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Beagá, 16 de agosto de 2004 d.C.
 
A era do software
Por Grand Chelem
 

Software: esta é a grande palavra da Fórmula 1 moderna. É software de largada, software de controle de tração, software disso, software daquilo. E os abandonos, que antigamente eram causados por motivos mil (motor, pane elétrica, superaquecimento...), agora são justificados por problemas no software. Kimi Raikkonen, por exemplo, abandonou o Grande Prêmio da Hungria por “problemas de software”, segundo informou a própria equipe. Sinal dos tempos.

Pé-frio

Aliás, que corridinha chata o GP da Hungria, hein? Outro passeio da Ferrari, outra vitória de Michael Schumacher. Engraçado foi a correria nos boxes do time italiano, ocasionada por um vazamento numa bomba de combustível. E advinha qual carro da equipe teve o reabastecimento parcialmente prejudicado? Claro, do pé-frio do Rubens Barrichello. Felizmente, ficou só nisso e o brazuca não teve a corrida afetada.

Baboseiras

O que me encheu o saco na última semana foi a imprensa especializada falando que o GP da Hungria seria o palco ideal para uma derrota da Ferrari. Alegavam que o circuito exigia muito downforce, blá, blá, blá, e que os italianos seriam prejudicados por conta disso. Esperavam uma repetição do ano passado. Quanta baboseira, o F2004 é muito mais equilibrado que o F2003-GA.

Poderio japonês

A vitória avassaladora da Ferrari, por sinal, tem um toque japonês. Os pneus especiais preparados pela Bridgestone para a corrida tiveram um desempenho simplesmente sensacional. Desde o ano passado, quando muitos enalteciam a qualidade dos compostos Michelin, eu venho falando: cuidado com os japoneses, eles são feras. Este ano, então, estão dando um baile nos pobres franceses.

Banana

Mas a imagem da corrida foi o Ross Brawn comendo banana no pit-lane da Ferrari. A superioridade do time italiano é tamanha que eles se dão ao luxo de relaxar em pleno trabalho.

Troféu de Ponta a Ponta

1 - Schumacher - 9,0
Nem precisou mostrar todo o seu potencial.

2 - Barrichello - 7,0
Não ameaçou Schumacher em nenhum momento. A diferença de talento entre os dois é um abismo.

3 - Alonso - 7,0
Chegou à Hungria falando em vitória. Mas não teve como competir com a Ferrari.

4 - Montoya - 7,0
Largou bem, passou a primeira volta em quarto e por ali ficou até o fim da corrida.

5 - Button - 6,0
Atuação discreta, sem brilho algum.

6 - Sato - 6,0
Sempre próximo de Button.

7 - Pizzonia - 6,0
Largou mal (um pouco por conta de estar do lado sujo da pista), caiu para décimo e sofreu para recuperar posições em um circuito tão travado. Ao menos mostrou, ao ficar na frente de Montoya no grid de largada, que é rápido.

8 - Fisichella - 6,5
Rápido e constante. Boa corrida.

- Coulthard, Raikkonen, Trulli, Massa e Panis - 3,5
Um fim de semana para esquecer.

- Webber - 4,0
Só apareceu uma vez na transmissão da TV: rodando.

- Heidfeld - 3,0
Bom piloto, mas padece com a falta de competitividade da Jordan.

- Klien, Bruni, Baumgartner e Pantano - 2,0
O que estes caras ainda estão fazendo na Fórmula 1?

- Zonta - 3,0
Teve sua corrida prejudicada logo na largada, quando foi ensanduichado e rodou. Depois, andou no pelotão de trás até o carro estragar.

 
Grand Chelem é correspondente do ABACAXI ATÔMICO em Curitiba. E-mail: grandchelem@abacaxiatomico.com.br

 

 

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