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Beagá, 01 de setembro de 2003 d.C.

 
Indie 2003: a semana feliz de um cinéfilo
Por Cajabis Cannabis
 

Prometi na semana passada que ia falar sobre o Indie 2003, festival de cinema que aconteceu na capital do pão de queijo semana passada (22 a 28 de agosto). 172 filmes exibidos gratuitamente durante a semana, nas quatro salas do Usina Unibanco de Cinema. Filas intermináveis, disputa ferrenha por ingressos, oportunidade única para conferir muitos filmes que não vão passar nem perto dos cinemas brasileiros em exibição comercial. Houve seis mostras: a mundial, com filmes recentes de vários países; a indie Brasil, exibindo cinco filmes brasileiros (destaque para Amarelo Manga, de Cláudio Assis); o música do underground, exibindo clipes, documentários e making-offs da produção musical em várias partes do mundo; o cinema fantástico, com filmes cult que vão do terror ao suspense; as retrospectivas Fellini, Godard, Buñel e de filmes mexicanos; e a mostra kino para crianças, somente filmes infantis para a meninada.

O evento foi realizado pela Zeta Filmes, sob os auspícios da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. Como todo mundo aqui em Minas já desconfia, é provável que a Lei Estadual esteja indo pro brejo, portanto esse pode ser o último ano do Indie... torçamos para que isso não aconteça, porque é uma oportunidade única para satisfazer a vontade de ir ao cinema e conhecer filmes que vão passar bem longe das salas dos xópins (muitos, com certeza, nem serão exibidos no Brasil). A de se lamentar a falta total de estrutura do Usina Unibanco de Cinema para um evento de tamanhas proporções. As filas eram quilométricas e desorganizadas, poderiam ter sido evitadas mediante uma distribuição mais eficiente dos ingressos. Os banheiros (só havia um para cada sexo, sem contar os das salas) dispensam maiores comentários: sempre com filas. Além disso, as salas do Usina são, disparado, as piores de Belo Horizonte. A primeira fila da Sala 4 é uma vergonha, assisti ao filme praticamente deitado na cadeira e saí do cinema com uma baita dor nas costas. A sala 2 tem um ar condicionado (parece-me) que faz um barulhinho chato o filme inteiro. Isso sem falar nas poltronas... Felizmente, no geral o público era light, o silêncio reinava nas exibições, embora sempre tenha algum imbecil mal-educado ("Ih, esse povo chato pedindo silêncio... Mas o filme tem legendas!", foi a frase mais idiota que ouvi na semana, enquanto assistia o filme Três Por Oito, na Sala 1).

Está certo, valeu a iniciativa, mas pro ano que vem poderiam melhorar a divulgação do festival (muito restrita) e a distribuição antecipada de ingressos. Só distribuíram ingressos em dois pontos, na Loja Telemig Celular e no Unicentro Newton Paiva. Na Telemig Celular, as filas eram enormes, fiquei duas horas pra descolar meia dúzia de entradas. Outra coisa: por que não trocar cada ingresso por um quilo de alimento não perecível, daí poderiam doar a alguma instituição, etc.

E como prometido, vamos à análise dos filmes que assisti neste mega-evento cinematográfico! Tive a oportunidade de conferir quinze filmes, de variadas tendências. Vi quase tudo que queria - exceto Ken Park, do Larry Clark, de Kids, o japonês Dolls, o documentário Aqui Favela e o polêmico Irreversível. Mas acho que não posso reclamar. Em virtude de compromissos com a Universidade, não pude ir aos primeiros dias do Indie, a sexta 22 e o sábado, 23 de agosto. Comecei minha epopéia de cinéfilo no domingo, 24.

Antes que eu me esqueça, vamos ao "momento Maguila" (como gosta de falar o Sukrilius). Abração pro Pablo Villaça, do Cinema em Cena, vi o sujeito durante quase toda a semana, o cara está em plena forma... de quibe. Abração pra simpática Mariana Tavares, apresentadora do Curta Minas - ela pediu pra avisar aos abacaxinautas o novo dia e horário da exibição do programa na Rede Minas: quarta-feira, 22 horas. E abração pra todo mundo da AAAV (Associação dos Amigos da Artemis de Vinólia), galera simpática que eu conheci na fila e encontrei quase todos os dias: Poliana (olha o nome da figura...), Sabrina, Fernando (duplamente sofredor, profissão professor - como eu - e atleticano - como eu) e a Maria Etílica.

Ok, agora vamos lá... Lembrando as cotações que valem aqui no site:

Jota Quest
Pato Fu
Deep Purple
U2
Beatles

Ou seja: quanto mais abacaxis... mais podreira. Estrelinha vermelha é o que há.

Domingo - 24 de agosto

Baran, de Majid Majidi (Irã)
Mais um trabalho do mesmo diretor de Filhos do Paraíso, mais uma sensível obra-prima. Sou suspeito pra falar sobre filmes iranianos, porque já vou ao cinema sugestionado para gostar do filme... É o típico "não vi, mas já gostei". É impressionante como as histórias, simples e até mesmo ingênuas (do ponto de vista ocidental), são permeadas com muito lirismo. O que pode haver de poético e maravilhoso em uma simples pegada? Assista a esse filme e descubra.

Sexo Por Compaixão, de Laura Mañá (Espanha/México)
Este filme tem que ser encarado como uma fábula, pois é de uma deliciosa amoralidade. Conta a história de Dolores, dona de casa muito querida no vilarejo onde vive por ser uma senhora muito caridosa. Depois de ser abandonada pelo marido, Dolores se torna caridosa até demais... com os homens do lugar, dando (literalmente) felicidade para todos. O filme explora bem as contradições de uma moral cristã enrijecida, e é uma comédia muito divertida, com diálogos bastante interessantes.

Segunda - 25 de agosto

Samia, de Philippe Faucon (França)
Esse negócio de globalização, de choque cultural e tal é manancial para bons filmes e para boas bombas. Samia é uma adolescente de origem argelina e vive na França. O filme conta (ou tenta contar...) seus conflitos com o irmão mais velho e as dificuldades que têm de relacionamento com seus colegas e com a sua própria cultura. Em princípio a proposta é interessante e o filme até que não começa ruim, mas o roteiro se perde completamente até desabar em um final terrível. Parece que o dinheiro do filme acabou, daí foram até o porto e fizeram algumas imagens e pronto, encerraram as filmagens, editaram de qualquer jeito o final...

O Culpado é Voltaire, de Abdel Kechiche (França)
Mais choque cultural... Bem, esse filme pelo menos dá pra acompanhar direitinho. É a história de Jallel, imigrante tunisiano ilegal que tenta ganhar a vida em Paris. É realmente interessante o passeio por uma cidade que não está nos cartões postais e que a gente não imagina que existe... Nosso herói passa por centro de desabrigados, clínica psiquiátrica, é enganado, tem que sobreviver passando a perna no serviço de imigração... A França não é o país da liberdade? A culpa é do Voltaire! Legal o título desse filme. Destaque para a personagem maluquinha que faz amizade com ele durante sua passagem na clínica. Pena que o filme seja desnecessariamente longo e seu final abrupto demais, frio, impessoal ao extremo.

Cenas de Crimes, de Frédéric Schoendoerffer (França)
Não gostei. Bem, teve gente que gostou. Aqui, temos um filme policial francês, onde uma jovem desaparece misteriosamente e os investigadores encarregados de resolver o caso têm problemas pessoais e tal... ou seja: além de um imbróglio sem muita lógica e bem batido, o expectador ainda tem que agüentar dois malas problemáticos. Um deles a mulher largou justamente pelo fato do cara ser um pé no saco. O final do filme é desapontador, a forma como o investigador descobre o assassino não convence mesmo. E ainda tem autópsia de um cadáver em decomposição decepado (com direito a uma larvinha passeando sobre os pelos pubianos), cabeças sendo retiradas de um lago, um infarto e um suicídio com sangue espirrando pra todo o lado. Vai encarar?

Histórias do Olhar, de Isa Albuquerque (Brasil)
Sensacional. Fabuloso. Este filme é tão ruim, mas tão ruim, tão ruim, que chega a ser bom, de tão tosco. Dá pra dar boas gargalhadas, seja na cena do assassinato com balas de festim (dá pra ver a fumacinha saindo do revólver), nas passagens de tempo pavorosas do episódio "Amor" (a cara de satisfação do Jonas Bloch é hilária), no cabelo tufo de algodão do Walmor Chagas (o que é aquilo, meu Deus), na direção de atores tenebrosa (todos estão horríveis)... É impossível achar alguma coisa que preste neste filme. São quatro histórias que só têm uma coisa em comum entre si: são horríveis, não têm pé nem cabeça. Quando é pra ser comédia, ninguém acha graça, chega a ser constrangedor, e quando é pra ser dramático, a platéia vem abaixo, de tanto rir. Dizem na sinopse que este filme ganhou o prêmio do público no Festival de cinema não sei o quê de não sei aonde. Bom, tenho três hipóteses para explicar o porquê deste prêmio para Histórias do Olhar: 1) O filme era o único concorrente do tal festival; 2) O filme concorria contra A Paixão de Jacobina, Três Marias e As Panteras Detonando e na saída do cinema houve um suicídio coletivo dos expectadores - para evitar mais mortes, suspenderam o festival e fizeram um sorteio, tiraram no papelzinho pra saber quem ia ganhar; 3) Botaram alguma coisa na água dos bebedouros do cinema.

Terça - 26 de agosto

Little Senegal, de Rachid Bouchareb (França/EUA)
Gostei muito! Talvez a melhor surpresa do festival. Com muita delicadeza, sensibilidade mas sem muitas concessões, o filme conta a história do professor Alloune, que sai da África em visita aos Estados Unidos para procurar descendentes de seus ancestrais traficados como escravos para a América no início do século XVIII. Passeando pelos arquivos, traça uma fascinante árvore genealógica que chega até o Harlem. O filme mostra o abismo existente entre os negros na América e na África, e não dá margem a esperanças de uma reaproximação. O trauma da escravidão é marcante e presente em nossos dias, mas enquanto os africanos tendem a buscar refúgio nas tradições e nos laços de parentesco, os negros norte-americanos tentam olhar para a realidade de forma pragmática e indiferente. Aí está a base das discrepâncias entre esses povos que, embora tenham os mesmos ancestrais, são tão inconciliáveis. Vou torcer para que esta fita entre em cartaz, mas acho meio difícil...

Sem Deixar Pistas, de María Novaro (México)
Esse foi o dia das surpresas, teve também esse simpático road movie mexicano. O filme conta a história de duas mulheres que fogem pelas estradas do país juntas, ouvindo uma trilha sonora hilária; uma é mãe de dois filhos e resolveu fugir com o dinheiro do namorado, um traficante; a outra é uma contrabandista que tem que lidar com as investidas de um policial gorducho, cuja obsessão é agarrá-la... no mau sentido. Divertido, bem humorado, com boas pitadas de suspense, o filme não perde o ritmo, os personagens são meio estereotipados mas isso dá um tom mais escrachado à história.

Três Por Oito, de Philippe le Guay (França)
Fechando um bom dia, mais um bom filme. Temos o conflito entre dois operários de uma fábrica de vidros, o novato Pierre, que chega e conquista os colegas com sua simpatia e simplicidade, mas atiça os ciúmes de Fred, um cara meio psicótico que passa a azucrinar a sua vida. Pra piorar, trabalhar a noite está prejudicando seu casamento e detonando o relacionamento com seu filho. Ótimo retrato das relações humanas em um ambiente de trabalho. Os personagens são fortes, marcantes, o roteiro é muito bom e a história é muito bem contada, os conflitos são bastante verossímeis. Poderia ter abordado de forma mais incisiva a questão do trabalho em turnos (o título do filme é a referência mais explícita), que desgasta o trabalhador e é fonte de inúmeras doenças do trabalho. Até que ponto especificamente as condições adversas de trabalho influenciaram o conflito entre os dois personagens? É uma pergunta que fica sem resposta. Uma pena. Ainda assim, filmão.

Quarta - 27 de agosto

O Filho, de Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne (Bélgica)
Detestei. Não adianta, achei um porre. É a história de um carpinteiro que ensina a jovens e adolescentes que tiveram problemas com a justiça. Um belo dia (depois de muuuuito tempo de filme), aparece um novo aluno na sua carpintaria, e por uma dessas coincidências do destino, é o rapaz que assassinou o seu filho, uma criança - que não revelam a idade em nenhum momento do filme, só se fala que isso ocorreu cinco anos antes. E aí, o carpinteiro aceita ensinar o garoto ou não aceita? O problema do filme é sua lentidão, que irrita, irrita, irrita muito. A câmera está quase sempre atrás do personagem, invariavelmente tremendo no melhor estilo Dogma. E a gente acaba tendo uma baita e desnecessária aula de carpintaria. É preciso tantos pormenores para descrever um personagem e a gente saber o quanto é um profissional dedicado? São 100 minutos que parecem uma eternidade. E a história dava um curta-metragem. Pode ser uma questão de gostar ou não gostar do estilo, tudo bem. Eu odiei. Além do argumento não ser lá tão original.

Anita Não Perde a Chance, de Ventura Pons (Espanha)
Simpático e divertido filme espanhol cuja personagem principal é a bilheteira de um tradicional cinema de rua, desses que não existem mais. O prédio do cinema foi destruído e o terreno vendido, daí Anita perde o emprego depois de mais de trinta anos de serviços. Sem ter o que fazer da vida, continua mantendo o hábito de ir ao local de trabalho, que se transformou num canteiro de obras. E é muito interessante o quanto o trabalho de uma pessoa marca profundamente sua vida: ao se ver privado dele, muitas vezes o indivíduo perde completamente sua referência com o mundo, daí podendo tomar atitudes ridículas... como a de Anita. Bem, o fato é que a ex-bilheteira faz amizades com o pessoal da obra e acaba conhecendo um dos operários... tudo bem que a história é meio furada (como é que esse operário descobre o telefone dela?, por exemplo), mas o filme funciona graças a umas piadinhas bobas da protagonista. As referências cinematográficas é que incomodam, são meio equivocadas, embora a parte em que ela fala sobre o público que freqüentava o cinema em que trabalhava seja bem legal. É um filme cujos personagens são cheios de estereótipos, daí não pode ser levado a sério. Mas é bacana.

Segunda-feira ao Sol, de Fernando León de Aranda (Espanha)
Talvez o grande filme do festival. Foi o indicado da Espanha ao Oscar de Filme Estrangeiro, no lugar do superestimado Fale Com Ela, do Almodóvar. E é muito melhor mesmo. Não tem nem como comparar, Fale Com Ela é filminho perto deste. Começa com cenas de uma greve, onde houve um grave conflito entre trabalhadores e policiais; daí corta e discorre sobre a situação dos desempregados de um estaleiro em uma cidade portuária da Espanha a partir de alguns personagens. Um deles se vira em busca de trabalho, procura emprego em todos os lugares, mas está "velho"; outro sofre porque a mulher trabalha numa fábrica de peixes à noite para sustentar a família (a cena em que ela passa o desodorante é de uma sensibilidade cruel) enquanto ele está sem emprego; outro está enfrentando uma ação judicial porque depredou patrimônio da empresa durante a greve (Javier Bardem, irreconhecível e sensacional); outro sofre com o álcool porque... não vou contar, e etc. O filme aborda esses assuntos sem ser panfletário ou chato, com muita ternura e humor, às vezes até negro. E nos momentos mais dramáticos, não apela. É aquilo ali mesmo. A história é batida? Talvez. É batida porque acontece com milhões de pessoas em todo mundo. Muitos vão se identificar com aqueles personagens, com aquelas situações. Com suas tristezas, suas angústias, suas paixões, seus sonhos, suas fraquezas, suas desilusões. Isso é cinema.

Quinta - 28 de agosto

Nos Meus Lábios, de Jacques Audiard (França)
Interessante filme que conta a história de uma secretária, Carla, ela não é muito popular no local de trabalho, tem deficiência auditiva e está estafada com tanto serviço. Um belo dia, descolam um estagiário pra ela, um ex-presidiário que está na condicional. Solitária, desprezada, mal-amada e etc, Carla fica toda ouriçadinha com a chegada do sujeito... E aí está o trunfo do filme: Carla é uma personagem cuja sexualidade é sublimada, mas seu desejo transcende a genitalidade, busca algo maior, o afeto. Traduzindo: a garota não está simplesmente a fim de dar pro cara, ela está precisando sim de um chamego... De desejar e ser desejada. O filme vai muito bem, explorando a surdez da personagem e o uso do aparelho auditivo (o som do filme diminui quando ela tira o aparelho, aumenta quando ela coloca, achei isso bem bolado), a construção do par central, o ex-presidiário e a secretária feiosa, é muito bem feita. Infelizmente, aí resolvem colocar no roteiro uma historinha de roubo e tal, um golpe para que os dois possam tirar o pé da lama e fugir (dessa vez não é para o Brasil...). E aí o filme cai. De qualquer maneira, os personagens são bons e a história prende a atenção até o final. E justiça seja feita, mesmo com esse rumo bobo que a história toma, o filme é muito bem realizado.

Amores Brutos, de Alejandro González Iñárritu (México)
Você acredita que eu ainda não tinha visto esse filme? Por isso vou falar pouco sobre ele, já que você já o deve ter visto. Não viu? Tem na locadora. Ao invés de alugar Tudo Para Ficar Com Ele ou Jason X, faça um inestimável favor à sua inteligência: pega este aqui. Seria o melhor do festival, se não fosse uma reprise... Bem, Amores Brutos conta três histórias que se cruzam através de uma tragédia, um acontecimento estúpido e de conseqüências imprevisíveis para o rapaz que quer viver com a mulher de seu irmão, aquele ordinário; para a modelo fútil, que vive em um mundo fantasioso; para o misterioso mendigo, cercado de amigos caninos. Não preciso falar mais nada, é um filme fora de série.

Amarelo Manga, de Cláudio Assis (Brasil)
Encerramento classe A para o festival, pré-estréia em Birozonte, falando antes do filme Jonas Bloch e o próprio diretor, este último desceu o cacete... no elitizado cinema burguês brasileiro. O discurso já antecipou o próprio filme: um olhar atento sobre os mais humildes, os sem esperança, os marginalizados. Feito com muita garra, muita valentia, Amarelo Manga não brinca em serviço. Movimentos de câmera inusitados mostram um diretor atrevido e muito seguro de si. Os personagens podem ter o defeito que for, mas são, acima de tudo, humanos. Não é um filme fácil: é desafiador. Você pode achar apelativo (não concordo), mas ninguém pode negar uma coisa: é um filme feito com muita dignidade.

Como se vê, foi uma ótima semana! Ano que vem espero ver mais filmes, em salas melhores e com menos aborrecimentos na hora de arrumar ingressos para o festival. Bem, nessa altura do campeonato, espero apenas que o Indie 2004 aconteça...

 
Cajabis Cannabis é professor de história, finalista do curso de psicologia, músico, estudioso de parapsicologia, ex-poeta, webmaster, cinéfilo, entre outras coisas inúteis. Se você está tendo algum problema paranormal, mande um e-mail para cajabis@abacaxiatomico.com.br.

 

 

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