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Beagá, 12 de abril de 2004 d.C.
 
Esperanças brazucas
Por Grand Chelem
 

O Brasil tem grandes possibilidades de conquistar um campeonato de Fórmula 1 muito em breve. A razão? Simples, a safra de novos pilotos que vem brilhando nas pistas do mundo afora é muito boa. Abaixo falo um pouquinho das minhas apostas. Cito três que devem figurar na lista de talentos da Fórmula 1 nos próximos anos e dois que – de um jeito ou de outro – já estão lá.

Augusto Farfus Júnior: Sabe o que ele fez na primeira vez que participou de uma corrida do Campeonato Europeu de Turismo (ETTC), este ano? Ganhou. Isso mesmo, ganhou. Na segunda, largando atrás (por força do regulamento), veio ultrapassando a galera e chegou em terceiro. Tudo bem, Farfus corre na melhor equipe da ETCC, a Autodelta. Mas seus rivais são Gabriele Tarquini, campeão de 2003, e Fabrizio Giovanardi, tetracampeão da categoria. Bater gente deste quilate logo na primeira prova é um bom indicativo. Ah, a equipe corre com carros da Alfa Romeo, marca que pertence a Ferrari...

João Paulo de Oliveira: Vem destruindo seus rivais nas Fórmulas 3 da vida. Ganha largando na pole, ganha largando no meio, ganha quando cai para último na largada. Vejo poucos comentários deste piloto no Brasil, mas a imprensa européia já está de olho no garoto. Dizem que é rápido, arrojado quando necessário e constante.

Nelsinho Piquet: Tem pedigree. E ao que parece é também um grande talento. Não foi brilhante, mas não fez feio, quando guiou um Fórmula 1 pela primeira vez – cortesia da Williams. Na segunda vez, foi melhor e deixou boa impressão. Agora, precisa ganhar o campeonato inglês de Fórmula 3 (ano passado, sem referências, ficou em terceiro).

Felipe Massa: Me lembra um pouco Ayrton Senna no começo da carreira. Impetuoso e arrojado ao extremo, ainda erra mais do que deveria. Mas basta lembrar o que aconteceu com Senna depois que ele conseguiu controlar toda sua ânsia de vencer. Fez um bom campeonato pela Sauber em 2002, ficou como piloto de testes da Ferrari em 2003 e, em 2004, de volta à Sauber, marcou o único ponto da equipe até agora.

Antonio Pizzonia: Foi fritado na Jaguar em 2003, mas é um ótimo piloto. Rápido e consistente, cansou de colocar tempo nos titulares da Williams quando lá passou como test driver (2001 e 2002). Voltou este ano e continua mostrando a mesma boa forma. Experimentem dar a ele um bom carro e aguardem.

 
Grand Chelem é correspondente do ABACAXI ATÔMICO em Curitiba. E-mail: grandchelem@abacaxiatomico.com.br

 

 

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