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Beagá, 25 de abril de 2005 d.C.
 
Emocionante ou enfadonha?
Por Grand Chelem
 

O GP de San Marino foi realmente contraditório. De um lado, um fim de corrida sensacional - como há muito não víamos. Por outro, um ritmo de prova da Ferrari (ops, Michael Schumacher) esmagadoramente mais veloz que o restante da concorrência. E é daí surge o paradoxo: motivação pela disputa nas últimas voltas e desmotivação pelo sensacional desempenho do time italiano.

E agora? Qual palpite você, caro leitor, arriscaria para as próximas corridas? Retorno ao passado com novos passeios de Schumacher ou provas com disputas emocionantes até o fim? Fico com a impressão de que a Ferrari acertou de vez o seu foguete e que a Renault está chegando ao seu limite máximo de desenvolvimento rapidamente. Não bastasse, a Bridgestone parece ter recuperado o terreno perdido e está, no mínimo, no mesmo nível da Michelin. Já havia falado sobre esta questão dos pneus em colunas anteriores. Para mim, hoje, sem qualquer preferência por este ou aquele país (até por que as fábricas estão cada vez mais “globalizadas” em termos de profissionais), os técnicos dos japoneses são muito mais competentes que os franceses e sabem como ninguém crescer nas adversidades.

Por tudo isso, considero (como sempre considerei, aliás) Michael Schumacher o principal favorito ao título. Cada vez mais.

Comentários

A Mclaren finalmente mostrou seu potencial. Se evoluir um pouco mais, luta com a Renault e, tomara, com a Ferrari.

Gil de Ferran é um sujeito pé-quente. Foi ele botar os pés nos boxes da BAR para os carros da equipe retornarem ao pelotão dianteiro. Coincidência? Pode até ser, mas é interessante observar como ele tem estrela.

A comédia da Minardi continua. O “revolucionário” (segundo palavras do chefão Paul Stoddart) PS05 é o novo fiasco da equipe. Assim como o antecessor, manteve os pilotos na última fila do grid e, pior, não completou a prova nem com Albers nem com Friesacher. O PS04, ao menos, costumeiramente chegava ao fim das corridas.

Notas dos pilotos

1 - Alonso - 9,5
Regular nos treinos e nas primeiras 51 voltas da corrida, fantástico nas 11 restantes. Defendeu-se da pressão de Schumacher com a maestria de um grande campeão.

2 - Schumacher - 9,5
Errou feio nos treinos. E isso parece tê-lo motivado ainda mais para fazer uma prova simplesmente inesquecível.

3 - Button - 8,5
Correto, como de costume. Sempre que tem um bom carro, não decepciona.

4 - Wurz - 8,0
Bela reestréia na Fórmula 1. Não foi genial, mas não comprometeu.

5 - Sato - 7,0
Sai de Ímola com saldo positivo: uma atuação regular, uma bela ultrapassagem (sobre Webber) e alguns pontinhos no bolso.

6 - Villeneuve - 7,5
Calou a boca dos críticos (entre os quais eu me incluo) com um desempenho consistente.

7 - Trulli - 5,5
A Toyota, aos poucos, vai retornando ao seu lugar normal. E Trulli vai junto.

8 - Heidfeld - 5,5
Fez a famosa corrida “arroz-com-feijão”.

- Webber - 5,0
O que dizer do australiano? Ainda não provou o seu dito potencial brilhante.

- Liuzzi - 5,0
Não fez grande coisa em sua prova de estréia. Pelo menos não cometeu aqueles erros infantis que braços-duros cometem em suas primeiras corridas.

- Ralf Schumacher - 4,0
Assim como o irmão, tem um gene “Dick Vigarista” que se manifesta com freqüência. Jogou sujo e fechou Heidfeld nos boxes para conquistar o oitavo lugar. Mais tarde, foi devidamente punido com 25 segundos acrescidos ao seu tempo final de corrida. Bem feito!

- Massa - 5,0
Para variar, metido em confusão. Desta vez, se enroscou com David Coulthard lutando por posições intermediárias.

- Coulthard - 4,5
A Red Bull vai perdendo fôlego. E ele também.

- Karthikeyan e Monteiro - 3,5
Pouco fizeram.

- Fisichella - 4,0
Deixou uma dúvida a ser respondida: errou no acidente que motivou sua saída da corrida ou foi um problema mecânico? De qualquer forma, andou sempre muito atrás de Alonso.

- Friesacher e Albers - 3,0
Já tinham um carro ruim. Agora têm um carro pouco confiável.

- Raikkonen - 6,5
Seria o vencedor da corrida. Seria, se a Mclaren não o deixasse na mão.

- Barrichello - 5,0
Apagado nos treinos, não teve chance de mostrar se seria capaz de acompanhar o ritmo de Schumacher na corrida. Acho que não.

Dica:

Convido a todos os abacaxinautas a visitarem o site www.automobiles.com.br, quase uma versão online do jornal Jornal MotorBR, do qual sou editor. As atualizações são diárias.

 
Grand Chelem é correspondente do ABACAXI ATÔMICO em Curitiba. E-mail: grandchelem@abacaxiatomico.com.br

 

 

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