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Alguns
chamam de pires, outros chamam de piréx. Na verdade, são pratinhos
de louça ou de vidro utilizados sob as xícaras.
Se
existe alguém com o sobrenome de "Piréx", esse alguém eu ainda não
tive o prazer de conhecer. Quanto a pessoas com o sobrenome Pires,
por este ser muito comum, eu conheço e tenho certeza que muita gente
também conhece. Inclusive, há dois sujeitos que têm esse sobrenome
e são figuras muito populares. Tratam-se de Alexandre Pires, do
grupo SPC (Só Pra Contrariar), e Marcelo Pires, o "Belo".
Por
coincidência, ambos são cantores de pagodinho estilo mela-cueca.
Mela-cueca é aquele jeito de gemer o prospecto do samba e dizer
que se está cantando o tão respeitado estilo popular. Nos últimos
tempos, o Alexandre Pires (do SPC) cismou de cantar, digo, gemer
em castelhano. O outro, Marcelo Pires (o Belo), tomou o caminho
do evangelismo. O castelhano do Pires SPC não deve ser muito diferente
da música gospel do Pires Belo.
Outra
coincidência: os dois Pires são infratores. Há pouco tempo, o Pires
SPC provocou um acidente automobilístico, o qual resultou na morte
de um homem. O Pires Belo é acusado de envolvimento com traficantes
barra pesada no estado do Rio de Janeiro e foi condenado a oito
anos de xilindró - até a presente data, encontra-se foragido.
A nossa
franzina justiça deveria mostrar o porquê de sua existência e tomar
providências cabíveis. Não é a maravilhosa Viviane Araújo, companheira
do Pires Belo, e tão pouco as falsas lágrimas de SPC Pires quando
correu para os braços do presidente dos EUA como um cachorrinho
de madame, que farão dos referidos Pires cidadãos inocentes.
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