Ultrapassagens aos montes, pneus em
frangalhos, queda de gigantes e ascenção de emergentes.
Passadas sete etapas, já é possível fazer uma
análise consistente de quem é quem na atual temporada
da Fórmula 1. Vejamos como está o desempenho dos principais
pilotos do campeonato:
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Michael Schumacher, o alemão-azedo
Principal
decepção do mundial até agora por dois fatores.
Primeiro, a F-2005 ainda sofre com os pneus Bridgestone e, definitivamente,
não é o carro dos sonhos do alemão. Segundo,
sua vulnerabilidade quando anda no meio do pelotão ou está
sob forte pressão. Já é notório. Schumacher
correndo sozinho na frente e fazendo voltas rápidas é
um piloto. Dividindo curvas com os concorrentes ou precisando de
resultados, é outro bem mais “humano”. Vide seus
erros em Melbourne, Ímola e Nurburgring. Equívocos
em demasia para quem quer ser campeão.
-
Rubens Barrichello, o Rubinho-pé-de-chinelo
Diferentemente
de Schumacher, mantém sua performance histórica: uma
corrida boa, três médias e duas ruins. Rubinho é
assim. E justamente por isso jamais será campeão.
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Fernando Alonso, o espanhol-voador
Jovem
(tem 24 anos), amadurece rapidamente. Depois de fazer uma temporada
apagada em 2004, parece que aprendeu com os erros e achou o seu
rumo. Consistente, rápido e inteligente. Em Ímola,
segurou Schumacher como se fosse um veterano. E está com
a sorte (quem não se lembra de Nurburgring?) que acompanha
os vencedores. Dificilmente perde o campeonato.
-
Giancarlo Fisichella, o italiano-pé-de-chumbo
Começou
bem a temporada, vencendo de forma convincente. De lá para
cá, entretanto, sua performance só piora na comparação
com o companheiro de equipe, Fernando Alonso. Será a pressão?
Certamente.
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Kimi Raikkonen, o finlandês-cachaceiro
Outro
piloto que vai chegando ao auge da sua forma. É um profissional
extremamente rápido, técnico e tem muito sangue frio
(sangue este que ele adora esquentar com uma bebidinha destilada).
Mas, ao contrário de Alonso, não está com sorte
em 2005. Perdeu pelo menos duas corridas (Ímola e Nurburgring)
por puro azar. Deve protagonizar grandes duelos com o espanhol nos
próximos anos.
-
Juan Pablo Montoya, o colombiano-macho
Chegou
à Fórmula 1 com um grande cartaz. E bastaram algumas
disputas com Schumacher para que Montoya virasse uma lenda-viva.
Pois até hoje fica nisso. É rápido e, principalmente,
dá show criando pontos de ultrapassagens com muito arrojo.
Só que erra demais e, em muitas corridas, não tem
uma performance condizente com o seu nome.
-
Mark Webber, o canguru-traíra
Também
conhecido como Marketing Webber. Até agora não disse
para que veio na Fórmula 1: faz bons treinos e péssimas
corridas. Tenho a impressão de que seu empresário
e seu assessor de imprensa são profissionais mais eficientes
do que ele...
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Nick Heidfeld, o primo-pobre
É
o alemão menos badalado da Fórmula 1. Chegou à
Williams como segundo piloto, sem grandes esperanças e com
um contrato de apenas uma temporada nas mãos. Mas aos poucos,
quietinho, mostra o seu talento. Não é gênio,
porém vai incomodar Webber até o fim do ano.
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Jarno Trulli, o chuquinha-voador
Com
um carro bom em mãos, prova em 2005 que tem talento. Deve
conquistar mais pódios nas próximas corridas, para
desespero do seu companheiro de equipe, um certo alemão estressado.
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Ralf Schumacher, o caçula-estressadinho
Entre
um erro e outro, vai minando sua reputação, que já
não era das melhores. Só aparece na TV batendo, rodando,
passando reto em alguma curva ou reclamando. Péssimo, péssimo.

Dica:
Convido a todos os abacaxinautas a visitarem o site www.automobiles.com.br,
quase uma versão online do jornal Jornal MotorBR,
do qual sou editor. As atualizações são diárias. |