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O piloto
brasileiro Rubens Barrichello passou a última semana inteira repetindo
que, para ele, o Mundial de Fórmula 1 começa no Canadá. Confesso
que as declarações me decepcionaram - ou irritaram - profundamente.
Por um simples e pequeno detalhe: o GP do Canadá é a oitava etapa
de um campeonato com dezesseis provas. Ora, e o que ele fez até
agora? Desfilou com a Ferrari pelos circuitos do mundo afora?
A verdade
é que Rubinho sempre tem uma desculpa na ponta da língua para justificar
os seus fracassos. Em uma corrida, são os pneus. Noutra, uma gripe
que surgiu de última hora. E por aí vai. Enquanto ele chora, Michael
Schumacher vai acumulando pontos. E o placar da equipe Ferrari neste
ano já aponta 44 x 25 para o alemão.
Você
pode dizer que o time italiano trabalha apenas para Schumacher,
o que é uma grande verdade. Mas o faz porque o alemão é inegavelmente
mais piloto. E também porque Rubinho não tem um pingo de carisma.
Quando Ayrton Senna chegou à Mclaren, em 1988, achou a equipe trabalhando
para Alain Prost, que já tinha algumas temporadas no time. Só que
seu talento - e seu poder de mobilização - equilibraram a situação.
Podemos dizer que o mesmo aconteceu com Nelson Piquet nas suas temporadas
na Williams, em 1986 e 1987. Encontrou uma equipe inglesa e um piloto
inglês, Nigel Mansell. Graças à sua categoria, e às táticas de "guerrilha"
que irritavam o Leão (tais como dizer para quem quisesse ouvir que
a mulher de Mansell era medonha e tirar o papel higiênico do banheiro
quando o inglês se encaminhava para o mesmo), Piquet virou o jogo.
Concluindo:
Rubinho é, sem dúvida, um bom piloto. Porém falta para ele o "algo
mais", que separa os ótimos dos gênios. Senna e Piquet se enquadram
nesta última categoria e, por isso, foram tricampeões. Já Barrichello,
muito provavelmente, vai comer poeira pelo resto da sua carreira.
Gracinha
que custou caro
Já viu algum piloto perder a corrida por fazer gracinha na reta
dos boxes, a poucos metros da bandeirada? Pois foi assim que um
ser desprovido de grandes atividades cerebrais, chamado Bjorn Wirdheim,
deixou escapar a vitória na última prova da Fórmula 3000, disputada
no dia 31, em Mônaco.
Wirdheim
até vinha fazendo uma boa corrida. Largou na pole e liderou a prova
toda. O problema é que, segundos antes de receber a bandeirada resolveu
"aparecer" para a equipe, passando devagarzinho perto da mureta.
E esqueceu da vida. Resultado: estava tão lento que Nicolas Kiesa,
até então segundo colocado, teve tempo de ultrapassá-lo e vencer
a corrida.
Vai
ser burro assim lá longe. Se eu sou piloto, e perco uma prova deste
jeito, entrego minha licença, mudo de país, desapareço por alguns
meses para fazer uma plástica e vou vender coxinha bem longe de
qualquer autódromo.
A
frase
"Honestamente, pensei que já tinha recebido a bandeira quadriculada
e por isso reduzi minha velocidade. Fiquei muito surpreso quando
vi o nome do Kiesa em primeiro na classificação final."
Bjorn
Wirdheim, piloto de Fórmula 3000. Depois da burrada que ele cometeu,
melhor era ficar quieto.
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