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Estão
abertas até o próximo dia 31 as inscrições
de projetos para a Lei Estadual de Incentivo à Cultura no
Estado de Minas Gerais, que abre as portas da esperança para
muitos artistas que estão ainda no anonimato, ou para aqueles
que lutam arduamente pela sobrevivência nesta selva de concreto.
Porém,
estamos cercados por muitos poréns... Exemplificando: tanto
a referida Lei Estadual quanto a ainda não mencionada Lei
Municipal (no caso de nossa aprazível Belo Horizonte, as
inscrições de projetos se encerraram na última
sexta-feira, dia 17) foram criadas para ajudar novos talentos, o
que nem sempre acontece, pois já vimos muitos artistas já
consagrados serem beneficiados, e muita gente boa ainda pelas cuchias
ser descartada - "o vento levou", como diz o título
daquele famoso filme.
Pois
bem! Parabéns para aqueles que conseguiram ter seus projetos
aprovados pela Lei Municipal, mesmo eles não sabendo direito
qual foi o critério usado para a secreta seleção.
Aliás, para os que nunca conseguiram, a seleção
dos projetos aprovados é um verdadeiro segredo de estado,
dando a impressão de que o velho bordão, o "pistolão",
funciona, e muito bem!
Quanto
à Lei Estadual, a coisa é diferente: muitos projetos
são aprovados, mas vão para a gaveta. Porque aqui,
depois de passar pela análise dos que pensam conhecer da
vida artística, os projetos ainda têm a dura etapa
da captação de recursos, tendo que fazer projetos
paralelos ou embutidos. Ora, conhecendo a natureza humana (pobre
é amigo de pobre, rico é amigo de rico e etc, etc,
etc...), um amigo empresário nunca ajudaria através
da Lei de Incentivo um (conhecido) pobre, e sim o (amigo) rico,
ou o filho do (amigo) rico. Ou seja: artista pobre pasta muito mais
antes de chegar ao filé, e muitos dos que são agraciados
pela sorte financeira se tornam artistas mais por opção
que pelo talento.
Essas
leis, que vieram para ajudar, estão é jogando contra,
porque têm revelado mais administradores do que novos talentos,
que deixam a criatividade de lado para fazer releituras das coisas
que já deram certo.
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