O que está acontecendo? Será
o início de uma nova era na Fórmula 1? A Renault ganha
de ponta a ponta e Schumacher comemora um sétimo lugar? Será
que o domínio vermelho da Ferrari finalmente acabou? O GP
da Malásia deixou um monte de pulgas atrás das orelhas
dos fãs do automobilismo.
Ainda é cedo para dizer que a era Schumacher
acabou. Mas que é divertido ver o alemão azedo sofrendo
no meio do pelotão, isso é. Lá, disputando
roda a roda posições intermediárias com os
mortais, o “Deus Queixudo” vira um ser humano normal,
um piloto normal, que erra como todos os outros (até mais
do que alguns de seus concorrentes).
O fiasco do time de Maranello só não
foi maior porque a BAR resolveu se superar. Fizeram uma patifaria
na prova de abertura, mandando seus pilotos forçarem o abandono
na última volta, trocaram os motores dos carros para o GP
da Malásia e, tcham, tcham, tcham, tcham: os dois propulsores
foram para o espaço em duas voltas. Não adiantou nada
o exemplo de falta de espírito esportivo. Melhor castigo,
impossível.
Enquanto um japonês cai, outro sobe. A prova
em solo malaio marcou a redenção da Toyota. Finalmente,
toda a grana que eles investem anualmente na Fórmula 1 deu
algum retorno. A virada que o time nipônico deu em 15 dias
serve de exemplo para a Ferrari. Até pouco tempo, os pilotos
da equipe falavam que o carro era rápido em uma ou duas voltas,
depois perdia rendimento. E de fato foi o que vimos na prova inicial,
na Austrália: Trulli largou em segundo e chegou em nono.
Não sei qual foi a mágica que eles fizeram, mas, desta
vez, o carro foi constante e manteve sua performance até
o fim do GP. Finalmente a Toyota deu uma dentro! Resultado: Trulli
em segundo e Ralf em quinto.
Notas
dos pilotos
1)
Alonso - 10,0
Irrepreensível durante todo o fim de semana. Forte candidato
ao título.
2)
Trulli - 9,0
Excelente atuação. Conduziu a Toyota com maestria
ao primeiro pódio da equipe.
3)
Heidfeld - 7,5
Boa corrida. Soube esperar e ganhou o terceiro lugar como prêmio
após a batida entre Webber e Fisichella.
4)
Montoya - 6,0
Pelo menos desta vez não rodou e nem passeou na brita.
5)
Ralf - 6,5
Atuação apenas razoável, sempre atrás
do companheiro de equipe.
6)
Coulthard - 8,0
É outro piloto desde que chegou à Red Bull. Rápido
e constante.
7)
Schumacher - 5,0
Só chegou em sétimo devido aos acidentes ocorridos
à sua frente.
8)
Klien - 7,0
Demonstrou regularidade, novamente.
Raikkonen
- 6,0
Estaria entre os quatro primeiros não fosse um pneu estourado.
Fez a melhor volta da corrida.
Massa
- 5,0
Fez o que pôde com a limitada Sauber. Mas, para variar, errou
durante a corrida e fritou pneus.
Karthikeyan
- 5,0
Teve uma atuação razoável, completando a prova
apenas uma volta atrás dos líderes.
Monteiro
- 3,0
Consegue ser pior do que o companheiro de equipe.
Albers
- 4,0
Entre um erro e outro, pelo menos chegou ao fim da corrida.
Barrichello
- 4,5
Melhor que Schumacher nos treinos, desapareceu no meio do pelotão
durante a corrida.
Fisichella
- 4,0
Foi pressionado e errou feio, tirando Webber da corrida.
Webber
- 6,0
Vinha bem até ser atingido por Fisichella.
Villeneuve
- 2,0
Tchau, Villeneuve. Outro desempenho ridículo.
Davidson
- 2,0
Chamado às pressas para substituir Sato, foi mal nos treinos.
Na corrida, nem teve chances.
Button
- 3,0
Vinha fazendo ultrapassagens até o seu motor explodir na
segunda volta.
Friesacher
- 2,0
Rodou na segunda volta, parou na brita e por ali ficou. Atuação
medíocre.

Dica:
Convido
a todos os abacaxinautas a visitarem o site www.automobiles.com.br,
quase uma versão online do jornal Jornal MotorBR,
do qual sou editor. As atualizações são diárias.
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