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Quando
o ditador Saddam Hussein era o todo poderoso no Iraque, todo mundo
tinha medo dele. Depois da invasão dos americanos e aliados e agora
com a sua captura, os seus inimigos começaram a aparecer. Certamente,
muita gente vai querer aparecer pra descer o malho no Hussein, nem
que seja de leve.
Um
homem que em seus momentos apoteóticos serviu-se de muita luxúria
e ainda se dava à mania de ser viciado em higiene, tomando vários
banhos por dia em banheiras com torneiras e registros banhados a
ouro, enquanto muitos em seu país passavam por necessidades de primeiro
gênero, inclusive fome. O cara que, segundo forças especiais americanas,
não resistiu à prisão e, tão higiênico que era e costumávamos ver
várias vezes, desta vez tinha aparência de mendigo, deu pra suspeitar
que havia até mau cheiro em seu esconderijo.
Na
televisão, aquele que outrora era todo prepotente, agora era exibido
cansado e visivelmente derrotado. No exame mostrado na reportagem,
aparecia um sujeito com uma lanterna na mão, examinando a boca do
ex-presidente iraquiano. Será que ele estava à procura das bombas
de destruição em massa?
Enquanto
isso, os dirigentes do país do Tio Sam já avisaram que não vão pagar
a recompensa de 25 milhões de dólares ao delator, já que esse não
teria revelado o paradeiro de Saddam aos americanos por vontade
própria, mas num interrogatório. Saddam Hussein está preso em um
lugar ainda não revelado, e com tanta gente querendo tirar uma casquinha
nele, lembro-me do velho ditado: chutar cachorro morto é fácil.
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