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Beagá, 05 de maio de 2003 d.C.
 
Possibilidades e conseqüências
Por Orêia Seca
 

Durante os anos 80 e início dos 90, o Saddam Hussein contratou empresas brasileiras para fazer serviços lá no Iraque. Foi a redenção financeira para muita gente, durante essa época. Ainda ontem eu estava em um bate-papo com a Lucilia, amiga minha desde a infância, e ela comentava que os homens casados que foram para o Iraque em busca de dólares voltaram cheios... de chifres - pra ser mais claro, foram traídos pelas mulheres. Obs.: isso é a opinião e a experiência da Lucilia, eu não tenho nada com isso.

Agora, esta mais recente guerra - digo recente porque, infelizmente, outras guerras virão, mas a recente a qual me refiro é esta mesma, do Iraque, quando acompanhamos pela tevê, rádio, jornais, etc... aqueles ataques fulminantes e esmagadores dos EUA e seus aliados. Em princípio, o que parecia era que as tevês americanas e as do Oriente Médio só possuíam uma câmera, e era a mesma. À distância, tudo parecia mais um espetáculo pirotécnico em cima de um presépio do que propriamente uma guerra devastadora. Somente depois é que vimos o tanto que o país foi destruído e a quantidade de vidas perdidas neste conflito.

Neste momento, o Iraque precisa ser reconstruído e reformas terão de ocorrer em todos os setores. Isso abre a possibilidade da volta de brasileiros àquele país em busca de petrodólares. Se formos seguir a opinião da Lucilia, quem não tiver medo de ser chifrado pode até ir (ou voltar) pra lá. E resta saber se o George Walker Bush pagará melhor do que o Saddam Hussein.

 
Orêia Seca é comentarista de botequim e dinossauro. E-mail: oreiaseca@abacaxiatomico.com.br. Pode mandar sua mensagem que a gente entrega pra ele, porque o sujeito não sabe nem o que é um mouse.

 

 

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