Sobrenomes consagrados, competitividade
e badalação. Com estes ingredientes, começa
no próximo dia 23 de abril, em San Marino, a primeira temporada
da GP2, considerada o último degrau antes da tão sonhada
Fórmula 1.
A GP2 substitui a Fórmula 3000 Internacional,
categoria que falhou no seu objetivo de servir como escola da elite
do automobilismo mundial. Para não repetir os mesmos erros
da antecessora, a FIA aumentou a potência dos carros (o motor
tem 600 cv, contra menos de 450 cv da F-3000) e deixou os bólidos
aerodinamicamente mais próximos dos F-1. Claro, a diferença
ainda existe. Mas notadamente é menor. A visibilidade é
outro atrativo. Das 12 corridas programadas, 11 serão preliminares
da Fórmula 1.
Entre os 24 pilotos do grid, alguns chegam à
categoria com “pedigree”. É o caso de Nelsinho
Piquet (filho de Nelson), Mathias Lauda (de Nick) e Nico Rosberg
(de Keke), que encaram a GP2 como a chance da vida para mostrar
que herdaram o talento paterno. Dos três, pelo que apresentaram
até agora, aposto em Nelsinho - que, não por acaso,
é o atual campeão da conhecida Fórmula 3 inglesa
e liderou os primeiros treinos coletivos da GP2 realizados na Europa.
Além do mais, Piquetzinho conta com toda
a boa vontade do pai, que investe grana e muito tempo na sua carreira,
bem como não se furta em dar conselhos e broncas no filho.
Resta saber como Nelsinho reagirá quando chegar na cova dos
leões, a Fórmula 1, onde a cada segundo um piloto
ou dirigente tenta puxar o tapete do outro. Nelson Piquet saiu-se
bem, ganhando, por exemplo, uma dura batalha psicológica
com Nigel Mansell e seus defensores na equipe Williams. Se Nelsinho
herdar também este gene do pai, aí estará feito
e tem tudo para ser um futuro campeão mundial.
E a
GP2, vai dar certo? Só o tempo dirá. Entretanto, é
inegável que a categoria surge como uma boa alternativa para
acompanhar novos talentos, afinal nem mesmo os mais fanáticos
por automobilismo conseguiam assistir à insossa Fórmula
3000.

Convido
a todos os abacaxinautas a visitarem o site www.automobiles.com.br,
quase uma versão online do jornal Jornal MotorBR,
do qual sou editor.
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