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Beagá, 13 de setembro de 2004 d.C.
 
Comentários brilhantes
Por Grand Chelem
 

Leia abaixo os comentários mais brilhantes e coerentes do mundo da Fórmula 1. Primeiramente falo - com um pouco de atraso, é verdade - do Grande Prêmio que selou o sétimo título de Michael Schumacher na categoria, disputado na Bélgica. Em seguida, acompanhe a repercussão do GP da Itália, vencido magnificamente pelo sempre tão criticado Rubens Barrichello. E, claro, confira as notas do já tradicional Troféu de Ponta a Ponta.

Bélgica: não tem mais graça

Até o alemão azedo já está enjoado. Vocês repararam na tímida comemoração dele após o segundo lugar que lhe deu o título? Acho que devia estar pensando: “Ah é, né? Mais um... Mas foi tão sem graça... Não tive concorrentes, meu companheiro de equipe é mais lento e, mesmo que não fosse, não pode me passar...”. Pois é, a cada campeonato que passa, Michael Schumacher consolida ainda mais o seu nome na história.

E a corrida? Podemos dizer que foi, assim, interessante. Kimi Raikkonen deu show, dominando e vencendo a prova. E Juan Pablo Montoya voltou à velha forma de criar pontos de ultrapassagens, dando um “chega para lá” por fora em Michael Schumacher e Jarno Trulli na Bus Stop. Destaque também para o trio brasileiro Massa-Pizzonia-Zonta que, cada um à sua maneira, andou no pelotão da frente.

Troféu De Ponta a Ponta

1 - Raikkonen - 9,0
Soberano durante todo o fim de semana.

2 - Schumacher - 7,0
Fez o suficiente para levar o título.

3 - Barrichello - 7,0
Boa prova. Só isso.

4 - Massa - 8,0
Esse é o Felipe Massa que eu admiro.

5 - Fisichella - 7,0
Desta vez ficou atrás de Massa o tempo todo.

6 - Klien - 7,0
Fez sua melhor (ou seria menos pior?) corrida na categoria.

7 - Coulthard - 4,0
Tinha carro para vencer.

8 - Panis - 6,0
Apenas mediano.

- Trulli - 4,0
Broxou depois que anunciou sua saída da Renault.

- Zonta - 8,0
Belíssima corrida de recuperação. Só não chegou em quarto porque foi traído pelo motor Toyota no fim da corrida.

- Heidfeld, Button e Alonso - 4,0
Não fizeram nada de especial.

- Montoya - 8,0
Voltou a ser o colombiano macho. Suas ultrapassagens por fora sobre Schumacher e Trulli em um ponto improvável (a Bus Stop) foram de gente grande.

- Pizzonia - 8,5
Andou à frente de Montoya, suportou a pressão do companheiro de equipe. Mas o carro abriu o bico e ele perdeu um pódio certo.

- Baumgartner, Webber, Sato, Bruni e Pântano - 1,0
Envolveram-se em acidentes na primeira volta e nada puderam mostrar.

Itália: Rubinho faz corrida de gente grande

Todo ano é assim: em um ou dois GPs da temporada, Rubens Barrichello tem o seu dia de Michael Schumacher. Em 2004, o palco do show foi o autódromo de Monza, na Itália. Primeiro veio a pole, com mais de meio segundo de vantagem em cima da concorrência. No domingo, a ousadia de Rubinho começou antes da largada, na escolha dos pneus. Enquanto a maioria optou por compostos para o seco, o brazuca escolheu os intermediários. A escolha se mostrou acertada. Rubinho manteve a dianteira e logo na primeira volta abriu mais de sete segundos de vantagem para Fernando Alonso. O problema é que a pista secou rapidamente, e Barrichello demorou a trocar os pneus (deveria ter parado na quarta volta, não na quinta). Quando fez o primeiro pit-stop, já havia sido ultrapassado pelo espanhol. Retornou no meio do pelotão.

Com uma tática diferente (carro leve e pouco combustível), restou a Rubinho voar nos momentos de pista livre. E ele quase decolou, fazendo seguidas voltas mais rápidas, principalmente na parte final da corrida. Esta foi a chave da vitória. Ao entrar para o último pit-stop, Barrichello tinha vantagem suficiente para voltar em primeiro. Depois, foi só desfilar pelo circuito - escoltado por Michael Schumacher, que fez uma boa prova de recuperação.

Transmissão atrapalhada

Mais uma vez o destaque negativo da corrida ficou por conta da transmissão da Rede Globo. Dá para citar inúmeras trapalhadas da dupla Cléber Machado e Reginaldo Leme. A primeira pisada de bola foi a insistência dos dois em dizer que Schumacher estava com pneus intermediários na hora da largada - quando a TV mostrava para qualquer um que entende vagamente de automobilismo o contrário. Após a primeira rodada de pit-stops, todo mundo viu Jenson Button voltando em primeiro lugar. Menos a dupla dinâmica, que falava que o líder era Schumacher. Será falta de motivação?

Troféu De Ponta a Ponta

1 - Barrichello - 9,5
Praticamente perfeito.

2 - Schumacher - 8,5
Rodou na primeira volta, caiu para 15º lugar e fez uma grande corrida de recuperação.

3 - Button - 8,0
Chegou onde costuma chegar: em terceiro. Ou seja, o melhor do resto.

4 - Sato - 8,0
Sato parece ter se contagiado com o desempenho do Rubinho e também teve o seu dia de grande piloto.

5 - Montoya - 7,0
Esperava mais do colombiano.

6 - Coulthard - 6,0
Já devia ter se aposentado...

7 - Pizzonia - 7,0
Se envolveu em um acidente na primeira volta, despencou para último e se recuperou com uma pilotagem agressiva. Mas errou demais: foi visto passeando na grama um par de vezes, além de trombar com Coulthard no fim da corrida.

8 - Fisichella - 7,0
Fez uma corrida burocrática - e eficiente - para chegar aos pontos.

- Webber, Klien, Heidfeld e Zonta - 5,0
Chegaram. E só.

- Trulli - 2,5
Será que há uma “Teoria da Conspiração” contra ele na Renault? Desempenho ridículo.

- Massa - 3,5
Largou bem e fazia uma corrida razoável. Mas, atrapalhado, trombou com Heidfeld e jogou fora as chances de pontuação.

- Alonso - 4,5
Andou no pelotão dianteiro na primeira parte da corrida. E vinha bem até rodar infantilmente.

- Baumgartner e Pantano - 2,5
O que estes caras estão fazendo na Fórmula 1?

- Bruni - 2,5
Apareceu na TV apenas uma vez, quando seu carro pegou fogo nos boxes.

- Raikkonen - 3,5
Desta vez o carro não ajudou.

- Panis - 2,0
Levou azar e não passou da primeira volta.

 
Grand Chelem é correspondente do ABACAXI ATÔMICO em Curitiba. E-mail: grandchelem@abacaxiatomico.com.br

 

 

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