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Brasil tem grandes possibilidades de conquistar um campeonato de
Fórmula 1 muito em breve. A razão? Simples, a safra
de novos pilotos que vem brilhando nas pistas do mundo afora é
muito boa. Abaixo falo um pouquinho das minhas apostas. Cito três
que devem figurar na lista de talentos da Fórmula 1 nos próximos
anos e dois que – de um jeito ou de outro – já
estão lá.
Augusto
Farfus Júnior: Sabe o que ele fez na primeira vez
que participou de uma corrida do Campeonato Europeu de Turismo (ETTC),
este ano? Ganhou. Isso mesmo, ganhou. Na segunda, largando atrás
(por força do regulamento), veio ultrapassando a galera e
chegou em terceiro. Tudo bem, Farfus corre na melhor equipe da ETCC,
a Autodelta. Mas seus rivais são Gabriele Tarquini, campeão
de 2003, e Fabrizio Giovanardi, tetracampeão da categoria.
Bater gente deste quilate logo na primeira prova é um bom
indicativo. Ah, a equipe corre com carros da Alfa Romeo, marca que
pertence a Ferrari...
João
Paulo de Oliveira: Vem destruindo seus rivais nas Fórmulas
3 da vida. Ganha largando na pole, ganha largando no meio, ganha
quando cai para último na largada. Vejo poucos comentários
deste piloto no Brasil, mas a imprensa européia já
está de olho no garoto. Dizem que é rápido,
arrojado quando necessário e constante.
Nelsinho Piquet: Tem pedigree. E ao que parece é
também um grande talento. Não foi brilhante, mas não
fez feio, quando guiou um Fórmula 1 pela primeira vez –
cortesia da Williams. Na segunda vez, foi melhor e deixou boa impressão.
Agora, precisa ganhar o campeonato inglês de Fórmula
3 (ano passado, sem referências, ficou em terceiro).
Felipe
Massa: Me lembra um pouco Ayrton Senna no começo
da carreira. Impetuoso e arrojado ao extremo, ainda erra mais do
que deveria. Mas basta lembrar o que aconteceu com Senna depois
que ele conseguiu controlar toda sua ânsia de vencer. Fez
um bom campeonato pela Sauber em 2002, ficou como piloto de testes
da Ferrari em 2003 e, em 2004, de volta à Sauber, marcou
o único ponto da equipe até agora.
Antonio
Pizzonia: Foi fritado na Jaguar em 2003, mas é um
ótimo piloto. Rápido e consistente, cansou de colocar
tempo nos titulares da Williams quando lá passou como test
driver (2001 e 2002). Voltou este ano e continua mostrando a mesma
boa forma. Experimentem dar a ele um bom carro e aguardem.
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