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Beagá, 12 de setembro de 2005 d.C.
 
Com os deuses a favor
Por Grand Chelem
 

Não adianta. Por mais que alguns tentem negar, existe um fator decisivo no esporte: a sorte. Detalhando um pouco mais, pode-se dizer que é a chamada “estrela de campeão” que define quem vai vencer um torneio, um campeonato ou mesmo um jogo. Até quando tudo parece difícil, a vaca está indo para o brejo, vem aquela ajuda dos céus e resolve tudo a favor do agraciado.

Na Fórmula 1 não é diferente. E é desnecessário dizer que a estrela de campeão brilha sobre a cabeça do espanhol-rabudo, também conhecido como Fernando Alonso. A Mclaren tem o melhor carro? Sim. Kimi Raikkonen é, hoje, melhor piloto? Possivelmente sim. Só que o título de campeão mundial de 2005 vai para a Espanha. Explicações com os deuses do automobilismo. Eu me abstenho.

Alonso é apenas um cara sortudo? Não, de jeito nenhum! É um dos grandes da nova geração. Sempre foi veloz e desde o início da temporada demonstra a maturidade e regularidade que lhe cobrei em colunas dos anos anteriores. Está no auge da sua forma e aproveitou todas as chances que lhe deram. O título vai estar em boas mãos.

Brazuca

Por falar em campeão, o brasileiro João Paulo de Oliveira conquistou no último fim de semana o caneco da Fórmula 3 japonesa. Fiquem de olho neste rapaz, é bom de braço. Figura certa na Fórmula 1 dos próximos anos.

Corrida

Gostei do GP da Bélgica. Teve de tudo: acidentes, chuva, pista secando, piloto escolhendo pneu errado, ultrapassagens... Enfim, os ingredientes que uma boa corrida exige.

Notas dos pilotos

1 - Raikkonen - 9,5
Gigante, preciso e todos os demais adjetivos. Para completar a festa, e levar um 10,0, só faltou a pole.

2 - Alonso - 9,0
Gigante, preciso e todos os demais adjetivos. Novamente, aproveitou a chance que teve.

3 - Button - 9,0
Provou que é um grande piloto. Enquanto alguns adversários ficavam no guard-rail, erravam na escolha dos pneus e faziam outras besteiras mais, ele soube se manter na pista. Recebeu o pódio como prêmio.

4 - Webber - 8,0
Quem diria, finalmente uma boa corrida do canguru-traíra!

5 - Barrichello - 8,0
Para quem vinha de sucessivos fiascos, o quinto lugar caiu do céu.

6 - Villeneuve - 7,5
Continua o mesmo de sempre: divide curvas e é arrojado. Às vezes dá certo.

7 - Ralf - 6,0
Um dos que erraram na escolha dos pneus. Poderia ter lutado pelo pódio.

8 - Monteiro - 8,5
Inacreditável, o ritmo “devagar e sempre” de Tiago Vagaroso Monteiro deu resultado. Brincadeiras à parte, teve um belo desempenho.

Klien e Karthikeyan - 5,5
Completar a prova já foi uma vitória.

Massa - 4,0
Um erro infantil na escolha dos pneus lhe tirou o pódio. Vinha bem em quarto e o circuito ainda estava molhado quando parou nos boxes: não precisava arriscar e colocar pneus para pista seca.

Albers e Doornbos - 4,0
Foram vistos passeando pela grama, mas chegaram ao fim.

Montoya - 5,5
Culpado ou não, novamente se enroscou com um retardatário.

Pizzonia - 3,5
Se em Monza estava no lugar certo e na hora certa, em Spa estava no lugar errado e na hora errada. Uma pena, arranhou sua imagem.

Trulli, Coulthard e Fisichella - 4,0
Por méritos próprios, ficaram no meio do caminho.

Sato - 3,5
Lembrou os bons tempos de manco e atropelou Schumacher, coitado.

Schumacher - 5,0
Vinha para pontuar até ser abalroado pelo Kamikaze-Sato. Pelo menos descontou sua raiva com uma “pedalada” no capacete do japa.

Dica:

Convido a todos os abacaxinautas a visitarem o site www.automobiles.com.br, quase uma versão online do jornal Jornal MotorBR, do qual sou editor. As atualizações são diárias.

 
Grand Chelem é correspondente do ABACAXI ATÔMICO em Curitiba. E-mail: grandchelem@abacaxiatomico.com.br

 

 

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