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Beagá, 02 de fevereiro de 2004 d.C.
 
Melhores de 2003
Por Sukrilius
 

Enfim, a coluna mais trabalhosa e, ao mesmo tempo, a mais prazerosa. Gosto dessas listas, pois sempre criam polêmica. Não só entre vocês, mas eu não vou olhar mais para ela, senão jamais ficará pronta. É como um desenho que nunca termina, pois sempre se insere mais algum detalhe. Quando fiz a lista dos melhores de 2002, considerei-a razoável. Uma semana depois, achei um tremendo exagero ter colocado o Foo Fighters na quarta posição. Isso é normal, aconteceu e vai acontecer sempre. Não quero que se prendam ao ranking e sim aos nomes. São 30 bons discos, que merecem uma ou várias audições.

Já antecipo que só vale material inédito. Reedições, discos ao vivo e coletâneas estão fora. Portanto não reclamem da ausência de Beatles, R.E.M., Red Hot Chili Peppers, Stone Temple Pilots, Coldplay, Led Zeppelin, Manic Street Preachers, Primal Scream, Chemical Brothers, Sheryl Crow, Rage Against the Machine, No Doubt, Pearl Jam, Dave Matthews Band e tantos outros. Aqui só vale disco de estúdio e inédito. Senão, vira bagunça.

Primeiramente, vou fazer uma média com alguns discos bacanas (nada excepcionais, na minha opinião) e outros razoáveis, que ficaram de fora do Top 30. Mas se você tem tempo, paciência e/ou uma boa conexão de internet, não deixe de conferir:

Evan Dando - Baby I'm Bored
Mogwai - Happy Songs for Happy People
The Thrills - So Much for the City
David Bowie - Reality
Groove Armada - Lovebox
Suede - A New Morning
Everclear - Slow Motion Daydream
Dashboard Confessional - A Mission, a Brand, a Scar
Mars Volta - De-Loused in the Comatorium
Strokes - Room of Fire
The Cooper Temple Clause - Kick Up the Fire & Let the Flames Break
Belle and Sebastian - Dear Catastrophe Waitress
Cat Power - You Are Free
Minus 5 - Down With Wilco
Madonna - American Life
The Sounds - Living in America
Goldfrapp - Black Cherry
Blink 182 - Blink 182
Korn - Take a Look to the Mirror
Hellacopters - By the Grace of God.

Todos esses discos ficariam entre a 31ª e a 50ª posição. Não vou colocá-los em ordem, porque não acho relevante. Se alguém quiser, posso mandar a ordem que julgo razoável por e-mail.

Então chega de enrolação. Vamos logo pro Top 30, que vai dar polêmica com certeza. Vou deixar o melhor pro fim, só pra aumentar o suspense...

30º
Travis
12 Memories

Quase escapa do Top 30. Já estou achando o disco um pouco melhor, desde que fiz minha resenha, mas ele ainda está anos-luz dos dois primeiros discos da banda. Para fãs de última hora do Coldplay e pra quem acha que o engodo Emmerson Nogueira serve pra alguma coisa. Também é recomendável pra quem gosta de chuva, quem ainda come Danoninho e quer aprender a tocar violão (só quer...).

29º
Live
Birds Of Pray

Mais um disco bacana do Live. É uma banda que dirige no piloto automático. Faz sempre aquelas musiquinhas bacanas de ouvir no rádio, mas não vai mudar sua vida. Para fãs de R.E.M. que querem algo "menos cabeça" e pra quem ainda acredita que o Lenny Kravitz vai revolucionar o rock.

28º
Marilyn Manson
The Golden Age Of Grotesque

Dessa vez, Manson se aproxima definitivamente do rock industrial (leia-se Nine Inch Nails) e faz um dos seus melhores trabalhos. O dvd bônus é de assustar. Recomendado para quem usa a camisa do Slipknot (mas não sabe pronunciar corretamente o nome da banda), para quem já ouviu falar em Alice Cooper e tem alguns discos ao vivo do Kiss (na verdade, são emprestados do tio).

27º
Pete Yorn
Day I Forgot

Boas melodias pop, esse cara é bom. Não brilha tanto como no disco de estréia, mas a competência nos arranjos e letras garante uma posição honrosa. Recomendo para pessoas que possuem uma sala de estar grande e arejada, que preferem margarina à manteiga e acham o Chris Martin (Coldplay) o máximo.

26º
The Coral
Magic & Medicine

Mantendo o nível de qualidade e psicodelia do primeiro disco, esses garotos chegados em blues e no movimento flower power de 1967 lançam outro disco pra viajar. Literalmente. Disco recomendado para quem é chegado em uma substância ilícita bem convencional, além dos neo-hippies chatos e para os que não cansam de ouvir Sgt. Peppers dos Beatles, Their Satanic Majesties Request dos Stones, The Doors e Syd Barrett.

25º
Zwan
Mary Star Of The Sea

Billy Corgan (ex-Smashing Pumpkins) é um dos rockstars que mais admiro. Com o fim dos Pumpkins (fim triste, mas oportuno), ele descolou um sorriso nos lábios e fez o Zwan, que já acabou. Seu único registro mostra que a banda é boa, Billy continua compondo bem. Mas deixa claro que ele é mais inspirado quando está triste, e o Zwan é demasiadamente ensolarado pra ele. Mesmo assim, fica em 25º. Bom para os órfãos do Smashing Pumpkins e pra quem quer ouvir rock na praia.

24º
Darkness
Permission To Land

Justa posição pra essa banda muito divertida que acabou sendo levada a sério. Gosta de hard rock dos anos 80? Riffs de guitarra como do Angus Young, do AC/DC? O vocal é afetadíssimo (pra não dizer outra coisa), imagine o Freddie Mercury (Queen) em seus dias mais cor-de-rosa... O mais incrível é que a banda é boa e vendeu bastante. Palmas para eles. Recomendado para os "metaleiros de cabelo curto" que guardam no armário aquela camiseta do Judas Priest ou um pôster do Poison e para quem (como eu) ainda acha AC/DC demais.

23º
Cave In
Antenna

Outra boa revelação pra quem gosta de um rock bem agressivo, bem barulhento, sem ser tão pesado (algo na praia do Foo Fighters). Bons músicos, boas melodias em um disco muito bacana. Para os órfãos do grunge e para quem gosta de rock barulhento sem ser aquele "metal pula-pula". Se você tem saudades dos bons tempos do Bush, do Soundgarden e já não vê graça no Papa Roach, não perca tempo.

22º
Ryan Adams
Love Is Hell

Love Is Hell demorou pra ser lançado porque a gravadora o considerou "demasiadamente depressivo". É um disco bem triste sim, mas pra quem está acostumado a ouvir Portishead, Radiohead, Joy Division e similares, não assusta. Bem introspectivo, bem folk mas sem a riqueza de arranjos de Gold (2001), ainda seu melhor trabalho. De qualquer modo, Ryan Adams prova que, entre os novos artistas, ele só perde pro Wilco na praia do folk/country/rock. Disco pros fãs de Dylan, Neil Young, Nick Drake e pra quem quer mostrar pra namorada que é um cara sentimental.

21º
Delgados
Hate

Viva a melodia. Quem gosta de algo mais complexo, sublime, onde os arranjos orquestrados estão muito bem dosados com o bom rock escocês, vai adorar. Recomendável para fãs de Grandaddy que gostam de algo mais cru, para quem ainda gosta do Spiritualized e para os fãs do último disco do Verve e da carreira solo do Richard Ashcroft. Não conhece nenhum desses artistas citados? Então, vá ouvir o White Album dos Beatles... Depois a gente conversa.

20º
Deftones
Deftones

O Deftones continua fazendo new-metal da melhor qualidade sem ser new-metal. O vocal (como sempre) cansa um pouco, mas o disco possui belíssimas melodias e uma das capas mais feias do ano. Para quem acha Linkin Park e Creed coisa de adolescente (mesmo sendo um), acha Incubus sensacional (mas sente falta de uma guitarra mais pesada) e Radiohead algo ainda complexo e distante, Deftones é a opção.

19º
Placebo
Sleeping With Ghosts

O Placebo continua fazendo singles sensacionais e discos bons, mas que pecam um pouquinho. Este álbum possui um punhado de canções excelentes, que justificam a presença no Top 20. Brian Molko e cia. empolgam e derrubam o ouvinte com uma facilidade incrível. Indico para quem venera David Bowie e para quem acredita nessa besteira de metrossexual e sempre quer estar na moda, por mais ridículo que isto possa representar. E não falem mal do Garbage!

18º
Stereophonics
You Gotta Go Back To Come There

Kelly Jones continua tendo uma das mais belas vozes do rock. Sua banda continua fazendo rocks de primeira, mas às vezes eles ainda se atrapalham um pouco. Mesmo assim, os 'Phonics seguram firme a bandeira do bom e velho britrock (Paul Weller, Stones, Beatles, The Who...). Indico para quem tem cabelo grisalho e gosta desses artistas acima, para quem cansou de ouvir Oasis, para órfãos do Black Crowes e para quem prefere a fase rock do Radiohead.

17º
Massive Attack
100th Window

Mesmo desfalcado, o time do Massive Attack ainda é forte e mostra que tem força pra ganhar qualquer campeonato, sempre chamando estrelas de primeiro escalão pra reforçar seus quadros. Aqui há uma pequena mudança, com as músicas soando um pouco arrastadas e introspectivas. Se não fosse isso, entraria fácil no Top 10. Para fãs de Portishead, para quem gosta de "viajar" mas se cansou de reggae e para quem gosta de música eletrônica calma mesmo não fazendo idéia do que isso seja.

16º
Jane’s Addiction
Strays

Perry Farrel, Dave Navarro e cia. voltam e mostram o que são capazes de fazer. Um vocal lisérgico, um ótimo guitarrista e uma cozinha competente. Resultado: um dos melhores discos de rock'n'roll do ano. Indico para fãs do Red Hot Chili Peppers (fase One Hot Minute), para quem já ouviu falar em Porno for Pyros e para quem acha que o Red Hot Chili Peppers está pop demais.

15º
A Perfect Circle
Thirteenth Step

Outro disco de rock que merece destaque. Tem rock barulhento, momentos calmos e as tradicionais viagens... Para fãs do Tool, para quem idolatra o Mellon Collie and the Infinite Sadness do Smashing Pumpkins e para os que adoram comparar Tool com A Perfect Circle e sabem o nome de cada integrante que entrou e saiu dessa banda. Quem gosta de Queens of the Stone Age vai se interessar também...

14º
Neil Young
Greendale

O maior nome do rock canadense (não venham falar de Rush!) continua em plena forma. Agora vem com um disco temático, onde Young criou a cidade chamada Greendale e conta a vida da família Green. Recomendo para os eternos fãs do cara e para quem gosta de prestar atenção nas letras e tem (ou conhece) "Tommy", do The Who.

13º
Cardigans
Long Gone Before Daylight

A banda liderada pela graciosa Nina Person lançou outro disco muito bom. No início, eu até estranhei. Mas é só colocar novamente no cd player e se deliciar com a voz doce e os belos arranjos. Indico para quem se cansou da histeria do Cranberries, para quem se cansou da monotonia de uma Cat Power, Fiona Apple, Bjork ou Tori Amos. E para os fãs desiludidos da Jewel (que "se vendeu") e acham a Dido o máximo.

12º
Ryan Adams
Rock N Roll

Isso mesmo, rock and roll. Ryan Adams entra com tudo no rock e faz um discão. Rock tosco, pra dar aula nos Strokes e sem o hype do White Stripes. Se você acredita nessa bobagem da "next big thing", lê religiosamente a coluna do Lúcio Ribeiro na Folha Online, acha que realmente uma nova banda vai salvar o rock (hahaha!), esse é o seu disco. Caso contrário, escute-o também.

11º
Blur
Think Tank

Mesmo sem seu melhor músico (o guitarrista Graham Coxon só toca em uma faixa), o Blur mostra que um cão pode andar perfeitamente com três patas. O baixodo Alex James ganhou espaço e Damon Albarn ganhou toda a liberdade pra experimentar. No início, soa estranho, mas nada que assuste. Depois que você se acostuma, empolga. Longe de ser o melhor disco da banda, mas é um disco do Blur. E isso (ainda é) muita coisa. Recomendo para quem gostou (ou não) do Gorillaz e do (horrível) disco solo do Albarn. Os fãs do bom rock inglês vão estranhar mas, pra quem conseguiu engolir o último disco do Cornershop e as últimas estripulias do Radiohead, não será tão penoso.

10º
Starsailor
Silence Is Easy

Se o britpop não morreu, o Starsailor é quem mantém o gênero vivo. Se ele de fato morreu, o Starsailor reergueu ao seu modo. Desde já um clássico, com melodias que grudam no ouvido, canções rock que soam pop. Delicioso, começa bem o Top 10. Recomendo para fãs de algumas fases do Blur, Oasis, Radiohead, Manic Street Preachers, Muse e para quem gosta de dormir de meia e tomar café da manhã na cama.


Muse
Absolution

Mais um ótimo disco do Muse, que se desvinculou do rótulo de "o Radiohead da fase rock". O vocal Matt Bellamy lembra muito o Thom Yorke, as composições são complexas e maravilhosas. Se você gosta de Radiohead, de rock com piano e baladas de cortar os pulsos, ouça imediatamente. Hã? Como eu definiria o som do Muse? É tipo a fase rock do Radiohead, entende?


Stephen Malkmus & The Jicks
Pig Lib

Enfim, o ex-líder do aclamado e superestimado Pavement acertou os ponteiros em sua carreira solo. Depois de um primeiro disco apenas razoável, Malkmus se entrosou com os Jicks e mostra que existe vida além do Pavement, mesmo que o disco faça lembrar bastante os discos da banda (principalmente o Wowee Zowee). Para fãs do Pavement (dããã!), para quem não se rotula como "indie" mas só escuta os dois primeiros discos do Weezer e para quem conhece Ben Kweller.


Ben Harper
Diamonds On The Inside

Finalmente, Ben Harper realizou um trabalho consistente e completo. Seus discos anteriores eram bons, mas irregulares. Agora, o rapaz acertou a mão. Mistura rock, pop, reggae, funk, soul, blues em um caldeirão saboroso, temperado por arranjos pra lá de felizes e um vocal primoroso. Para quem não se prende a um estilo específico de música, ouve de acid jazz até rock'n'roll. Enfim, para quem tem bom gosto musical e gosta de expor isso para os outros, mesmo que isso seja a coisa mais ridícula do mundo.


White Stripes
Elephant

Esqueça o hype, o disco é bom mesmo. O show já não é. Então, se você gosta de grunge, gosta de blues e sempre que ouve uma guitarra rasgando seus ouvidos grita "é rock'n'roll", confira esse disco, o quarto dessa dupla. Também indico para os "hypers" de plantão, que não conseguem ter opinião própria e acreditam no New Music Express e em jornalistas que "ditam opinião" - porque eu, pessoalmente, ainda acho melhor o White Blood Cells.


Spiritualized
Amazing Grace

O disco começa com boas doses de rock'n'roll. Em seguida, feche os olhos, deite-se na cama e delicie-se com as mais belas baladas de 2003. Depois a gente conversa. Para fãs de rock'n'roll que gostam de esvaziar a cabeça com algo triste e belo e se cansaram do Radiohead, acham que o Coldplay tem muito piano e que o bandolim do Travis irrita demais.


Grandaddy
Sumday

O que seria do rock calmo, agradável e viajante do Granddady sem suas maravilhosas melodias e um vocal soberbo? Se você não gostou do Spiritualized (por causa das faixas mais agitadas), dê uma chance ao Grandaddy, que lançou seu melhor trabalho em 2003. Também recomendo para quem gosta de dirigir na chuva e para quem prefere comer alface com o garfo.


Iggy Pop
Skull Ring

Tosco, sujo e maldito: Iggy Pop está de volta. Ora com os Stooges, ora com os Trolls, ora sozinho, ora com o Green Day... Enfim, punk rock da melhor qualidade rola solto e não dá pra dar uma nota inferior a 9,5 (culpa da Peaches, que tenta estragar duas faixas, senão seria nota 10). Para todos os fãs de punk rock, desde os baba-ovo dos Ramones, aos que se consideram "acima do punk" (The Clash), os punks de boutique (Sex Pistols), os punk-pops (Green Day e seguidores) e pra quem quer assustar a empregada doméstica.


Radiohead
Hail To The Thief

Se você conseguiu gostar de todos os discos do Radiohead (inclusive esse), tenho que afirmar: você não é normal. Não é mesmo, pois entender o que essa banda faz não é tarefa fácil. Hail to the Thief é apenas o terceiro melhor disco da banda, mas isso é muita coisa. Você ouve o disco, não entende e não gosta. Dê outra chance, o Radiohead é um vírus que te contamina aos poucos. Até você adoecer, demora um pouco.

Alguns se vacinam, já falam mal logo de cara e veneram a fase inicial, porque é indolor, você ouve e já gosta. Também prefiro a fase inicial (sem "The Gloaming" e "Backdrifts" este seria o disco do ano), mas todo esse emaranhado de canções complexas (se é que são canções) são perfeitamente assimiláveis no mundo criado por Thom Yorke. "There There" é pop como Robbie Williams, só que há um mero abismo entre o "pop convencional" e o pop que o Radiohead insiste em fazer (ou tentar fazer), mesmo não sendo feliz em todas as ocasiões.

Se você não gostou, parabéns, você é uma pessoa normal. Pegue seu casaco, vá trabalhar e tenha mais um dia normal e tedioso. E não se esqueça do guarda-chuva!


Metallica
St. Anger

O Metallica deu gás e popularizou o heavy metal nos anos 80 até o início dos anos 90. Resolveu encher os bolsos e amaciar o som. Agora, não chego ao ponto de dizer que a banda voltou a revolucionar o heavy metal. Simplesmente, fez o disco de rock pesado que toda a banda tentou fazer, mas nunca conseguiu. É propositalmente tosco e longo. É grande, mas não cansa. As faixas possuem partes repetidas, mas nem parece. O chato Lars Ulrich está tocando como nunca. Não tem baladas, nem solos de guitarra. Tudo é tosco, grave. É desnecessário usar o botão 'power bass' do seu aparelho. As faixas te agridem, transbordam em fúria, empolgam, te fazem gritar.

Enfim, St. Anger é ideal para dirigir em alta velocidade, beber cerveja, gritar refrões e tentar acompanhar a bateria ("air drum"). Como sou adepto de todos os requisitos acima, revelo que esse é o disco que mais ouvi em 2003, pois serviu para mim como uma luva. Se você quer assustar seus vizinhos e liberar toda a sua raiva ("Set my anger free"), ouça seguidas vezes. Se você é metaleiro fã de Dream Theater, admira Pink Floyd e um bom blues, eu até entendo se você não gostar do disco. Mas às vezes a gente se contenta com um pão com manteiga mesmo, o trivial te sustenta muito mais do que algo fino e requintado, em vários compassos. Divirta-se com Metallica, mas não compre o disco. Pegue-o na internet, por favor.

Se você se interessou, vou fazer uma lista de 30 músicas (uma de cada disco) que resumem muito bem o que foi 2003:

Travis - “Re-Offender”
Live - “Heaven”
Marilyn Manson - “This is the New Shit”
Pete Yorn - “Burrito”
The Coral - “Talkin' Gypsy Market Blues”
Zwan - “Of a Broken Heart”
Darkness - “I Believe in a Thing Called Love”
Cave In - “Inspire”
Ryan Adams - “Love is Hell”
Delgados - “All You Need is Hate”
Deftones - “Minerva”
Placebo - “This Picture”
Stereophonics - “Nothing Precious At All”
Massive Attack - “Special Cases”
Jane's Addiction - “Just Because”
A Perfect Circle - “The Package”
Neil Young - “Devil's Sidewalk”
Cardigans - “Good Horse”
Ryan Adams - “Shallow”
Blur - “Out of Time”
Starsailor - “Silence is Easy”
Muse - “Time is Running Out”
Stephen Malkmus & The Jicks - “1% of One”
Ben Harper - “She's Only Happy in the Sun”
White Stripes - “Ball and Biscuit”
Spiritualized - “Cheapster”
Grandaddy - “Now It's On”
Iggy Pop - “Loser”
Radiohead - “There There”
Metallica - “Dirty Window”.

É isso. Volto depois do carnaval. Ou antes, quem sabe. Até lá!

Links do Sukrilius:

Real Love  -
Smashing
Pumpkins Song Adoption

Hang On

www.screamyell.com.br - ótimo site sobre cultura pop em geral. Música, cinema, teatro, livros. Tudo que é interessante e bom está lá.

www.britrockpost.blogger.com.br - Blog que participo, sobre rock inglês.

www.udora.com, www.valv.dk, www.hurtmold.cjb.net e www.4sale.kit.net - Sites de quatro das melhores bandas de rock do país.

merrymelodies.blogger.com.br - blog do Caboclo Alaranjado, comparsa do ABACAXI ATÔMICO.

perplexoes.blogger.com.br - blog da Menina Enciclopédia, também comparsa do ABACAXI ATÔMICO. Música, cinema, só coisas interessantes.

dyingdays.net/index.html - site em português especializado em rock dos anos 90. Simplesmente indispensável.

sondazkavernas.blogspot.com - blog do meu amigo Terence Machado, do programa Alto Falante, único programa da tv aberta para fãs de boa música.

 
Sukrilius é músico frustrado e tenista arrependido, além de estar momentaneamente desempregado. Ofertas de emprego podem ser enviadas para o e-mail sukrilius@abacaxiatomico.com.br.

 

 

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