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Beagá, 04 de julho de 2005 d.C.
 
Lembrou os velhos - e ruins - tempos!
Por Grand Chelem
 

O GP da França de Fórmula 1 deste ano lembrou as sonolentas temporadas de 2001, 2002 e 2004, quando só acompanhávamos corridas chatas, sem ultrapassagens ou grandes lances de emoção. Por isso mesmo o único assunto que merece comentário após a bocejante disputa na terra do narigudo Alain Prost é a volta por cima da Michelin.

Depois do vexame nos Estados Unidos, virou lugar-comum descer o verbo nos compostos franceses. Todo mundo caiu de pau em cima de Pierre Dupasquier e sua patota. Pois ontem os pneus rodaram direitinho, não estouraram e ainda foram fator determinante na vitória de Fernando Alonso e no segundo lugar de Kimi Raikkonen.

Mas ninguém me tira da cabeça que a Michelin levou para a França compostos bem mais duros do que o normal. Devem ter pensado, “Melhor não arriscar demais, né?”. Talvez por isso a Ferrari tenha reduzido de forma tão drástica em Magny Cours a diferença que vinha tomando nas classificações. Claro, a tal “caixinha mágica” que aquece os pneus, inventada por Rory Byrne, também deve ter ajudado, porém não acho que tenha sido preponderante - até por que ela já era utilizada e jamais a Ferrari havia lutado pela pole-position.

No fim das contas, tudo saiu conforme o sonho dos franceses (leia-se torcedores, Renault e Michelin): vitória do time da casa, com os pneus da casa, Marselhesa e muito champagne no pódio.

Ferrari

Tá bom, tá bom. Deve haver um monte de gente rindo da minha cara pelo que falei da Ferrari na semana passada. Botei a maior fé nos caras e eles protagonizaram um meio-fiasco na França (que só não foi inteiro graças ao talento de Schumacher). No sábado, após os treinos, já ensaiava - feliz da vida achando que tinha talentos paranormais semelhantes aos das melhores videntes - a abertura desta coluna. Pensava em dizer coisas do tipo “tá vendo, eu avisei que os vermelhos vinham forte”, “Schumacher está vivo e vai disputar o título”, etc. Bullshit. Dancei.

Notas das pilotos

1 - Alonso e 2 - Raikkonen - 10,0
Perfeitos, irrepreensíveis.

3 - Schumacher - 8,0
Mesmo sem ser brilhante, fez o seu trabalho direitinho.

4 - Button e 5 - Trulli - 7,5
A regularidade marca estes pilotos. Mais um bom fim de semana para ambos.

6 - Fisichella - 6,5
Novamente enfrentou problemas, dessa vez nos boxes. Eita pé-frio.

7 - Ralf - 5,5
Mostra, nessa temporada, que não é bom piloto.

8 - Villeneuve - 7,0
Estaria ele se recuperando?

- Barrichello - 4,5
Abaixo da crítica. Usou os freios como desculpa.

- Coulthard - 5,5
Sempre tirando o máximo do carro.

- Sato - 5,0
Bem nos treinos e no começo da corrida, quando fez uma bonita ultrapassagem. Depois voltou a ser o Sato de sempre, saindo duas vezes da pista.

- Webber - 4,5
Terminou a prova literalmente queimado - em função de um problema de aquecimento no cokpit. Ao menos não fez nenhuma besteira.

- Monteiro e Karthikeyan - 4,0
Voltaram ao normal: lá no fundo do pelotão.

- Heidfeld - 4,0
Sofreu com um carro ruim.

- Montoya - 5,5
Outro que sofre com o azar em 2005.

- Albers e Friesacher - 3,5
Apareceram na TV apenas quando seus pneus estouraram. Obviamente, quando ocupavam as últimas posições.

- Massa - 6,0
Se não fossem os problemas mecânicos, pontuaria novamente. Enquanto esteve na pista, foi bem.

- Klien - 3,5
Fraco, como costumeiramente.

Dica:

Convido a todos os abacaxinautas a visitarem o site www.automobiles.com.br, quase uma versão online do jornal Jornal MotorBR, do qual sou editor. As atualizações são diárias.

 
Grand Chelem é correspondente do ABACAXI ATÔMICO em Curitiba. E-mail: grandchelem@abacaxiatomico.com.br

 

 

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