| O
automobilismo brasileiro recebeu uma grande notícia na última
semana. Trata-se do anúncio de Antônio Pizzonia como
um dos test-drivers oficiais da Williams - vaga que ele já
ocupou em 2001 e 2002. É a volta por cima do Jungle Boy,
como é chamado na Europa por ter nascido na região
amazônica, depois do processo de fritura ao qual foi submetido
na Jaguar durante as 11 primeiras provas do ano passado.
O talento de Pizzonia é inquestionável.
No seu primeiro período na Williams, cansou de botar tempo
em Ralf Schumacher e Juan Pablo Montoya, pilotos oficiais do time.
E tem sido assim no seu retorno à equipe inglesa: andando
com consistência e quase sempre à frente dos titulares.
Até quebrou recorde de pista, em Valência.
As más línguas dizem que a suposta
infecção que derrubou Ralf recentemente foi ocasionada
por um “coro” dado por Pizzonia num dos testes desta
pré-temporada. O alemãozinho teria engolido seco um
sanduíche inteiro ao ver os tempos do brasileiro. Passou
mal e se mandou para casa antes de entrar na pista.
Pizzonia está dando um grande passo na sua
carreira. Todos sabem que Montoya está de saída para
a Mclaren. E como as negociações com o Schumaquinho
estão emperradas por uma simples picuinha (alguns milhõeszinhos
de dólares), é bem provável que a Williams
fique sem seus dois pilotos titulares para 2005. Bom para o brasileiro,
que surge como um dos favoritos para ocupar uma das vagas.
Na sua única experiência como titular,
Pizzonia não foi bem. Sim, mas e o que deu errado na Jaguar?
Simples: é equipe de um carro só, incapaz de dar a
mesma atenção para dois pilotos. E o time preferiu
Mark Webber, outro rapaz de grande talento, só que mais maduro.
Além de enfrentar uma concorrência
desleal com o australiano, que se tornou o queridinho da equipe,
o brasileiro teve que conviver com táticas erradas (seu engenheiro
de pista era totalmente inexperiente) e com problemas crônicos,
como um chassis rachado (que a Jaguar levou “décadas”
para descobrir).
Seria ótimo ver Antônio Pizzonia como
titular da Williams em 2005, calando a boca dos críticos
que o chutaram quando ele foi escorraçado da Jaguar.
A
frase
"É ótimo voltar a trabalhar com todos da
Williams. Meu futuro a longo prazo na F-1 é como piloto de
corridas, mas meu objetivo neste ano é fazer tudo que eu
puder como test-driver para ajudar a equipe a vencer o campeonato."
É isso aí, Antônio Pizzonia.
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