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Hoje
vou falar sobre o enésimo disco ao vivo do Pearl Jam. É, mais um...
Acabou de ser lançado o cd triplo Live at State College Pennsylvania,
gravado no dia 3 de maio deste ano.
A
banda continua lançando discos ao vivo a torto e a direito para
conter a pirataria, os bootlegs. É uma medida mais interessante
do que ficar processando todo mundo, como o Metallica faz. E os
fãs saem ganhando. São 39 faixas, sendo 34 músicas, e mesmo assim
muita coisa boa ficou de fora. A justificativa é simples.
Depois
do "crássico" e aclamado Ten (para muitos, uma "coletânea",
haha), veio o maravilhoso Vs.. Daí em diante, a banda começou
a fugir da sonoridade grunge e continuou fazendo bons álbuns (os
ótimos No Code e Vitalogy, além do belo e injustiçado
Yield, do irregular Binaural e do bacana Riot Act),
despertando críticas negativas dos "órfãos do grunge". Isso sem
contar o fabuloso Live on Two Legs (ao vivo). Depois do Binaural,
a banda lançou uma avalanche de discos ao vivo, além de um DVD também
ao vivo (o excelente Touring Band, de 2000). Agora, a série
recomeça (?), após o Riot Act.
Os
fãs vão gostar, sem dúvida. Agora, se você quer economizar um pouco,
adquira os duplos ao vivo de Paris (08/06/2000) ou Milão (22/06/2000).
Eu escutei uns dez discos ao vivo "dessa safra" e esses dois são
os que eu mais gostei. Mas já te aviso que o disco simples Live
on Two Legs (1998) já quebra um galho e tanto...
Como
são muitas canções, farei rápidos comentários sobre as mesmas, ok?

CD
1
"Release":
rock calmo, muito bom. Serve mais como aperitivo para o que está
por vir.
"Save
You": a melhor canção do Riot Act fica ainda mais bacana. Rock'n'roll
impecável.
"Animal":
esta é manjada! Um dos clássicos, ainda executado com fúria e dedicação.
Esses hits dispensam maiores comentários.
"Corduroy":
uma das melhores canções do Pearl Jam, ao vivo fica ainda melhor.
Riffs marcantes, empolga mais que a versão original do Vitalogy.
"Cropduster":
boa faixa do Riot Act, que fica um pouco mais pesada.
"Elderly
Woman Behind the Counter in a Small Town": outro clássico da banda,
que dispensa muitas palavras. Vedder canta e o público acompanha.
Versão diferente, com a bateria entrando depois. Legal.
"Even
Flow": alguém aí não conhece? Aqui Vedder canta bem melhor, porque
em alguns discos ao vivo a voz dele fica um pouco rouca. Nessa versão
ele canta bem, e a galera vai junto. E, mais uma vez, ótimos solos
das guitarras.
"Grievance":
um dos destaques do Binaural. Por ser bem rock'n'roll, ganha novo
fôlego executada ao vivo. Nervosa, vibrante, ótima.
"I
Am Mine": o primeiro single do mais recente disco de estúdio da
banda recebe uma injeção de ânimo. Chega ao ápice no final, com
o belo solo de guitarra e uma microfonia (!).
"Rear
View Mirror": destaca-se, pois a banda dá uma "esticada" na canção,
com improvisos. Mais de 9 minutos imperdíveis.
"Nothingman":
bela e sonolenta canção. A vantagem de ser ao vivo é a participação
do público, que anima um pouco (0,5%).
"Daughter":
maravilhosa balada. No final, Eddie Vedder canta trechos de "Highway
to Hell", do AC/DC, e "Another Brick in the Wall (Vr. II)", do Pink
Floyd. Não precisava.
CD
2
"Lukin":
de cara, canção das mais agitadas, presente no álbum No Code. E
Vedder dá conta do recado.
"Whipping":
outra pauleira do Vitalogy, para a alegria de quem acha que os caras
estão velhos e só gostam de tocar baladas.
"MFC":
ótima música (do Yield), perfeita para os shows: curta e agitada.
"Jeremy":
mais um hit do primeiro disco. Magnífica, nada a acrescentar.
"Blood":
"porrada na orelha", como já dizia Gastão Moreira, para a alegria
(principalmente) dos fãs mais antigos.
"You've
Got to Hide Your Love Away": Vedder na voz, violão e gaita. Ficou
legal, principalmente porque o vocalista erra (!) e prossegue. A
galera curtiu e cantou. Versão bonita, descompromissada. Seria uma
heresia compará-la com a original dos Beatles.
"Gimme
Some Truth": também fez parte do "set acústico". Bonitinha, boa
letra, mas que não atrai muito.
"Breath":
bom rock, principalmente no solo da guitarra. Mas passa meio que
despercebida no meio de outras melhores.
"Do
the Evolution": excelente canção, principalmente a letra. Ao vivo,
ela se torna mais rápida, com Vedder cantando com mais agressividade,
o que nem sempre dá certo.
"Black":
talvez a mais famosa balada do grupo. Confesso que estou meio enjoado
de escutá-la. Desta vez, o quinteto executou uma versão interessante,
mais "light", calma e contida. O final é belíssimo.
"Alive":
mais um hit. Tocado de forma burocrática, mesmo assim a platéia
adorou, porque a música é muito boa. Mas ao vivo poderia ser melhor.
"Last
Exit": rock dos bons, que a banda não tocava ultimamente. Bom refrão,
sem empolgar.
"Mankind":
linda, uma das melhores faixas do Pearl Jam que não viraram hit.
O destaque é a guitarra, contagiante.
CD
3
"Down":
lado B escrito pelo guitarrista Mike McCready. Bons riffs e um ótimo
solo em um rock cadenciado.
"Betterman":
está entre as minhas preferidas. Maravilhosa, é uma pérola que sempre
fica mais emocionante ao vivo.
"Satan's
Bed": como a anterior, também do Vitalogy. Canção que não é tocada
com regularidade. Razoável.
"Leaving
Here": rock empolgante, com direito a canja de todos os músicos.
Diversão garantida.
"Crazy
Mary": muito boa, canção enorme, cheia de improvisos. O teclado
dá um show... Nem comento mais as guitarras...
"Porch":
versão ensandecida, com mais de 10 minutos de duração. Simplesmente
indispensável.
"Fortunate
Son": boa cover do Creedence Clearwater Revival. Mas prefiro a original.
"Rockin'
in a Free World": outra cover, essa do (fera) Neil Young. A versão
original é insuperável, mas o Pearl Jam sempre fez releituras caprichadas,
como esta, que tem mais de 11 minutos de duração.
"Yellow
Ledbetter": pra finalizar, mais uma belíssima canção. Encerramento
digno de uma grande banda.
Corra
atrás!

Estou
louco pra escutar o novo disco do Jane's Addiction. Já que está
meio complicado de achar no Kazaa, se alguém souber um link me passe,
por favor...

Fui
conferir o tão aclamado Kings of Leon. O som da banda é bom, eles
possuem boas referências. Mas o vocal é terrível, desastroso. Uma
das piores vozes que já escutei (pior que a minha!). O Bob Dylan,
nos piores momentos, possui uma voz mais palatável.

Morri
de rir com os e-mails que recebi dos fãs do Jota Quest. Até se passaram
por Rogério Flausino e Márcio Buzelin. Além de não saberem o que
é boa música, ainda cometem o crime de falsidade ideológica. Que
beleza!

O
Marcelo Costa, do site Scream & Yell, escreveu um texto muito bacana
sobre o The Clash. Vá lá e confira.

Na
próxima coluna, vou (tentar) falar sobre os novos discos do Hellacopters,
Sugar Ray, The Thrills, Pete Yorn, Starsailor, Muse e Tianastácia.
Bom, se conseguir falar da metade, já está bom não é mesmo? Até!
Links
do Sukrilius:


www.screamyell.com.br
- ótimo site sobre cultura pop em geral. Música, cinema, teatro,
livros. Tudo que é interessante e bom está lá.
www.6emeia.cjb.net
- zine com ótimos textos, reflexões, críticas de shows, discos,
livros, filmes... Comandado pelo genial LF, grande amigo, sofredor
e DJ. Foi meu companheiro no antigo site Gritonline (www.gritonline.cjb.net).
www.britrockpost.blogger.com.br
- Blog que participo, sobre rock inglês.
www.udora.net,
www.valv.dk, www.hurtmold.cjb.net
e www.4sale.kit.net
- Sites de quatro das melhores bandas de rock do país.
merrymelodies.blogger.com.br
- blog do Caboclo Alaranjado, comparsa do ABACAXI ATÔMICO.
perplexoes.blig.ig.com.br
- blog da Regina Andrade. Música, cinema, só coisas interessantes,
além de elogios a este site (aí é demais, hein?).
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