A dança das cadeiras na Fórmula
1, visando a temporada 2005, esquentou de vez. Na última
semana, a Sauber anunciou Jacques Villeneuve e a Toyota, Jarno Trulli.
O italiano, por sinal, nem corre mais pela sua atual equipe, a Renault,
sendo substituído nas últimas três provas deste
ano justamente pelo canadense. Surpresas, surpresas...
Já é possível vislumbrar um
cenário interessante para a próxima temporada. Além
dos contratos fechados, particularmente torço para que Jenson
Button fique na BAR, fazendo dupla com o ex-aposentado Mika Hakkinen
(tchau, Takuma Sato). E, para ocupar a segunda vaga da Williams,
indicaria Antonio Pizzonia (se cuida, Mark Webber, seria a hora
da “vingança do pipoqueiro”). É, ainda
bem que sonhar não paga imposto - pelo menos por enquanto.
Promessa
Jacques Villeneuve, além de falastrão,
é um mentiroso de marca maior. Quem não se lembra
da sua promessa no começo da temporada de 2003? “Se
eu perder para o Jenson Button, me aposento”. Pois bem, o
ano terminou com o placar de 17 pontos a 6 para o inglês.
E realmente ele pendurou o capacete, chutado pelo chefão
da BAR, David Richards. Mas agora quebrou a promessa e está
retornando a categoria. Certamente algum repórter daqueles
que gosta de colocar lenha na fogueira irá lhe questionar
sobre o assunto. Resta saber como Villeneuve vai reagir.
Bomba
A Ford (Jaguar) anunciou que deixa a Fórmula
1 no fim da temporada. Uma pena, esperava mais da montadora na categoria.
O problema é que uma sucessão de asneiras (investimentos
errados, profissionais incompetentes, política de gerenciamento
de talentos equivocada, etc.) foi afundando o time ano após
ano. Só podia dar nisso. |