...mba. Finalmente Rubens Barrichello
tomou uma atitude digna de nota. Ao assinar com a BAR para as temporadas
de 2006 e 2007, o pé-de-chinelo merece todos os nossos aplausos.
Quem lê minhas colunas sabe que sou um crítico ferrenho
de Rubinho. Acostumado com Ayrton Senna e Nelson Piquet, jamais
admiti a sua conivência diante de Michael Schumacher na Ferrari.
Já estava mais do que na hora de pular fora do barco e largar
a mão de ser capacho do alemão-azedo. Que vá
ser feliz (e primeiro piloto) na BAR!
O legal é que Felipe Massa é o mais cotado para substituir
Barrichello. Seria ótimo para o jovem brazuca passar um ano
aprendendo com Schumacher e, depois, disputar o caneco em 2007.
Felizmente, a carreira dos dois principais brasileiros na categoria
deu uma ótima reviravolta. Agora só falta Antonio
Pizzonia ser contratado pela Sauber/BMW.
Será que voltaremos aos bons tempos de Senna e Piquet? Talvez
não em talento e polêmica, mas ao menos em tupiniquins
disputando vitórias e títulos parece que sim.
GP da Hungria
Um dia da caça, outro do caçador. Todo o azar que
Kimi Raikkonen teve em outras corridas se transformou em sorte no
GP da Hungria. Seu principal rival (Alonso) foi obrigado a trocar
o bico do carro na primeira volta, a Mclaren que quebrou desta vez
foi a do companheiro (Montoya) e a equipe acertou em cheio na estratégia.
Só podia terminar em vitória. Já Alonso...
Bom, Alonso teve o seu dia de Pato Donald.
Dúvida
Uma dúvida que não quer calar: se Montoya não
tivesse abandonado, certamente estaria em primeiro nas últimas
voltas, com Raikkonen em segundo. A Mclaren ordenaria a troca de
posições, que não é mais permitida pelo
regulamento?
Fartura
O que falta na Fórmula 1 sobra na IRL, ultrapassagens. E
que ultrapassagens! Sem a menor cerimônia, os pilotos da categoria
praticamente batem rodas e se tocam a 350 km/h em busca da melhor
posição. Às vezes, quatro adversários
dividem, lado a lado, a pista, cada um com uma trajetória
diferente. Detalhe, com o muro ali do lado, já que a maioria
das corridas é disputada em ovais.
A facilidade com a qual se passam os rivais na categoria provoca
situações interessantes. No último domingo,
durante o GP de Michigan, por exemplo, Tony Kanaan protagonizou
a famosa “largada videogame” (aquela onde você
passa todo mundo), pulando de 14º para 2º em poucas curvas.
Enquanto na F-1 as “ultrapassagens” ocorrem nos boxes,
a IRL dá o exemplo: lugar de disputa no automobilismo é
a pista.
Trio beleza
Robinho, Ricardinho e Giovanni formam no Santos um trio com qualidade
e genialidade que poucos times de futebol no mundo têm. Coitado
do Corinthians. Uma pena que as pedaladas serão dadas, em
breve, no Santiago Bernabéu. A nós resta apenas lamentar,
mais uma vez, a incompetência dos dirigentes brasileiros,
que não sabem promover o melhor futebol do mundo e consertam
seus erros vendendo craques.
Notas dos pilotos - GP da Hungria
1 - Raikkonen - 9,5
Quando o carro não quebra, ele mostra o porquê de ser
um dos melhores (se não o melhor) pilotos da categoria na
atualidade.
2 - Schumacher - 9,0
Sempre tirando leite de pedra.
3 - Ralf - 8,0
Estragou a corrida de Alonso na largada. No mais, foi competente.
4 - Trulli - 6,5
Regular. Apenas regular.
5 - Button - 6,5
Outro piloto que sabe aproveitar muito bem as oportunidades que
tem. Pelo menos na pista.
6 - Heidfeld - 6,5
Aos poucos, vai aniquilando Mark Webber.
7 - Webber - 5,5
Outra vez comeu a poeira do companheiro de equipe.
8 - Sato - 6,0
Finalmente o japonês-simpático fez seu primeiro ponto.
- Fisichella - 4,5
Tinha carro para estar mais à frente.
- Barrichello - 3,5
Mais uma atuação ridícula. Tá na cara
que já está com a cabeça na BAR.
- Alonso - 4,0
Teve a sua corrida estragada logo na largada por Ralf Schumacher.
Vale lembrar que errou no treino que definiu o grid de largada.
- Karthikeyan e Monteiro - 3,5
Discretos, como sempre.
- Massa - 4,5
Sofreu com os problemas no carro. Mas não iria fazer grande
coisa.
- Albers, Doornbos e Villeneuve - 3,0
Felizmente ficaram no meio do caminho.
- Montoya - 3,0
Partindo do princípio que a Mclaren quebrou por uma barbeiragem
sua (parece que passou por cima de um equipamento da BAR antes da
largada), merece uma grande vaia: uuuuuuuuuuuuuuu....
- Klien e Coulthard - 3,0
Até tentaram correr. Mas um capotou na largada e outro se
arrebentou poucos metros depois ao atingir um pedaço do aerofólio
de Alonso. O jeito é se benzer e seguir em frente.
Confira o texto da semana passada, sobre
o GP da Alemanha

Dica:
Convido a todos os abacaxinautas a visitarem o site www.automobiles.com.br,
quase uma versão online do jornal Jornal MotorBR,
do qual sou editor. As atualizações são diárias. |