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Beagá, 05 de setembro de 2005 d.C.
 
Mudando de assunto
Por Grand Chelem
 

Já virou lugar-comum chamar Kimi Raikkonen de azarado. Já virou lugar-comum chamar Fernando Alonso de sortudo. Mas o que mais podemos falar a respeito do GP da Itália, disputado em Monza? Bom, vou procurar assuntos, digamos, mais “terrenos”.

Antônio Pizzonia, por exemplo, estava no lugar certo na hora certa: fez uma corrida brilhante no exato momento que os times começam a definir seus pilotos para 2006. Largando em 16º com a banheira da Williams, galgou degraus com precisão até conquistar um excelente sétimo lugar. Ao chegar nos boxes, foi recebido com aplausos pela equipe. Quer maior reconhecimento?

Continuo achando que Pizzonia merece ser titular no ano que vem. Talvez como segundo piloto da Sauber-BMW ou até na Midland. O que não dá é ficar mais uma temporada só testando. Chega!

Enquanto alguns comemoram um sétimo lugar, outros lamentam a disputa por posições intermediárias. Neste último caso entra a Ferrari, que em Monza atingiu o auge da sua decadência. Ver Schumacher e Rubinho disputando sétimo, oitavo, nono lugar no “quintal de casa” é deprimente. Realmente perderam o rumo, por fatores que já expliquei em colunas anteriores.

Ah, um detalhezinho histórico: todos os pilotos que largaram no GP da Itália (20) concluíram a corrida. Isso não ocorria na Fórmula 1 desde o longínquo GP da Holanda de 1961!

Nota dos pilotos

1 - Montoya - 10,0
Rápido como sempre. Constante como nunca.

2 - Alonso - 9,0
Preciso como sempre. Campeão como nunca.

3 - Fisichella - 8,5
Comendo poeira como sempre. Sortudo como nunca.

4 - Raikkonen - 8,5
Azarado como sempre. Braço-duro como nunca. Bom, braço-duro com certeza é um exagero usado apenas para não perder o trocadilho infame. A verdade é que Raikkonen barbarizou nos treinos (mesmo com um carro mais pesado que a concorrência fez o melhor tempo) e vinha com uma boa estratégia para vencer a corrida, mas aí o azar de sempre... Depois do pit-stop inesperado, restaria a ele lutar pelo pódio, só que uma rodada nas voltas finais acabou com suas últimas pretensões, mostrando que até mesmo o homem de gelo não tem sangue de barata e erra de vez em quando.

5 - Trulli - 8,0
Dentro das suas possibilidades, faz uma boa temporada e provou isso em Monza.

6 - Ralf - 7,0
A cada corrida que passa, mostra que não tem como competir com Trulli.

7 - Pizzonia - 9,0
Um dos grandes nomes da prova. Há um ano sem correr, há três meses sem treinar, sentou no carro e mandou ver como um veterano. Mostrou maturidade.

8 - Button - 6,5
Esperava mais da BAR e de Button.

- Massa e Villeneuve, Barrichello e Schumacher - 5,5
Tanto a dupla da Sauber quanto a da Ferrari terminou no “empate”: um dos pilotos mostrou mais talento nos treinos e outro, na corrida.

- Klien, Webber, Coulthard e Sato - 4,0
Cada um teve um problema diferente, mas não acho que seriam protagonistas do GP mesmo se tudo desse certo.

- Monteiro - 4,0
Novamente foi o vencedor da Fórmula 1000 (mil vezes pior).

- Doornbos, Albers e Karthikeyan - 3,5
Pelo menos desta vez não fizeram grandes asneiras.

Dica:

Convido a todos os abacaxinautas a visitarem o site www.automobiles.com.br, quase uma versão online do jornal Jornal MotorBR, do qual sou editor. As atualizações são diárias.

 
Grand Chelem é correspondente do ABACAXI ATÔMICO em Curitiba. E-mail: grandchelem@abacaxiatomico.com.br

 

 

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