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Cajabis Cannabis
Cajabis
Cannabis é professor de história e escreve neste espaço às terças-feiras.




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Benzetacil
por Cajabis Cannabis
Impérios, imperadores e dominados
Ser colônia é complicado. Fazer o quê,
na história da humanidade sempre houve dominadores e dominados. Não que
eu esteja me conformando com isso, mas é que não vale a pena mesmo dar
murro em ponta de faca. Nós, brasileiros, estamos por baixo nessa
brincadeira. Vivemos sempre à espera de uma redenção que realize nosso
sonho, que desperte este dinossauro "deitado eternamente em berço
esplêndido" (odeio essa parte do hino nacional). Sonhamos com a
realização suprema de nossas potencialidades, o momento em que
finalmente entraremos na história pela porta da frente e nos
apresentaremos ao teatro da humanidade com a faixa de país do presente.
Houve na história poucos impérios tão
grandiosos em poder quanto o americano. O Império Romano era
essencialmente europeu, e, assim mesmo, não se estendia a todas as
fronteiras da Europa. Embora chegasse até grande parte do Oriente Médio,
nunca conseguiu submeter os persas, por exemplo. E olha que os romanos
tentaram várias vezes. Nessa mesma época, havia muitos impérios
poderosos na Ásia. Séculos depois veio o império islâmico, que durou
pouco tempo, seguido dos mongóis, que dominaram um território imenso
entre os séculos XIII, XIV e XV, mais ou menos por aí. O império
espanhol foi de grande opulência, mas entrou em declínio juntamente com
a Coroa Espanhola - foram problemas dinásticos mil. O poderio naval dos
holandeses foi notável...
Mas o
grande império da história humana foi o inglês. A Inglaterra, pioneira
na Revolução Industrial, reinou absoluta no século XIX até o
princípio do século passado (ei, já estamos no século XXI!). Ao
contrário de outras épocas, nenhum outro império ou reino ou o que quer
que fosse lhe ousava fazer frente. A França "mandava" no
continente europeu com o consentimento inglês; na verdade, a França
sempre teve mais arrogância do que poder de fato. A Inglaterra sempre
esteve muito mais interessada na América Latina e em suas colônias na
África e na Ásia, deixando que os franceses acreditassem ter o papel de
mantenedores da ordem dentro do continente. Esse equilíbrio de forças
foi rompido com a ascensão da Alemanha, enquanto potência econômica,
dentro do cenário político europeu. Daí, vieram as duas grandes
guerras, que arrasaram a Europa e abriram o caminho para a preponderância
americana no cenário mundial em nossos dias.
Como donos do mundo (ou quase isso) que
são atualmente, os americanos ditam as regras e dão as cartas. Há
alguns países que não dançam conforme a música americana (Cuba que o
diga), mas é fácil perceber que, com o colapso da União Soviética e do
Leste Europeu, os EUA se tornaram a única superpotência do planeta - o
que será que significa esse termo? Uma potência com superpoderes? É,
pode ser. A política externa de George W. Bush vem demonstrando que o Tio
Sam não está para brincadeiras - "o que é bom para os Estados
Unidos é bom para a economia mundial", afirmou recentemente o
presidente norte-americano. Nós, brasileiros, sabemos disso... o pior é
que esse presidente americano é tão imbecil que realmente deve acreditar
no que diz. Sério.
Quais serão as grandes nações do futuro?
Ah, o Brasil é o primeiro da lista! País do futuro sempre seremos, pelo
visto... Alguns apostam que o grande país do século XXI será a China,
que despertará depois de tantos séculos de submissão e crises; eu, pelo
menos, acho que o Japão é um gigante abafado por duas bombas atômicas.
Mas são apenas palpites... Nada na história é exato, muito pelo
contrário. |
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