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Depois
de um período de alegres dias de verão e de férias aqui no ABACAXI
ATÔMICO, volto a me assentar na beirada do Balcão de Botequim.
Gostaria mesmo era de estar escrevendo poesias aqui nesse espaço.
Porém, é meio complicado falar em outro assunto que seja diferente
do caso da guerra lá no Iraque.
Tem
coisas que não são conectadas e, mesmo assim, não deixam de ter
suas semelhanças. Em uma de minhas andanças pela madrugada, lá pelas
bandas do Bar 24 Horas (Bairro Nova Cintra, região oeste de BH),
aconteceu um caso fatídico. Um rapaz, que já havia ingerido algumas
doses além do cabível, criou coragem pra brigar e escolheu um oponente
supostamente mais fraco, fisicamente. Houve agressão e a ação da
turma do deixa-disso apartou os dois. O cara acabou ganhando o apelido
de "Zé Picuinha". Mais tarde, nessa mesma moite, o Zé Picuinha
continuou com sua ziquizira e logo foi mexer com um outro sujeito
que estava sentado no bar. Quando o referido cidadão levantou-se,
Picuinha ficou bem menor, a barra pesou, o fogo passou e Picuinha
preferiu o diálogo. Com isso, a paz voltou a reinar no boteco. E,
como já estava mesmo no "c" da madrugada, eu me retirei do recinto.
É dessa
forma que George Bush encara o conflito com os iraquianos. Sempre
querendo e conseguindo fazer guerra, sem olhar para os deixa-disso
(pacifistas), uma vez que, contra o Iraque, tanto Bush/Blair e aliados
alimentam a certeza da vitória. Mas com a Coréia do Norte, adversário
supostamente mais forte. a duplinha B/B fala é em solução pacífica.
Como disse no princípio da coluna, não há conexão entre o George
Walker Bush e o Zé Picuinha, mas que existem semelhanças, disso
dá para ter certeza. O que não se pode prever é o resultado dessa
guerra estúpida, pois em uma guerra mesmo os vencedores acumulam
perdas.
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