O tempo de Jacques Villeneuve na Fórmula
1 passou. E ele já deveria ter percebido isso. A gota d’água
foi a sua substituição por Felipe Massa nos treinos
realizados pela Sauber em Barcelona na semana passada. O motivo?
Villeneuve tinha ficado em último lugar nos testes, 3,5 segundos
acima do primeiro colocado do dia. Não bastasse, só
reclamou do carro e repassou informações vagas a respeito
dos problemas do bólido. Ganhou uma passagem antecipada para
o Canadá.
E também vai receber a sua aposentadoria em breve. Por mais
que Peter Sauber vá à imprensa e diga que Villeneuve
está garantido, duvido que ele resista até o fim da
temporada. Na Fórmula 1, tempo é dinheiro. Literalmente.
E o canadense, com suas atuações patéticas,
só tem queimado dólares da equipe com batidas e trombadas.
Não dá para manter um piloto que toma 1, 2 segundos
por volta de um companheiro que ainda tem de comer muita farinha
para ser alguma coisa no automobilismo.
Aposto que a demissão de Villeneuve vem assim que o staff
da Sauber certificar-se de que a cláusula de desempenho existente
no contrato do piloto é suficiente para justificar a aposentadoria
sem pendengas jurídicas demoradas.
É uma pena um profissional como Villeneuve tentar manter
a sua carreira de maneira tão melancólica. Prefiro
lembrar daquele piloto que quase venceu a corrida de estréia,
que era arrojado e veloz, que dava um suadouro em Michael Schumacher
e que foi campeão mundial em 1997 com atuações
monumentais. Este sim foi - reparem no tempo do verbo: foi - o verdadeiro
Villeneuve. E era essa a imagem que ele deveria deixar para os seus
fãs.
A minha sugestão? Vai para casa, Jacques. Não piore
ainda mais as coisas.

Dica:
Convido a todos os abacaxinautas a visitarem o site www.automobiles.com.br,
quase uma versão online do jornal Jornal MotorBR,
do qual sou editor. As atualizações são diárias. |