/iosf
www.tramavirtual.com.br/iosf
www.fotolog.com/iosf

Próxima coluna, novos do Placebo, Graham Coxon, Cat Power, Belle & Sebastian... Até!

Links do Sukrilius:

Quer me achar nessa praga chamada Orkut? Clique aqui.

www.enne.com.br - banda de rock que eu produzo.

www.udora.com, www.valv.dk, www.hurtmold.cjb.net e www.moldest.com - Sites de quatro de minhas bandas nacionais prediletas.

merrymelodies.blogger.com.br - blog do Caboclo Alaranjado, comparsa do ABACAXI ATÔMICO.

perplexoes.blogger.com.br - blog da Menina Enciclopédia, também comparsa do ABACAXI ATÔMICO. Música, cinema, só coisas interessantes.

dyingdays.net/index.html - site em português especializado em rock dos anos 90. Simplesmente indispensável.

 
Sukrilius é músico frustrado e tenista arrependido, além de estar momentaneamente desempregado. Ofertas de emprego podem ser enviadas para o e-mail sukrilius@abacaxiatomico.com.br.

 

 

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