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Aê
cambada! Estamos de volta! E pra começar bem...

Back
in the U.S. é um documento definitivo. Quem possuir um aparelho
de DVD tem a obrigação de ter esse show em casa. Ok, peguei pesado.
Mas merece ao menos uma locação. Quem não tem DVD, pode comprar
as cópias piratas em VHS no centro das grandes cidades.
Por
que? É um filme, um documentário, de 3 horas com o artista, o músico
mais importante da atualidade: Paul McCartney. Um show do Paul é
um consolo e tanto pra quem não viu os Beatles de perto, ao vivo.
Eu, fã dos Beatles, me emocionei com essa apresentação, pois a sensação
de ver (e ouvir) Paul cantando as eternas maravilhas dos Beatles
é indescritível.
Ok,
Paul está velho. Talvez morto (hahaha). Ele não canta mais como
outrora. E o público norte-americano é um dos piores pra registrar
um show. São frios, só se empolgam quando a câmera chega perto.
Aí, começam a rebolar e exibir suas banhas, sustentadas por porções
diárias de hot-dog, bacon com ovos e Coca-Cola. Infelizmente, não
há legendas. Mesmo assim, é possível entender cada palavra ou grito
que os fãs desesperados remetem ao "Sir" Paul.
Em
relação ao show, não exagero: memorável. E há também no DVD uma
seção chamada "sound check", com algumas canções gravadas na passagem
de som. A que mais me empolgou foi uma versão punk rock para "Hey
Jude". É sério. Ficou sensacional.
Meu
amigo Terence Machado (do excepcional programa Alto Falante,
da Rede Minas, retransmitido pela Rede Cultura) definiu perfeitamente
esse show do Paul: "arrepiante, emocionante, indispensável".
Ah,
a banda que acompanha McCartney é excelente, primorosa (até nos
backing vocals). E as canções? É um desfile de pérolas e clássicos
dos Beatles e de Paul:

Paul
McCartney
Back in the U.S.
"Hello,
Goodbye": já começa arrebentando. Crianças cantam na platéia, mulheres
choram de alegria. Música sensacional (vou repetir bastante essa
palavra), Paul canta e toca baixo (Hoffman) como sempre.
"Jet":
uma das melhores canções de Paul "pós-Beatles". Refrão bacana, o
baterista (literalmente, "um monstro") já mostra serviço.
"All
My Loving": Enquanto a banda toca, no telão aparecem as imagens
dos Beatles chegando para a turnê nos EUA. A versão é fiel, precisa.
"Live
and Let Die": clássico de Paul (não, não é do Guns n' Roses...),
com as explosões de praxe. Magnífica, um hit.
"Coming
Up": outra boa canção de Paul. Sim, sua carreira é irregular, mas
nesse show só entraram algumas de suas melhores músicas.
"Blackbird":
violão e voz, canção linda como sempre foi.
"We
Can Work It Out": releitura bacana. Finalmente, o público (bem morno)
começa a cantar.
"Here,
There and Everywhere": irresistível. Uma versão mais intimista e
não menos bela.
"Eleanor
Rigby": já estou ficando repetitivo. A culpa não é minha, não totalmente.
Paul também é responsável. Os backing vocals são perfeitos, o tecladista
"reproduz" a orquestra com perfeição. Tem dedo do George Martin.
"Loving
Flame": bela canção do último disco (o bom Driving Rain,
de 2001). Antes de cansar, ela acaba.
"The
Fool on the Hill": outro "crássico" interpretado de forma irretocável
por Paul.
"Getting
Better": "Getting better all the time", empolgante. Destaque para
a bateria "preguiçosa", baixo e vocais.
"Here
Today / Something": só com Paul no violão, serviu mais para homenagear
Lennon e Harrison. As versões originais são melhores.
"Band
on the Run": fabulosa canção de Paul. Toda a banda mostra seu valor.
Mas destaco a guitarra e o teclado, que são de arrepiar.
"Let
Me Roll It": melodia pegajosa, logo te encanta. Paul na guitarra,
refrão delicioso. O riff de guitarra, marcante, e a bateria ainda
conseguem roubar a cena.
"Back
in the USSR": impecável, empolgante, nota dez.
"My
Love": feita para Linda McCartney. Bonitinha. E só.
"Maybe
I'm Amazed": outra canção de Paul que ganha força, fica ainda melhor
ao vivo.
"Freedom":
Paul faz uma homenagem às vítimas do atentado de Set./2001. No meio
de todo esse insuportável nacionalismo norte-americano, a canção
se destaca. É a melhor canção de Paul dos últimos anos.
"Let
It Be": ainda no clima da canção anterior. Não importa, pois "Let
It Be" é uma canção eterna, bela de qualquer jeito.
"Hey
Jude": outro golpe baixo. Preciso falar que é maravilhosa?
"Can't
Buy Me Love": já fui nocauteado. Que seqüência...
"Lady
Madonna": putz, que adjetivo ainda não usei? Já sei: esplêndida.
"The
Long and Winding Road": na canção brega mais bonita de todos os
tempos, a voz de Paul falha totalmente no início. Ponto pra ele,
que produziu o DVD, por ter mantido a falha. A faixa prossegue,
piegas e maravilhosa como sempre.
"Yesterday":
ao lado de "Let It Be" e "Hey Jude", forma "o trio de baladas que
nenhuma banda fará melhor". Sobre a música? Ué, emocionante, linda...
"Sgt.
Pepper's / The End": "Gran Finale": a 2ª versão (mais acelerada)
de "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" emendada com a primorosa
"The End".
Sim,
ainda tinha "I Saw Her Standing There" enquanto aparecem os créditos.
E tinha bônus tracks: as belas "Driving Rain", "Every Night" e a
maravilhosa dobradinha: "You Never Give Me Your Money / Carry That
Weight". De arrepiar.
Nem
precisava, mas Paul McCartney comprova que ele é o artista vivo
mais importante e mais influente do cenário pop.

O governo
Lula começou como eu já esperava. Calma, gente. Ainda vai piorar.
O tempo só vai abrir em 2004. Mas o governo exagerou, foi muito
bonzinho com o ACM...

E a
guerra, hein? O motivo desta guerra é tão nítido que se o Saddam
enviar todo o seu petróleo para a Coréia do Norte, imediatamente
as tropas saem do Golfo Pérsico e seguem para atacar os norte-coreanos
e seu governante, alegando as mesmas razões. E os EUA sim, podem
ter "armas de destruição em massa" - logo eles que utilizaram essas
armas (bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki).

Mudando
totalmente de assunto: as novas regras da Fórmula 1 deram resultado.
Um pódio sem a Ferrari é o maior exemplo de que as corridas vão
voltar a atrair o público. Só falta os pilotos brasileiros manterem
seus carros na pista...

Estou
ouvindo muita coisa. O novo do Blur é ótimo, mas não tem a ver com
o Blur antigo. Também vou falar do Zwan, Groove Armada... Na próxima
semana. Até!
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