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O porquê
das coisas que acontecem, acaba não sendo tão complicado entender;
mas isso tem que ocorrer depois do fato já ter acontecido. Difícil
de verdade é analisar um acontecimento a partir de um possível fato
que poderia vir a acontecer, seja o que for; isso é sempre complicado.
E quando não há diagnóstico, é claro que não haverá prognóstico.
Estou
dizendo essa baboseira só para falar de toda minha indignação pela
notícia que veio de Oslo, na Noruega, sobre a indicação dos nomes
de George Bush e Tony Blair para o Prêmio Nobel da Paz. Para nós,
que vivemos no Brasil, país latino-americano, é apenas uma notícia,
vez que o que parece é que a distribuição dessas comendas (que levam
o nome de Nobel) é mais farta para Europeus e norte-americanos -
os candidatos de outros países têm sempre chances reduzidas de recebê-las.
Entender
a indicação desses dois senhores está além de minha limitada compreensão.
Será mais fácil de entender se outros nomes estivessem figurando
nessa lista, como Saddam Houssein e Bin Laden. Aí sim, haveria um
pouco de coerência, não que os dois últimos ditos cujos mereçam
o prêmio, mas é que eles se parecem com os dois primeiros ditos
cujos aos quais me refiro aqui neste artigo.
Já
que é um prêmio tão prestigiado e cobiçado, acho que deveriam tomar
um pouco de cuidado na escolha dos seus candidatos - ou então, ao
invés de chama-lo de "Nobel da Paz", mudar o nome para "Nobel
da Guerra".
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