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Cony,
em sua coluna na Folha, disse que a Guerra no Iraque é o
assunto único na imprensa brasileira. Concordo e falo da situação
aqui de Curitiba. É fato que os jornais curitibanos não têm nenhuma
importância nacional e, raras vezes, são lidos fora dos limites
da cidade. Mesmo assim, os editores em sua boa-fé, inocência ou
mesmo em sua visão megalomaníaca, não cansam de dar manchetes e
abrir fotos gigantes com a briga de Bush, Blair e Saddam.
A guerra
é o assunto do momento sem dúvida, e fechar os olhos pra o que lá
acontece é se alienar. Só que nunca uma guerra teve tanta cobertura,
(pelo menos em teoria) quanto essa. Tvs a cabo e mesmo a TV aberta
estão dando atenção total ao conflito. Meia hora na internet também
é suficiente para você se sentir um big brother bélico, vendo ao
vivo as bombas que caem sobre Bagdá. Opiniões e análises também
não faltam. Para tudo e para todos. Todo mundo quer ser o último
grande entendedor do conflito, em análises que tratam de Petróleo,
da cotação do dólar em relação ao euro, da família de Bush, de Deus
e da importância do Papa.
Nada
contra, repito. A variedade de opiniões é fundamental. Por isso
mesmo, a competição de veículos basicamente regionais contra esse
arsenal de informações é despropositada. O leitor médio, aquele
que até mostra um louvável interesse em saber da guerra, tem na
sua frente uma opção quase imbatível: a televisão. Mesmo na Globo
ele tem uma cobertura razoável da guerra, de suas implicações sociais
e econômicas e dos protestos ao redor do mundo. Vamos acreditar
que o cidadão ainda queira alguma coisa a mais. Pois bem: a cobertura
dos grandes jornalões paulistas vem completa, com muitos textos,
várias opiniões, traduções de jornais estrangeiros e tudo o mais.
Não podemos esquecer ainda das revistas semanais. Mesmo assim, nossos
editores insistem em achar que os leitores curitibanos - e aí coloco
os de BH, pernambucanos, entre outros - vão comprar seus diários
regionais interessados especificamente na guerra. A cobertura deve
existir também nos jornais locais, mas deixar de lado as notícias
de sua rua, bairro, cidade e estado pra noticiar, com atraso, quantos
morreram no último ataque americano é bobagem.
É claro
que a Guerra é saída para muitos jornais sucateados. Sai mais barato
pegar tudo da agência que colocar equipes de reportagem na rua.
Mas até jornais com alguma estrutura e com condições de produzir
bom material local insistem em priorizar o que vem de fora. Depois,
não adianta chorar o cancelamento das assinaturas.
Curitiba
Pop Festival
Shows
de abertura
Grenade (Londrina/PR)
MQN (Goiânia/GO)
Valv (Belo Horizonte/MG)
Cachorro Grande (Porto Alegre/RS)
Walverdes (Porto Alegre/RS)
Suite # 5 (Campinas/SP)
Tara Code (Recife/PE)
Wurla (São Paulo/SP)
Criaturas (Curitiba)
Primal (Curitiba)
E.S.S (Curitiba)
Catalépticos (Curitiba)
Faichecleres (Curitiba)
Svetlana (Curitiba)
Headlines
nacionais
Otto
Nação Zumbi
Headlines
internacionais
Rubin Steiner
Breeders
Stereo Total
O
que estou escutando

Mission
Of Burma
Signal, Calls and Marches
Uma
das bandas mais legais do pós-punk americano. Signal, Calls and
Marches traz os rapazes fazendo punk, noise e hard rock, em
uma mistura que hoje é influência direta do emocore e stoner rock.
Destaque para as faixas "Thats When I Reach For My Revolver" (regravada
pelo Moby), "Red" e "This Is Not a Photograph".
Brasileirão
Não
sou especialista, mas vou deixar minhas previsões para o Brasileirão
por pontos corridos. O grande favorito deste ano é o Corinthians.
O time é bom, o ataque melhorou em relação ao ano passado, Liédson
tem tudo para estourar de vez e o Geninho é o melhor técnico do
Brasil. Acho que o Cruzeiro, para desespero dos meus colegas mineiros,
pode chegar. Pelo que se vê, Alex está jogando muito. Se os egos
forem controlados, os meninos da Vila podem brigar pelo bi. Não
acredito no São Paulo e o Rio não tem nenhum time decente. Acho
que é isso.
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