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Morreu
recentemente na Arábia Saudita, o ex-ditador Idi Amin
Dada, aos 82 anos. Ele governou Uganda com mão de ferro,
cometendo algumas das maiores barbaridades já registradas
em nossa história. Quem sou eu para julgar, mas me atrevo
a dizer: morreu tarde, e tarde até demais!
No
momento da morte, o ditador estava pesando cento e cinqüenta
quilos, distribuídos em um metro e noventa de altura, tamanho
que era proporcional a sua total falta de respeito para com os seus
semelhantes.
Informações
de fontes não-oficiais revelam que o ex-ditador causou mais
de trezentas mil mortes durante seu governo. Quando aceitou o asilo
político na Arábia Saudita, vinte e cinco anos atrás,
esse cara deixou um rastro de crueldade difícil de ser esquecido.
Só para lembrar, em várias ocasiões Amin Dada
atirava inimigos a dezenas de crocodilos famintos, para que fossem
devorados em uma arena, assim uma platéia poderia certificar-se
de sua impetuosidade. Após deixar Uganda, foi encontrado
em um de seus palacetes um congelador cheio de cabeças humanas,
mostrando seu lado serial killer capaz de causar inveja até
em Jack, o Estripador.
Mesmo
sugando o sangue do povo de Uganda, Idi Amin tinha uma certa popularidade
no seu país por ter sido campeão de boxe durante nove
anos. Em seu governo, demitiu pela televisão uma de suas
ministras, filha de um rei africano, porque ela havia transado com
um branco em um aeroporto de Paris - além de sacana, o sujeito
também era racista.
O que
me deixa puto da vida é o fato desse ser ter sido o cara
que foi e ter vivido tão bem. Com muito dinheiro, muitas
mulheres e mais de cem flhos, todos estudaram ou estudando em universidades
inglesas. Tudo isso com o dinheiro do povo ugandense, que vive em
condições precárias. Como já disse, isso me deixa puto da vida,
provando mais uma vez as injustiças de nosso mundo... A justiça
humana tem suas falhas, é claro!... E nesse caso específico do Idi
Amin, ela, a "justiça", não é apenas cega, mas também surda, muda
e tetraplégica.
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