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Finalmente
tivemos alguma emoção em um Grande Prêmio de Fórmula 1. A corrida
disputada no último domingo na Alemanha, em Nurbugring, passa longe
de lembrar os velhos tempos, mas para quem acostumou a ver provas
totalmente sonolentas foi um alento. Tudo porque o colombiano macho
(Juan Pablo Montoya) mostrou ao Ralf (vencedor da prova) como é
que se passa o alemão azedo. E que ultrapassagem! Por fora, na raça
e no braço. E como foi prazeroso ver Schumacher na brita, parado,
sendo empurrado - licitamente, é verdade - até pelo motorista do
guindaste.
A situação
anda tão feia na F-1 que a disputa Montoya x Schumacher, totalmente
limpa, foi para "investigação". Até imagino o pensamento daquele
monte de fiscais bestas: "O quê? Ocorreu uma ultrapassagem? Como
pode isso? Temos que investigar para ver o que aconteceu...". Tempos
bicudos, tempos bicudos.
Azarado
Além de Schumacher, quem não teve sorte no GP da Europa foi Kimi
Raikkonen. Estava tendo um fim de semana perfeito, fez a pole e
liderava a prova até o motor Mercedes explodir e jogar pelo ar suas
chances de passar à frente na disputa do campeonato. Que pena. Uma
vitória do homem de gelo ia colocar fogo no mundial.
Queima
língua
Raikkonen, aliás, provocou mais um episódio da série "Queimando
a Língua", protagonizada pela dupla Galvão Bueno e Reginaldo Leme
na TV Globo. No sábado, logo após Schumacher fazer sua volta voadora,
os dois começaram com a velha ladainha: "o alemão é gênio, tira
coelhos da cartola...". Enquanto isso, Raikkonen decolava na pista,
mas nada que assustasse a dupla. "Ele é ruim de treino, já rodou
algumas vezes e até largou em último recentemente...". Resultado:
o finlandês detonou o tempo de Schumacher e as línguas do Galvão
e do Reginaldo.
Chincane
O alemão azedo, por sinal, manda até prender no seu país natal.
Sua última obra foi espremer uma chincane do circuito de Nurbugring
ao custo de 200 mil euros. Quem viu os treinos e a corrida notou
o tamanho da burrada: o que teve de gente deixando pedaço do bico
por ali não foi brincadeira...
Loteca
Abacaxi
Comecei a provar, na última semana, que não entendo apenas de automobilismo.
Quem leu a recém-criada sessão "Loteca Abacaxi"
notou que meus palpites de futebol são para lá de coerentes e acertados.
Tive apenas um escorregão feio, no jogo Flamengo e Figueirense,
mas nada que abalasse a minha credibilidade. Aliás, quem ia imaginar
que os catarinenses chegariam no Maracanã e ganhariam o jogo? Já
os outros amigos palpiteiros deveriam começar a jogar golfe ou peteca...
A
frase
"Quando meu companheiro for constantemente melhor que eu, então
será a hora de dizer adeus."
Michael
Schumacher, o alemão azedo.
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