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Beagá, 07 de março de 2005 d.C.
 
Início promissor
Por Grand Chelem
 

Não podia ser melhor. Ajudada por São Pedro, que mandou uma providencial chuva no sábado, e pelo novo regulamento, que - a bem da verdade - cria um equilíbrio artificial entre as equipes, a Fórmula 1 teve um fim de semana emocionante.

Analisando o GP da Austrália, é possível tirar algumas conclusões para o restante da temporada. Primeiro, a classificação com duas voltas lançadas é extremamente confusa para o público em geral. Por outro lado, certamente, vai embaralhar muitos grids ao longo do ano. Segundo, a regra de um jogo de pneus por corrida mudou o leque de estratégias das equipes. Agora, poupar o carro é fundamental. Mas pelas imagens dos compostos ao fim do GP ficou bem claro que tanto Michelin como Bridgestone já atingiram um ótimo nível de excelência. Aquela história de “pneus em frangalhos”, tão repetida pelo Galvão Bueno na transmissão da TV Globo, só vai acontecer para quem travar as rodas demais durante a corrida.

Quanto às equipes, ficou nítida a força da Renault. Fisichella largou na ponta e por lá se manteve até o fim da prova. Alonso, partindo do meio do pelotão, veio abrindo espaço até o terceiro lugar. E para quem achava que a Ferrari estava morta, Barrichello deu o recado: mesmo com o carro antigo, um segundo lugar bem convincente e consistente.

Da Mclaren pouco pode se dizer. A impressão inicial é de que o MP 4/20 não é tudo isso que andaram falando por aí. Os pilotos se apressaram em dizer, após a corrida, que não puderam explorar o carro ao máximo. Até é possível. Raikkonen teve problemas antes da largada e partiu dos boxes para um modesto oitavo lugar, sempre andando no meio do tráfego. Montoya, para variar, perdeu tempo ao passear pela grama, conquistando um decepcionante sexto posto.

E a surpresa da primeira corrida do ano foi a Red Bull. Com uma boa performance durante todo o Grande Prêmio, conseguiu um quarto lugar com David Coulthard e um sétimo com Cristian Klien. Impressionante. Será que vai manter o ritmo nas próximas provas?

Por outro lado, duas equipes decepcionaram. Uma delas é a BAR, que comeu poeira de quase todo mundo. A outra é a Toyota, que confirmou as impressões iniciais de Jarno Trulli: o carro anda bem uma ou duas voltas e depois perde desempenho. Tanto é verdade que o italiano largou em segundo e chegou em nono.

Notas dos pilotos

1 - Fisichella (Renault) - 10,0
Perfeito durante todo o fim de semana. Dominou a corrida com maestria.

2- Barrichello (Ferrari) - 9,0
Bom começo de temporada. Veloz e consistente, foi ajudado por uma estratégia inteligente da Ferrari.

3 - Alonso (Renault) - 9,0
Largando no meio do pelotão, foi abrindo caminho até o terceiro lugar. Demonstrou regularidade.

4 - Coulthard (Red Bull) - 9,0
Surpreendente. Tudo o que ele não correu nos últimos anos de Mclaren, correu na Austrália com a Red Bull. Belo desempenho.

5 - Webber (Williams) - 5,5
Fez o básico. Só isso.

6 - Montoya (Mclaren) - 5,0
Manteve a velha forma: quando não roda, passeia pela grama. Falta-lhe a consistência dos campeões.

7 - Klien (Red Bull) - 6,0
O carro foi bem e ele não decepcionou. Porém também não impressionou.

8 - Raikkonen (Mclaren) - 6,5
Levou azar na largada. Saindo dos boxes, fez uma razoável corrida de recuperação.

9 - Trulli (Toyota) - 6,0
Bem nos treinos, teve seu desempenho na corrida limitado pela fragilidade da Toyota.

10 - Massa (Sauber) - 5,0
O azar na classificação prejudicou todo o seu fim de semana. Para piorar, ainda visitou a brita durante a prova.

11 - Button (BAR) - 5,0
Não teve muito o que fazer. O BAR 007 é ruim demais.

12 - Ralf (Toyota) - 4,0
Apagado.

13 - Villeneuve (Sauber) - 3,5
Será que um dia vai recuperar o ritmo dos bons tempos?

14 - Sato (BAR) - 3,5
Outro que padeceu com a ruindade da BAR.

15 - Karthikeyan (Jordan) e 16 - Monteiro (Jordan) - 3,0
O carro é péssimo. O motor é péssimo. Os dois pilotos são péssimos...

17 - Friesacher (Minardi) - 3,0
Pelo menos chegou ao fim da corrida...

- Schumacher (Ferrari) - 2,0
Ridículo. Lembrando os velhos tempos, o Dick Vigarista tentou fechar a porta de Nick Heidfeld, mas se deu mal. Acabou na brita.

- Heidfeld (Williams) - 4,0
Fazia uma corrida razoável até ser fechado por Schumacher.

- Albers (Minardi) - 3,0
Sempre entre os últimos, como um bom piloto da Minardi deve fazer.

 
Grand Chelem é correspondente do ABACAXI ATÔMICO em Curitiba. E-mail: grandchelem@abacaxiatomico.com.br

 

 

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