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Muitas
bandas são chamadas de "the next big thing": aclamadas pela crítica,
a New Music Express (NME) faz várias capas com tais
bandas, mas quando você as ouve logo pergunta: "é só isso?".
Com
o White Stripes esse hype se justifica. Primeiramente, o hype veio
com o terceiro disco, o excelente White Blood Cells (2001).
Portanto, não é uma banda que "nasceu" do hype. Ela já existia anteriormente.
E agora o hype volta. Mas nem precisava.
Eu
até estava me perguntando se este Elephant, quarto disco,
seria o melhor do White Stripes. Acho que não, creio que fica em
um honrado segundo posto, acima do ótimo De Stijl (2000)
e do disco de estréia. Se bem que pode ser o "efeito Coldplay".
Eu explico: assim que o segundo disco da banda inglesa (A Rush
of Blood to the Head) foi lançado, eu falei que o álbum era
muito bom, mas que achava o primeiro (Parachutes) melhor.
Aos poucos, A Rush of... foi me conquistando e hoje ele "ultrapassou"
o Parachutes.
Então,
vamos ao que interessa. Faixa por faixa, Elephant, quarto
disco da dupla:

"Seven
Nation Army": já empolga. Ótimo riff inicial de guitarra (sim, é
guitarra, não baixo), bateria envolvente e refrão forte.
"Black
Math": rock'n'roll! Riff de guitarra "segura" toda a canção. Claro,
escorada pela cadenciada bateria.
"There's
No Home for You There": a música é excelente, principalmente o final.
Só não gostei do fato do Jack White ter usado o mesmo riff de guitarra
de "Dead Leaves and the Dirty Ground", do disco anterior. Mas ao
vivo, emendando as duas, ficará legal.
"I
Just Don't Know What to Do With Myself": canção do Burt Bacharach.
Cover muito boa. Rock calmo, boa guitarra.
"In
the Cold, Cold, Night": vocal de Meg White. Balada legalzinha, mas
nada demais.
"I
Want to be the Boy to Warm Your Mother's Heart": excepcional. Uma
das melhores baladas da banda.
"You've
Got Her in Your Pocket": última canção da parte açucarada do disco.
Outra balada bacana. Seria a melhor balada do disco, se não fosse
a canção acima. Pra quem toca violão, aviso que ela é bem tranquila
e bem legal de tocar.
"Ball
and Biscuit": blues rasgado, ácido, algo como um "heavy blues".
Sujo, com muita distorção e barulho. Sete minutos sensacionais.
Algo que lembra os Stones antigos, mas quando chega no refrão fica
mais barulhento, característica bem peculiar da sonoridade da dupla.
Podem baixá-la na internet. Vale a pena.
"The
Hardest Button to Button": rock tradicional da banda. Começa cadenciada,
explode, volta a ficar mais lenta e mais tarde volta a acelerar.
Muito boa.
"Little
Acorns": depois de uma introdução de Mort Crim, começa a pauleira.
White Stripes fazendo rock pesado e se dando muito bem. Outra faixa
recomendadíssima. Esta não toca no rádio, nem por decreto.
"Hypnotize":
é a "Fell in Love With a Girl" deste álbum. E se parece bastante.
Rock'n'roll com menos de dois minutos de duração. Pra quem tem conexão
lenta, recomendo que baixem esta.
"The
Air Near My Fingers": outro rock dos bons. O teclado é o destaque.
A bateria, sempre contida e competente, também chama a atenção.
"Girl,
You Have No Faith in Medicine": outro destaque. Bem acelerada, é
o punk do White Stripes, com riffs no estilo Angus Young.
"Well
It's True that We Love One Another": diálogos insinuantes entre
Jack, Meg e Miss Holly Golightly. Mas assim que você descobre que
Jack e Meg são irmãos, perde a graça. Ou não...

Depois
de cinco anos sem gravar, o Cardigans está de volta com seu pop/rock
doce. A linda Nina Persson (agora morena) e sua trupe continuam
compondo lindas baladas (neste disco, mais folk e bem menos eletrônico)
e um ou outro rock, sempre como destaque. A melhor música do disco
é "Good Horse", rock pra cantar e tocar "air guitar". Mas as belas
e tradicionais canções sutis também marcam presença: "Communication",
"And then You Kissed Me", "Live & Learn", "Feathers & Down" e o
primeiro single, "For What It's Worth". E o vocal continua maravilhoso.
Fica a dica.

Sim,
continuo ouvindo o novo do Radiohead. O disco nem saiu, mas já o
considero como o melhor disco do ano. Sim, esse hype é meu!

Não
pude assistir o amistoso entre Brasil e México. Parece que dei sorte.

Andre
Agassi voltou a ser o número 1 do mundo no tênis. Aos 33 anos, é
o tenista mais velho da história a liderar o ranking. Ele merece
e dignifica a posição, algo que Lleyton Hewitt não fazia.

Eu
peço desculpas a todos os meus fãs (?) que estão me esperando no
show do Fanta Quest, mas infelizmente não vou poder ir. Não tenho
absolutamente nada para fazer, mas com certeza o ócio é uma atividade
muito mais lucrativa do que assistir a um show gratuito deles, perto
da minha casa.

Já
estou prevendo o melhor jogo do ano, em Tóquio: Paysandu x Real
Madrid. Que tal?

Na
próxima semana, falo sobre o novo disco do Ben Harper. E mais bobagens,
claro!
Links
do Sukrilius:
www.uol.com.br/folha/pensata
- coluna do jornalista Lúcio Ribeiro. Música, cinema, televisão,
só coisas boas. Claro, sempre há uma banda que ele "enche a bola"
e não é nenhuma maravilha, mas na maioria dos casos só grandes bandas
que poucos conhecem são recomendadas por ele.
www.screamyell.com.br
- ótimo site sobre cultura pop em geral. Música, cinema, teatro,
livros. Tudo que é interessante e bom está lá.
www.6emeia.cjb.net
- zine com ótimos textos, reflexões, críticas de shows, discos,
livros, filmes... Comandado pelo genial LF, grande amigo, sofredor
e DJ. Foi meu companheiro no antigo site Gritonline (www.gritonline.cjb.net).
www.soundmagazine.com.br
- outro site muito legal, que fala principalmente sobre música.
www.britrockgroup.hpg.ig.com.br
- Britrockgroup é uma lista de discussão do Yahoogrupos sobre rock
britânico e eu sou um dos moderadores desta lista.
www.udora.net
e www.valv.dk -
Sites de duas das melhores bandas de rock do país.
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