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| Beagá,
Quinta, 26 de dezembro de 2002 d.C. |
| E-mail para esta coluna: chinaski@abacaxiatomico.com.br Os Faichecleres: a canalhice de volta ao rock and roll Eles conseguiram um feito raro na mais que autofágica capital das araucárias. Contam com um público fiel, numeroso e feminino. Seus shows são verdadeiras celebrações do rock and roll com aquele ar de inocência sixtie. Menininhas de cabelinhos curtos e pesada maquiagem dançam freneticamente e cantam todas as músicas juntas em frente ao palco, os rapazes não conseguem ficar parados e vão ao êxtase em letras que falam de sexo, sacanagem e meninas, sexo, sacanagem e meninas. Tudo, repito, com aquele inocência sixtie. Eles são os Faichecleres, e acredite: são, disparado, a melhor banda gaúcha do momento, mesmo estando em Curitiba. Explico: Giovani (baixo e voz) e Tuba (bateria) são do Rio Grande do Sul e de lá trazem aquele jeito chinelão e legal de fazer rock que se consagrou com o Cascaveletes. Visual mod, melodias bacanas que misturam jovem guarda com Rolling Stones e que grudam no ouvido e letras simples, irônicas sem o humor publicitário dos gaúchos mais recentes. Tudo se encaixa. De quebra, Tuba imita desesperadamente o Keith Monn. E acredite, ele se sai bem. Os elogios rasgados também não são exclusividade minha. Os rapazes fizeram bonito em São Paulo, Rio e Brasília, e a imprensa do eixão se rendeu aos meninos sem antes perguntar: "mas eles não são de Porto Alegre?". Os caras estão preparando um cd e é esse meu único medo. Não sei se eles vão conseguir colocar toda energia que têm ao vivo no disco. Se eles conseguirem, prepare-se: a canalhice está de volta ao rock and roll.
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Henry Chinaski é jornalista, correspondente do ABACAXI ATÔMICO em Curitiba e escreve neste espaço às quintas-feiras. |
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