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Beagá, 16 de fevereiro de 2004 d.C.
 
Jungle Boy na cabeça
Por Grand Chelem
 

O automobilismo brasileiro recebeu uma grande notícia na última semana. Trata-se do anúncio de Antônio Pizzonia como um dos test-drivers oficiais da Williams - vaga que ele já ocupou em 2001 e 2002. É a volta por cima do Jungle Boy, como é chamado na Europa por ter nascido na região amazônica, depois do processo de fritura ao qual foi submetido na Jaguar durante as 11 primeiras provas do ano passado.

O talento de Pizzonia é inquestionável. No seu primeiro período na Williams, cansou de botar tempo em Ralf Schumacher e Juan Pablo Montoya, pilotos oficiais do time. E tem sido assim no seu retorno à equipe inglesa: andando com consistência e quase sempre à frente dos titulares. Até quebrou recorde de pista, em Valência.

As más línguas dizem que a suposta infecção que derrubou Ralf recentemente foi ocasionada por um “coro” dado por Pizzonia num dos testes desta pré-temporada. O alemãozinho teria engolido seco um sanduíche inteiro ao ver os tempos do brasileiro. Passou mal e se mandou para casa antes de entrar na pista.

Pizzonia está dando um grande passo na sua carreira. Todos sabem que Montoya está de saída para a Mclaren. E como as negociações com o Schumaquinho estão emperradas por uma simples picuinha (alguns milhõeszinhos de dólares), é bem provável que a Williams fique sem seus dois pilotos titulares para 2005. Bom para o brasileiro, que surge como um dos favoritos para ocupar uma das vagas.

Na sua única experiência como titular, Pizzonia não foi bem. Sim, mas e o que deu errado na Jaguar? Simples: é equipe de um carro só, incapaz de dar a mesma atenção para dois pilotos. E o time preferiu Mark Webber, outro rapaz de grande talento, só que mais maduro.

Além de enfrentar uma concorrência desleal com o australiano, que se tornou o queridinho da equipe, o brasileiro teve que conviver com táticas erradas (seu engenheiro de pista era totalmente inexperiente) e com problemas crônicos, como um chassis rachado (que a Jaguar levou “décadas” para descobrir).

Seria ótimo ver Antônio Pizzonia como titular da Williams em 2005, calando a boca dos críticos que o chutaram quando ele foi escorraçado da Jaguar.

A frase
"É ótimo voltar a trabalhar com todos da Williams. Meu futuro a longo prazo na F-1 é como piloto de corridas, mas meu objetivo neste ano é fazer tudo que eu puder como test-driver para ajudar a equipe a vencer o campeonato."

É isso aí, Antônio Pizzonia.

 
Grand Chelem é correspondente do ABACAXI ATÔMICO em Curitiba. E-mail: grandchelem@abacaxiatomico.com.br

 

 

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